É natural que a torcida esteja frustrada e preocupada com o futuro do Paissandu na Série C. A classificação, que parecia plenamente possível, agora ficou mais distante – embora não impossível. Concordo com os internautas que avaliam como ruim a postura do técnico Valter Lima na condução da equipe no jogo deste domingo. A escalação era a mais coerente, mas o time não rendeu, pouco criou e excedeu-se nos erros de passe e finalização. A meu ver, o maior erro do técnico – que sempre apoiei, por considerá-lo competente e sério – foi a demora em fazer mexidas na equipe. Ainda no fim do primeiro tempo era possível observar a extrema dificuldade que o Paissandu tinha para criar jogadas rápidas no meio-campo.
Não apenas Dadá jogava mal. Zeziel também não foi bem. Uma opção possível (não sei se treinada) seria a entrada de Balão para ajudar no meio-campo e adiantar Vélber para funcionar como segundo atacante. Apesar dos gols perdidos, não tiraria Zé Carlos, única referência para o jogo aéreo. E o jogo aéreo, como se sabe, é o último bastião de qualquer time na hora do sufoco. Além disso, Torrô também perdeu um caminhão de gols. Depois que ele saiu, o ataque murchou ainda mais.
Por fim, em favor de Valter Lima, tão crucificado, é importante observar que um time depende de individualidades – e, em casos extremos, recorre a elas. Contra o Icasa, poucos jogadores atuaram bem. Vélber, a principal peça, foi apenas regular, alternando alguns lances inspirados e outros de total omissão. Zeziel também foi irregular. Jucemar voltou aos piores dias e Aldivan parece ter esquecido o bom futebol do Parazão. Até mesmo os volantes Dadá e Mael estiveram mal. Balão e Zé Augusto, que entraram no segundo tempo, nada acrescentaram ao time. É improvável que um técnico (qualquer um) resolva tantas pendências.
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