Por André Santos *
Li a sua coluna no caderno BOLA de 15/07/2009 e concordo quando você ressalta que a profissão de técnico de futebol não necessita formação acadêmica. Porém você poderia salientar que tal fato só ocorre porque não temos seriedade no futebol brasileiro, onde ex-atletas, que outrora davam o pior exemplo em campo, do nada surgem como treinadores e com a conivência dos famigerados clubes.
Hoje o Conselho Federal de Educação Física exige que, para ser treinador, o indivíduo deve ser formado em educação física e pós-graduado em futebol, coisa que os holofotes da mídia não mostram. Por isso que hoje Luxemburgo, Parreira, Romário e outros tiveram que voltar a estudar. Mas infelizmente a realidade é bem diferente, em parte porque o Confef é ineficiente nas fiscalizações aliada às vistas grossas das agremiações esportivas.
Já em instituições sérias como o Sesi todos os treinadores do Programa Atleta do Futuro – Projeto de formação esportiva e cidadã para crianças de 7 a 17 anos – são formados em educação física e pós-graduados em desportos e no entanto não ganham nem 10% do menor salário citado na reportagem.
Espero sinceramente que um dia esta realidade mude e o futebol brasileiro (quiçá o paraense) tenha Status de coisa séria, pois em qualquer corporação multinacional que paga salários astronômicos aos seus executivos é exigido MBA, fluência em no mínimo dois idiomas, experiência e uma capacidade fantástica de relacionamento interpessoal, coisa que não conseguíamos ver no ex-treinador do payssandu.
(*) Téc. Ed. Física, Esp. em Fisiologia do Exercício
Sesi Ananindeua – Pará
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