Coluna: Um elenco sob suspeita

Reflexo dos novos tempos, de alienação e submissão total dos atletas, as declarações do presidente do Paissandu já começam a cair na vala comum do esquecimento, apesar de sua extrema gravidade. Em entrevista aos jornais, no último fim de semana, Luiz Omar Pinheiro abriu o verbo e admitiu com todas as letras que jogadores do time que disputou a Série C fizeram “corpo mole”, em função da partilha de gratificações.
Não nominou os culpados, o que é ainda mais sério. Inverteu um princípio sagrado do direito, segundo o qual todos são inocentes até prova em contrário. Preferiu generalizar as críticas, atirando sobre o elenco a nuvem da suspeita. Como principal mandatário do clube, tinha o dever de esclarecer devidamente as coisas, identificando (com provas) os eventuais responsáveis pela “entrega” de partidas e anunciando as punições cabíveis.
Da maneira como se expressou, expôs os jogadores e perdeu a oportunidade de prestar um grande serviço não só ao Paissandu, mas ao futebol paraense como um todo, afastando maus profissionais que militam no mercado regional. Ao invés disso, cometeu injustiças e consolidou a imagem de açodamento e destempero emocional que o acompanha. De mais a mais, evitou analisar (e admitir) outros erros que contribuíram para o insucesso na competição nacional.
De todo modo, em nenhum desses cenários fica bem posicionado o presidente de um clube da importância do Paissandu, cuja grande responsabilidade é representar os interesses de milhares de torcedores. Dizer que um atleta “amoleceu” jogo importante deixa a discussão no nível raso do bate-boca de rua entre torcedores.
O fato é que, com o poder que lhe é conferido pelos estatutos do clube, o dirigente tem todas as condições de coibir abusos e negligências, resguardando os interesses da agremiação. Se não agiu assim, ficou devendo e colocou-se (por omissão) no nível dos empregados que acusa. 
De um presidente espera-se compostura e senso de responsabilidade, que esteja à altura do cargo. Como ficará, por exemplo, a partir de agora a convivência com jogadores remanescentes da malfadada campanha na Terceirona? Afinal de contas, todos estão sob a espada da suspeita, se levadas a sério as denúncias disparadas pela metralhadora giratória do cartola. 
Para que o respeito profissional volte a prevalecer num ambiente que inclui parcerias de longa data (com jogadores como Zé Augusto e Balão, por exemplo), é imperioso que o presidente, também publicamente, aponte os envolvidos nos descaminhos alvicelestes na Série C.
 
 
Contra todas as expectativas, a F-1 se saiu bem no julgamento da farsa da Renault em Cingapura. Banir Flavio Briatore foi o gesto mais duro e convincente. A suspensão meia-boca da escuderia já era esperada (vide o caso McLaren em 2007), bem como a “absolvição” de Nelsinho. De concreto, ficou o posicionamento público de que a categoria não compactua com maracutaias. Pode ser apenas meia-verdade, mas é melhor que nada. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 22) 

8 comentários em “Coluna: Um elenco sob suspeita

  1. As “denúncias” que LOP fez só depoem contra ele próprio. São uma confissão de incompetência emitida com mais de trinta dias de atraso. A cada declaração LOP decepciona mais a torcida. Ora tentando posar de herói, ora de vítima, ele só perde autoridade e respeito.

    Passa a maior parte do ano viajando, fora de Belém, e larga o clube a deus-dará. Como foi dito no Bola na Torre de domingo, só preside o bicolor porque ninguém aceita o cargo. O clube fica exposto aos seus arroubos e ao seu descontrole emocional. Ninguém sabe o que LOP vai fazer no dia seguinte, nem ele próprio. Administra o clube de improviso e aí está o resultado.

  2. É um irresponsável em todos os sentidos. Seu desiquilibriu emocional passa a ser uma ameaça para o clube. Deve ser banido da presidencia enquanto é tempo.

  3. Condordo plenamente, Carlos.
    Esse LOP é um fanfarrão, descontrolado, lunático e irresponsável!
    Está levando o clube pro buraco, estraçalhando a já combalida imagem do clube com essa verborréia irracional, que pouco a pouco vinha sendo resgatada pelo finado Miguel Pinho.
    Ele culpa todo mundo, mas é, na verdade, um covarde que não assume os próprios erros.

  4. Esse povo pensa que ser presidente de um clube como o Paysandu e até mesmo o rival, é sentar-se em uma cadeira e tresloucadamente fazer o que bem entender.
    Não passam de amadores.

  5. LOP, por que não te calas?
    Quando ficaremos livres dessa figura nefasta que é LOP?
    LOP faz mal ao NOSSO Paysandu.
    O Paysandu é maior do que LOP.
    Não aguento mais ler ou ouvir as bobagens ditas por esse elemento. É uma vergonha. Se orgulha de ser espontâneo mas na verdade é um boquirroto. Se acha verdadeiro mas é desequilibrado. Se acha autêntico mas é irresponsável. Se acha honesto mas é desnecessário.
    Nunca imaginei que meu clube estaria em mãos tão sujas.

  6. Muito feliz tua abordagem sobre o assunto Gerson Nogueira, concordo integralmente com o exposto, lamento, no entanto, o pouco equilíbrio demonstrado por algums torcedores do BICOLOR AMAZÔNICO. Gente, ofensas graves, sem provas, vai deixar quem acusa em má situação, sejamos sensatos, não faltemos com a urbanidade devida ao nosso semelhante, vamos aproveitar melhor este espaço tão precioso que nos é disponibilizado sem ônus algum. Apesar de entender e concordar que o atual presidente Luiz Omar Pinheiro possui algumas qualidades dessas atribuídas, não podemos desconhecer o esforço hercúleo que ele fêz desde que assumiu esse time e continua fazendo; caras, todo associado, alguns membros da diretoria, imprensa e torcida, onde me incluo, mandam chumbo grosso contra ele, porém, só quem tira do bolso para honrar os compromissos é ele. Ninguém toma prejuízo por querer tomar prejuízo, é de tentativas que se vai construindo o presente e garantindo o futuro; sejamos mais sábios e razoáveis nas críticas, afinal, tudo refletirá no time em 2010.

  7. Tá parecendo aquela estória do cara que comprou um legítimo “scotch” e na hora aga viu que tinha sido lesado, aí procurou o contrabandista fornecedor no elevador e deu a bronca Pô meu, aquele wisky que você me vendeu é falso! e o vendedor E o que dizer do dos dollares com os quais tu me pagastes? ou então o prefeito Héli Gueiros analisando uma operação tartaruga feita por médicos do pronto socorro; Eles fingem que trabalham e eu finjo que pago.

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