Tribuna do torcedor – 2

Cláudio Santos – técnico do Columbia de Val-de-Cans

Gerson, temos que salvar o futebol paraense. De que jeito? Fazendo uma reflexão de tudo que está acontecendo, senão vamos para o fundo do poço. Só Remo e Paissandu podem salvar o futebol paraense, mas para isso, temos que ter profissionais, tanto nas diretorias dos clubes como na imprensa. O episódio que aconteceu entre torcedores e imprensa, quando da saída do técnico Edson Gaucho mostra que a torcida já está perdendo a paciência com certos “profissionais’ da imprensa (Cláudio Guimarães, Rui Guimarães, João Cunha, Jones Tavares e outros, mas cito mais os da Clube, por ser a rádio que ouço e a de maior audiência). Essas pessoas já deram o que tinham que dar, se é que um dia deram, e com isso levam gente boa na imprensa, junto, como: Gerson Nogueira, Guilherme Guerreiro, Carlos Castilho, Hamilton Gualberto, Edson Matoso. O profissional de imprensa é formador, sim, de opinião e, dessa vez conseguiu fazer até a do presidente, que falou agora há pouco ao Guerreiro que o que o Rui Guimarães falou também pesou para a demissão do treinador. Aliás, presidente que escuta radinho para tomar decisões a respeito do seu clube…, paciência. Incompetência é pouco para ele. Aliás, em todas as enquetes (Orkut do Papão, Blog do Gerson e outras) a imprensa perdeu feio e os torcedores estão mostrando a cada dia que passa que já não há mais espaço para os maus profissionais. Penso que está na hora de se fazer uma reciclagem na imprensa, principalmente, e nos presidentes de clubes, principalmente em Remo e Paissandu.

Cláudio, não tenho procuração para defender ninguém, a não ser o conhecimento pessoal e direto acerca do trabalho dos profissionais citados por você. Todos, sem exceção, são pessoas sérias, competentes, ilibadas e sinceramente preocupadas com o nosso futebol. Militam na imprensa esportiva até há mais tempo do que eu e merecem respeito e consideração. Quanto à influência que o comentário do Rui Guimarães possa ter tido sobre a decisão do presidente do Paissandu acho plenamente normal. Todos ouvimos e ponderamos a partir de um conselho, uma ideia. Só não aceito é que se atribua ao Rui, ao Jones, ao Cláudio e ao João a responsabilidade pela demissão do treinador. Quem demite é o presidente do clube, que isto fique sempre claro. Cronista critica, reporta, analisa, mas não contrata técnico, nem escala time ou demite profissionais de um clube. Cada macaco no seu galho.

15 comentários em “Tribuna do torcedor – 2

  1. Gerson, não foi à toa que a imprensa foi chamada de o “4º Poder”, e esse poder é usado tanto para o bem como para o mal, todos nós sabemos disso. O Édson tem minhões de defeitos e milhões de qualidades, mas ao que ele fazia de bom era dado apenas uns dois minutos, mas o que ele fazia de mal era discutido e censurado a plenos pulmões por cerca de uma hora. O que questiono é este espírito tendencioso que emana das rádios, jornais e tvs. Se o cara é amigo dos cronistas, critica-se de forma mais leve, se é inimigo, o “massacre” é devastador. O Cláudio Santos está coberto de razão. Não queremos acabar com as críticas, mas que elas sejam construtivas e imparciais. Por exemplo, ninguém lembrou de dizer ao presidente bicolor que a besteira maior feita ano passado foi quando ele vendeu o melhor jogador do time, o Fabrício e não colocou ninguém à altura no lugar. Que esse ano prometeu prêmio aos jogadores e não pagou, e depois ainda disse que promessa não é dívida. Como contratar reforços se ele disse aos jogadores que não tinha dinheiro para a premiação??? São essas atitudes intepestivas do cartola que mina de forma negativa qualquer planejamento sério como o Gaúcho queria. Agora começou a dizer que o Válter lima será o técnico do Papão até para a Série B! Pode? Eu não aguento mais esse presidente!

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  2. Palavras do próprio Luiz Omar na Clube:

    “Ontem cheguei em casa mais cedo e ouvi o meu amigo Ruy Guimarães com quem eu estava chateado, por ter falado algumas coisas, e apos ter ouvido o que ele disse, tive a convicção que seria o melhor para o Paysandu a demissão do técncio Edson Gaucho.”

    Se isso não é influência…

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  3. Caro Gerson, tenho que lhe dizer que concordo em parte com o comentário do Claudio, mas discordo quando este diz que os colegas da imprensa tenham que se “aposentar”. Todos, resalto, todos querem o melhor do futebol paraense. Mas o comentário de Claudio faz setido quando a mídia paraense forçava a formação de uma opinião (essa é a função da imprensa, forma opinião) Edson Gaúcho não é o melhor para o PSC. Isto foi percebido por nós, ouvintes, telespectadores e leitores, quando temas menos importantes eram extremamente valorizado nos programas esportivos, ou seja, parte da imprensa olhava quase o tempo todo para os defeitos e não valorizava as virtudes (muito bem levantada por Edson Matoso em seu programa diário). Por fim, ressalto que não existe neutralidade, nem mesmo na imprensa. Por acreditar nisso creio que a imprensa esportiva (você faz isso a muito tempo) tenha que ouvir melhor o seu público, para assim sentir o quanto a opinião da imprensa está sendo levada em consideração.

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  4. Victor,
    Claro que há influência, e ninguém disse o contrário. Cronistas esportivos influenciam as pessoas, ajudam a formar opinião. Isso é óbvio. O problema é tentar passar a idéia de que a simples influência é culpada ou danosa. Opiniões todos têm. Eu, você, o Rui, o Cláudio, o Diogo, o Sylvio… Exagero é achar que opiniões têm força de lei e obrigariam alguém a agir de determinada forma. Isso é viagem pura. Rui opinou, comentou, mas o Luiz Omar decidiu por sua conta e risco. A responsabilidade é dele e não do Rui, a não ser que ele seja um miolo-mole, sem vontade própria.

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  5. Palavras sensatas, Carlos. De fato, aconteceram exageros sim, em relação ao Gaúcho. Não consigo ver nisso, contudo, má fé ou deturpação dos fatos, nem creio que isso o tenha derrubado. Além disso, ele deu margem a esses problemas. Por exemplo, quando saiu no tapa com o torcedor acabou alimentando esse tipo de ataques. De minha parte – como de tantos outros colegas – sempre procurei analisar o trabalho dele como técnico, apontando o que considerava acerto ou erro e evitando entrar nas questões menores. No geral, acho que fez um bom papel. Conquistou o Estadual, mas, na Série C, a coisa desandou, talvez pela má avaliação das forças presentes no torneio e do nível técnico dos adversários. Fiquei com a impressão que o próprio Gaúcho se espantou com o Sampaio, o Rio Branco e o próprio Luverdense. Houve também a história de “fechar” com o grupo, descartando reforços. Uma tremenda besteira. E ainda prestigiou figuras que não rendiam desde o campeonato. Sua dupla de zaga é terrível e ele tinha uma boa opção no banco – Rogério Corrêa -, que nem experimentou.
    Quanto à neutralidade, é uma utopia. Ninguém, em nenhuma atividade humana, é inteiramente isento. Jornalistas, muito menos. O que se espera é que os profissionais ajam com equilíbrio e sensatez. E tenho certeza que a crônica esportiva paraense tem profissionais conscientes dessa responsabilidade.

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  6. Gerson, vc não consegue ver má fé ou deturpação do fatos e não acredita que isso tenha derrubado o Gaucho, por os mesmos trabalharem no mesmo veículo de comunicação que vc, o que até entendo, mas o Edson Matoso, que trabalha em outro veículo, não perdoou e deu pra perceber que tudo o que ele falou, como: “Essas pessoas que só vivem pedindo a cabeça do Treinador do Paysandu, são os COVEIROS do futebol paraense, estão doidos para afundar de vez o futebol paraense”. Falou isso e mais algumas coisas, na presença do diretor Clodomir do Paysandu, depois que essas pessoas pediram a ele para não defender muito o Edson Gaucho em seu proprama.Pode? Na minha opnião essa foi direta a essas pessoas citadas, só não entende assim quem não quer.
    Cláudio Santos – Técnico do Columbia de Val de Cans.

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  7. Caro Gerson, aquí em Marabá vivemos, a partir desta data, a expectativa da construção do novo Estadio Municipal, c/capacidade p/20.000 espectadores em sua fase final, daqui l,5 anos +ou-. O que nos chamou à atenção logo de cara, pelo que se viu na mídia local referente ao Projeto, é um estadio parecido com o do Guaraní(Campinas-SP), sem cobertura p/torcedores, desprovido de cadeiras com numeração, afora outras exigencias de praxe hoje em dia.Pelo conhecimento e repercussão que tem a opinião do nobre editor/bloggeiro, solicito o empenho de V.Sa. na obtenção de maiores informações a respeito e, posterior divulgação. Atenciosamente, Marabá-PA, Em 01.07.09.

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  8. Tinha adimiração pelo presidente e até achava que ele não recebia inflência pelos comentários da mídia esportiva, mas com essa agora fiquei extremamente preocupado com o futuro do meu time.

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  9. O Bola rotulou o Gaúcho de casca grossa. E quem gostava do trabalho do Gaúcho o Gerson rotula de torcedor cabeça-oca, ou seja, a imprensa se acha a dona da verdade!

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  10. Uma correção, Diogo: não rotulo de cabeça-oca todo e qualquer fã do trabalho do Gaúcho. Conheço (e respeito) argumentos consistentes de pessoas inteligentes e ponderadas, favoráveis a EG. Cabeça-oca, que fique claro, é aquele torcedor que resolve “torcer” pelo Gaúcho e esquece o que realmente importa: o Paissandu. EG é passado, o que importa agora é o Paissandu achar o rumo certo para se classificar e subir à Série B.

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  11. Olha só este post que encontrei

    Amigos Maciel e Ed participando, além do Lira e do luiz sergio de marabá

    E o Claudio descendo a ripa nos agora seus companheiros na Clube

    O mundo dá voltas

    Ainda pensa a mesma coisa Columbia?

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