Tribuna do torcedor

Por Silas Negrão

Alguma medida contundente precisa ser tomada, acerca do futebol do Paissandu. Não dá pra continuar com esse modelo de presidente salvador da pátria, que tira do bolso para injetar no clube, centralizador, mandatário máximo e único; isso continua sendo amadorismo puro. A continuar assim, o fundo do poço encobrirá de vez o nosso futebol, mas isso é culpa de todos os setores do clube, principalmente do Conselho Deliberativo – aliás, ele delibera o quê mesmo? Haja vista que o presidente máximo faz o que quer do clube, joga o nome do clube na lama e esse tal conselho não se pronuncia, é muito omisso e olha que temos o recente exemplo do que o ex-presidente do maior rival fêz no time dele. Parece que ninguém atenta prá isso, ninguém se manca.
Notemos a oportunidade que o Bicolor está perdendo; ao invés de aproveitar as férias forçadas para entrosar um time regional, ele sai de atividade e o presidente sai à busca de outro técnico importado, disposto a vir enterrar o que restou do time e da tradição gloriosa conquistada em tempos áureos.
Não concordo com a tentativa de consolidação de opiniões, principalmente partindo de alguns membros da imprensa. Refiro-me ao descrédito atribuído aos treinadores locais, de que estes, não tem cabedal para dirigir os nossos times ditos grandes, em competições nacionais.
O fracasso do Válter Lima no comando do Bicolor não pode ser tratado da forma simplória como está sendo conduzido. Ele assumiu um time totalmente destroçado e montado por um treinador alienígena, que bem sabemos o que fez e o que era, e jogadores de outras plagas que não se identificam com a torcida nem com a região (a exceção foi o Zeziel). Deu no que deu e querem culpar o Valtinho pela derrocada.
Acontece, Gerson Nogueira, que nunca no futebol do Bicolor Amazônico, foi dispensado  aos treinadores e atletas locais a isonômica igualdade dispensada aos importados, tampouco o tempo nescessário para entrosamento das equipes. No momento em que surge a oportunidade, mercê de uma desclassificação, patrocinada por forasteiros, despreza-se os locais e volta-se novamente a importar tudo, coisa comum a mentes pequenas, cuja inabilidade administrativa aflora e assusta até, pelos resultados obtidos.
O Bicolor Amazônico tem o dever moral de manter o Válter Lima, redimensionar a comissão técnica, formar o plantel por ele indicado; dar-lhe o tempo necesário para entrosamento, providenciar amistosos, torneios e coisas do gênero. O tempo é agora, após o retorno das férias concedidas ao plantel remanescente.
Se com essas condições oferecidas, ele fracassar, então terão moral para defenestrá-lo, ainda no andamento do Parazão 2010.
Entretanto, continuarei  entendendo que importar comissão técnica de fora é passar atestado de gente subdesenvolvida.
Grato pelo espaço.

12 comentários em “Tribuna do torcedor

  1. Silas, Respeito sua opinião, mas discordo totalmente do que vc escreveu. Penso eu que vc postou sua mensagem, baseado na emoção e não na razão. Quer dizer que “Importar comissão Técnica de fora, é passar atestado de gente subdesenvolvida, é? Então tá, então. São esses tipos de Torcedores que parte da Imprensa adora.

  2. Bom dia Cláudio Santos.
    A recíproca é verdadeira em se tratando de opiniões, porém, meu entendimento em relação à imprensa é que ela só faz reproduzir a opinião dos torcedores, ou, neste caso, emprestar um espaço excepcional nessa nova ferramenta da comunicação, chamada blog, ela não gosta deste, ou, daquele, ela é isenta e independente, por isso, reputo o teu comentário como infeliz, nesse aspecto apenas; mas, voltando ao assunto objeto da tua discordancia, o meu comentário foi baseado na história do meu time, desde quando ele participa de competições nacionais, recomendo que faças uma retrospectiva acerca disso; eu, falo do que tenho vívida lembrança, daquilo que tenho presenciado, no entanto tenho consciencia que não sou o dono da verdade.
    Obrigado por teres dispensado atenção ao meu comentário, antes de encerrar, diz uma coisa, o Colúmbia de Val de Cans te importou de onde?
    Grande abraço.

  3. Silas, não vou entrar na sua provocação, até porque, meu objetivo em discordar da sua opinião, apesar de respeitar a mesma, é unica e exclusivamente, trocar idéias, para chegarmos a um consenso, do que seria bom para Remo e Paysandu e, consequentemente para o Futebol Paraense, pois aqui vc pode dar sua opinião, eu dar a minha e outros também, mas só existe um caminho correto, que podemos chegar, discutindo opiniões. Tenho certeza que vc deve ter muito orgulho, como Paysandu que é, de ter 2 títulos Brasileiros, Ter sido Campeão do Campeões, Ter vencido o Boca Júnior. É uma pena, apenas, que nenhum desses títulos tenham sidos conquistados por Técnicos Locais, quem sabe, talvez seja, porque não faça parte da História que vc diz ter se baseado, para postar sua mensagem.
    – Quanto ao Columbia, é um time de Pelada, portando, nada a ver com time profissionais de Remo e Paysandu.

  4. O que desde sempre carreou o nosso futebol para o atual cenário, foi e a tentativa de elevar o ego individual a um grau superior a tudo e a todos. Sabemos que essa é uma problemática antiga, que em tempos atrás serviu para algumas aparições dos nossos clubes na mídia nacional, entretanto, esse é um paradigma ultrapassado e, por conseguinte não aplicável hoje. É claro que desafiar os velhos caminhos requer uma gama de esforços, mas acomodar-se nos paradigmas ultrapassados, também. O mundo apresenta mudanças instantâneas que podem nos paralisar se não desafiarmos nossas crenças e paradigmas. Será que a cartolagem paraense está disposta a desafiar suas idéias? Sim porque, em acontecendo esse fenômeno, eles serão forçados a repensar suas posições, e isso sempre gera desconforto. É por isso que, em vez de repensar sobre suas atitudes e enfrentar a árdua tarefa de mudar seus paradigmas, muitos se contentam em permanecer paralisados em seus pequenos modelos. Por outro lado, a evolução contínua é fundamental tanto para as pessoas como para as organizações (Clubes), porque nada permanece igual na vida. A natureza nos mostra claramente que ou você está vivo e crescendo, ou está morrendo, morto, ou declinando. A atual situação do nosso futebol é exemplo clássico disso!

  5. Não tenho nada contra treinadores locais, mas desde que me entendo e conhecimento que tenho de outrora, nenhum técnico paraense se projetou no cenário nacional e nem poderia ser diferente porque não procuram evoluir profissionalmente. Prática esportiva é uma matéria que exige conhecimentos específicos e o que se ver é alguns que foram atletas no passado assumirem essa função, limitados do que absolveram quando estavam em atividades. Qual o curriculum vitae do Valter Lima, Arthur Oliveira, Samuel Cândido e outros. Verdade que muitos bondes vieram de fora, mas culpa de quem contrata que também não tem especialidade nenhuma para exercer a função de presidir um clube. É como jogadores de base que não encontram apoio e estruturas para se aperfeiçoarem. Amigos! Só peixe, desde que não de seja de aquário, não exige gastos para investimento e na desova se for preguiçoso, não acompanha os demais.

  6. Caro Silas,

    Concordo plenamene com você.

    Cabe-me acrescentar que o simples anúncio de que o time de futebol bicolor voltaria à atividade somente em dezembro é de uma infelicidade total, pois além de perder deixa de ganhar torcedores que são o maior patrimônio dos nosso clubes – e tão mal tratados.

    É por idéias dessa natureza (abstinência de futebol) que vemos essa conversa de Botafog de fulano…Fluminense de ciclano…Vasco de beltrano. Confesso que quando ouço rádio ou assisto a televisão ou leio jornal e começam a falar desses times que nem sabem que existimos aqui no Norte troco imediatamente de estação/canal/página. Também pudera, nossos dirigentes com idéias de gerico e diversos jornalistas (não autênticos, porque não expressam seus times locais, escondendo-se atrás de times do Sudeste) é que são culpados por isso.

    O Papão tem de formar logo seu time e atender aos seus clientes/patrões que são seus torcedores.

Deixe uma resposta