Vejo nos jornais que Hélio dos Anjos pediu R$ 300 mil de salário e multa contratual de R$ 1,2 milhão para trocar o Goiás pelo Santos. Os dirigentes do Peixe, num rasgo de bom senso, rejeitaram a oferta. No fundo, neste cenário amulacado de salários estratosféricos no Brasil, ambos estão certos. Dos Anjos, que treinou Remo e Paissandu, é um técnico mediano, que de vez em quando encaixa boas campanhas – geralmente no Goiás. Aproveita a deixa para se valorizar e tentar subir a um outro patamar entre os técnicos nacionais. O Santos, que sonha com Muricy e Luxemburgo, agiu com a cabeça ao recusar a proposta.
O fato é que o futebol brasileiro caminha para a falência absoluta se não houver freio nessa lunática escalada salarial.
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