Lendo sua coluna no Bola deste domingo, vi(li) o senhor relatar algo que estava engatado na garganta. O senhor o fez com certa ponderação sem desagradar e milindrar a gregos e troianos na opinião a respeito de algo tão polêmico como a religião e a sua expressão equivocada por alguns nas praças de desportos, nos mostra que na mídia ainda existe sobriedade crítica na expressão e discernimento.
O senhor o fez de forma sutil, mas expressou a indignação de tantos ao ver maculada a sua fé e devoção. Quando o senhor diz que “o Todo Poderoso reserva o seu tempo a coisas mais importantes” creio eu que isto é fato. Nos jogos do Paissandu um cidadão adentra os gramados ostentando a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, carregando como se fosse um estandarte correndo no gramado, o que ele carrega como se fosse um apenas um troféu ou um talismã para dar sorte é o simbolo da devoção de milhares de pessoas não mais recepcionado por cânticos, mas em meio a toda sorte de palavrões e impropérios por parte daqueles que estão nas arquibancadas para um lazer, movidos por uma paixão que as vezes é tão feroz que o mais importante é ver o massacre do adversário.
No jogo do Paissandu e Sampaio Corrêa, dava para perceber que o andor queria prevalecer sobre a imagem. Ali não é lugar para esse tipo de coisa, esta ação equivocada do que seja a fé, ridicularizada por um ato de impiedade (impiedade = falta de respeito às coisas consagradas) àquilo que é sacro.
Que partido tomaria Deus ou os santos numa peleja futebolística, que posição tomaria Nossa Senhora de Nazaré diante de um clássico Remo e Paissandu? Em primeiro plano, Deus não faz acepção de pessoas. É que está escrito nas sagradas escrituras.
Existe tempo e lugar para tudo, disse Salomão. As evidências falam que um campo de futebol no desenrolar de uma competição não é lugar para tal. Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
Que Deus te ilumine e não te cales diante da impiedade.
José Almeida
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