
Val Baiano não é nenhum iniciante. Já rodou o Brasil. Perambulou pelo Nordeste, defendeu o Brasiliense e agora sentou praça no Grêmio Barueri, de Estevam Soares. Sempre fazendo o que sabe – gols. Nunca foi craque, nem mereceu maior badalação. Faz gols de todo jeito – de cabeça, de canela, de sem-pulo, raramente gol de placa.
É uma espécie de “punk da periferia”, um goleador barato, se é que me entendem. Eficiência é a sua marca. Domingo, contra o Náutico, fez os quatro gols do Barueri. Com simplicidade, sem afetação.
Vale aqui explicar como funcionam as coisas no Barueri, que segue à risca a receita criada pelo São Caetano. Empresários do interior paulista investem, trazem jogadores e depois recuperam o dinheiro com a venda para outros clubes. Não há torcida, nem pressão.
Só negócios.
Os salários, baixos para os padrões da Série A (e até da Segundona), são pagos rigorosamente em dia. Mas não existe extravagância. Val Baiano, que nem é o mais bem pago do elenco, fatura cerca de R$ 9 mil. O teto é R$ 11 mil.
Só para se ter uma ideia da política certeira do Barueri, tem jogador no Paissandu que ganha duas vezes mais que isso. No próprio Remo, fora de série, tem gente ganhando quase o mesmo salário de Val Baiano. Sem a mesma produção do artilheiro de aluguel, que lidera a tábua de goleadores do Brasileiro, com oito gols.
Pode não terminar como o goleador máximo, mas já deixou sua marca e está ajudando o Barueri a se destacar no Brasileiro (é o quinto colocado). Sem gastar muito, vivendo dentro de suas possibilidades.
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