Coluna: O renascimento de Michel

Michel fez os quatro gols da maiúscula vitória do S. Raimundo sobre o Cristal, ontem, no estádio Barbalhão, em Santarém. Dois foram golaços. O primeiro nasceu de um tiro forte, de rosca, no ângulo do goleiro amapaense. No quarto, desviou, com leve toque, encobrindo o guardião. Lances que atestam o estilo diferenciado do meia-atacante de Parintins, revelado pelo S. Raimundo no Campeonato Paraense deste ano.
Quando Valter Lima trocou o Pantera pelo campeão paraense e trouxe Michel para a Curuzu, o jovem jogador parecia talhado para resolver o apagão criativo do meio-campo bicolor. Ledo engano. Seu desempenho foi tímido, marcou apenas um gol – na partida final contra o Icasa – e em nenhum momento mostrou personalidade para assumir a titularidade.
Desgastado pela má passagem pelo Paissandu, Michel fez o caminho de volta. Foi recebido de braços abertos no S. Raimundo. Sente-se em casa, conhece os atalhos. Lá, enfim, é amigo do rei, como diz o velho poema de Bandeira. Mais que isso: não precisa provar nada a ninguém.
Bastaram duas partidas para Michel reafirmar sua importância. Marcou o segundo gol da vitória sobre o Gênus e, ontem, como a desfazer todas as dúvidas quanto à sua categoria, encarregou-se de assinar todos os gols do importantíssimo triunfo sobre o Cristal – que insere o S. Raimundo entre os oito melhores times da Série D.
Por ironia, a cada nova exibição de talento na Pantera, Michel ficará ainda mais marcado como um jogador que só se sai bem em times emergentes, o que talvez não seja a avaliação mais justa porque naquele ambiente conturbado do Paissandu dificilmente alguém conseguiria se sobressair.   
 
 
Harold Lisboa, tunante e grande desportista, escreve à coluna, indignado com o que ocorreu no Engenhão, ontem à noite. “3 x 3 uma m… foi 4 x 1. O Botafogo empatou com o Grêmio, empatou com o juiz. Tem sido assim há tempos, basta ir no Youtube que está tudo lá. Quero crer que não há um plano para pôr os clubes cariocas fora de combate, mas os fatos dizem o contrário. Não tem time que resista a um assalto dessa forma. O Rio definitivamente se tornou uma cidade sem nenhuma lei! Esse cara que pôs o apito na boca contra o Bota hoje tinha que sair direto para a delegacia”.
E arremata, resignado: “Não vai acontecer exatamente nada contra esse sujeito travestido de árbitro. E olhe que a Confederação Brasileira de Fuleiragem fica lá, no Rio. Ao que parece, o Brasileiro caminha para se tornar um terreiro paulista. Exagero? Vejam os fatos. Como cruzmaltino, poucas vezes perco a estribeira, mas esse assoprador me tirou do sério e acabou com a minha folga. Quem tem interesse em todos esses ‘erros’?”.
Sou suspeito para comentar sobre o Botafogo, mas o que vem ocorrendo põe no chinelo a tristemente célebre temporada 2007. Domingo passado, um árbitro baiano “operou” o Bota diante do Corinthians. E ontem, no Engenhão, novo assalto. Para um time que sofre com as próprias limitações, a interferência da arbitragem é fatal e o rebaixamento torna-se possibilidade muito forte, infelizmente.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 31)

26 comentários em “Coluna: O renascimento de Michel

  1. Não assistir o jogo por isso não farei comentários a respeito, agora esse Cintra é polêmico e não me passa confiança. nesta rodada o careca Herbert apitou o jogo do Flamngo X Santo Ándré e foi a quinta participação em uma semana, apita A,B,C como ocorreu com o jogo do Paissandú contra o Icasa no Ceará. Como dizem que há sorteio é muito sortudo e olha que tem feito lambanças intermináveis.

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  2. Sobre Michel acredito que o problema foi o ambiente na Curuzú que não fez-lo render o esperado. O que preocupa no Paissandú hoje é ver que a mais necessária dispensa que deve ser feita está ficando, me refiro a LOP.

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  3. Discordo do Sr. Carlos Berlli quanto ao jogador Michel. Futebol não se desaprende. Acontece numa ou outra partida o jogador ñ ter boas atuações, mas, no caso dele, simplesmente ñ disse o q foi fazer em campo nos ultimos jogos do PSC. Um treinador antigo sabiamente já observava afirmando q existem candidatos a craque q ao chegarem aos times de maior expressão tremem nas bases e desaparecem em campo. Creio ser esse o caso do Michel. É jogador q nasceu para permanecer em time pequeno, sem menosprezo ao time mocorongo.Em 31.08.09, Marabá-PA.

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  4. Concordo plenamente com o Luiz, mas ainda gostaria de ver o Michel, sendo treinado por um técnico mais experiente, como Givanildo, Edson Gaucho…., pois aí sim, penso que o Michel estaria preparado para jogar em um clube do porte de Remo ou Paysandu. O problema de um jogador tremer em Remo e Paysandu, é a preparação inadequada, feitas por “Técnicos” regionais, sem nenhum conhecimento. Aliás vcs Perceberam como Mael, Dadá e Torrô caíram de produção de pois da troca de Técnico na Curuzu?

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  5. Berlli, não existe futebol no Amazonas aponto de levar aos estádios um mínimo de 600 pessoas, e olha que isto vale no sentido figurado e literal da coisa. Portanto, os jogadores manauaras são acostumados por essa razão a jogar sem qualquer tipo de pressão e assim, por mais que tenham algumas qualidades, eles não conseguirão jogar bem em outros centros, justamente pelo medo de cobranças que o contexto de um time grande exerce em qualquer aspecto. Dois exemplos disso: 1º – O excelente atacante Delmo, que inclusive vi jogar contra Leão e o teu time, e mais, em uma das viagens a serviço vi esse Delmo estraçalhar com as defesas de Náutico e Sport Recife, concluindo: Ele nunca saiu de Manaus por medo do que ele via nos estádios, nos quais jogava defendendo o Mundico amazonense, já que esses clubes gostariam de tê-lo, mas sempre recebiam a negativa deste. 2º O técnico Aderbal Lana, várias proposta foram feita a ele, mas nunca saiu do seu nicho ecológico, também pelo mesmo motivo.

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  6. Quem não lembra dasestripulias de carlos augusto monte negro contra a arbitragem anos atras ?
    Com certeza ele estava com razão…

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  7. O problema era o time desarrumado do PSC que não permitiria que nem jogadores do talento de Romário resolvesse o problema – tirando o jogo em Belém contra o Icasa, ja que não perderia tantos gols – Só um zé mané, e eu não sou, para acreditar que um jogador bom rende num time ruim, todos sabemos que times tecnicamente fracos tendem a fazer bons jogadores se apagarem, vale ressaltar que essa regra também vale para jogadores apenas medianos que em bons times rendiam como quase “craques”. É uma pena, sou PSC apaixonado ao ponto de acreditar que ganhariamos a classificação no Ceará, mas nosso time era muito ruim em pontos primordiais.

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  8. é simples: ele é um grande jogador de time pequeno!

    P.S. ou será que ele não joga em time pequeno??
    por que foi nisso que o paysandu se transformou!!

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  9. Respeito as opiniões dos companheiros, mas ainda acho que se o astral fosse positivo naquele momento o Michel renderia o esperado. Só uma outra oportunidade pode esclarecer essas dúvidas.

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  10. Que bom para o futebol Brasileiro que este ano mais um ”grande” cairá para a 2ª divisão…Seja Fluminense, Flamengo ou Botafogo, um desses fará parte da segundona….

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  11. Concordo com o Cláudio, com um técnico de bagagem o Michel renderia mais. Jogador de futebol tem que mostrar inteligência. Ao final do Parazão, o próprio EG ligou pro Michel e convidou-o para vir para o Paysandu e o jogador recusou não sei por que motivo. Ou seja, ninguém falou pra ele que ele trocaria uma série D por série C, estaria sendo olhado por um técnico de renome (ou vcs acham que assim q o EG comandar algum time não vai mandar buscar Dadá e Mael?!) e teria a chance de alavancar sua carreira. Merece mais uma chance, mas vai ter que mudar de postura daqui pra frente.

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  12. BANDO DE CHORÃO POR CAUSA DESSE PAPINHA OU MÃESSANDÚ,BEM FEITO.
    EI GERSON,COMPRA UMA MAMADEIRA PARA ESSES BANDO DE MARMANJOS CHORÃO…KKKKKKKKKKK.
    É MUITO BOM LER ESSAS CHORADEIRA POR CAUSA DE UNS PERNAS DE PAU.KKKKKKKK

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  13. Se por um lado isso é motivo para ser considerado choro, por outro, temos muito mais motivos para ri a toa com a insignificância assumindo sua verdadeira identidade em Nova Morada.

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  14. Eu acho que o Michel não teve tempo de mostrar seu futebol, mais quém faz 4 gols numa partida mereçe nova chance no Paysandu, pois vem cada penca de fora, que Deus me livre!

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  15. Acho que divertimento ficou pra gente, pois apesar dos perna-de-paus que tivemos, em 2009, sem conseguir série alguma, os listrados conseguiram um chorado empate de 2 a 2, um mísero 1 a 0 e uma peia pra fechar as séries de RExPA cravado neles!!

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  16. Tem toda razão, Reginaldo. Acho que, infelizmente para o Michel (e para o Paissandu), ele chegou num momento difícil e acabou se intimidando. Mas, não há dúvida, é bom jogador.

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  17. Uma peia pra fechar a série de Re-Pa? Mas como peia se vcs fizeram dois gols e se comportaram como time pequeno? Todo mundo na defesa, inclusive os atacantes. Aquele jogo nem parecia clássico. Parecia Paysandu e Pinheirense.

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  18. Sandra! A partir do 1º REPA , aquela marmelada do 2X2, que ficou claro que o nosso maior adversário estava entre nós, o LOP. Tudo foi feito para jogar tantos REPAS possíveis, mas a pantera assassina tinha seus interesses e a vaca (o finado) foi para o brejo sem cerca, ou mlhor, sem série.

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  19. Vocês que se julgavam os melhores, até acreditavam no “vamos subir papão”, em um time ridículo!! E foi peia mesmo, porque nosso time era uma merda e não tiveram competência para vencer esses pernas-de-pau, aliás pra quem clama e exalta Zé Augusto, sinceramente!!!

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  20. Olhando por um lado foi até bom ficar parado, pois o sofrimento era certo com esse time que tínhamos para disputar uma Série D, com Diego Maciel, Marcelo Maciel, Gegê, Marlon…, como foi o caso do Santa Cruz e o de vocês também, que se gabam com a Série C e conquistaram o quê? Mais experiência, mais futuras causas judiciais!!

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  21. O Michel em 2010 vai jogam em time grande sim, mas em time da série B no mínimo, ou seja, times da série C e sem série estão descartados.

    Quem é Remo e Paysandú fora de Belém? Não digo nem no Pará, porque aqui em Santarém do Tapajós quem manda é São Raimudo e São Francisco.

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