Do Jornal Infernal, do não menos Tonico da Bocaiúva:
Quando o Juca Kfouri cantou a pedra, meses atrás, que Manaus seria a sede amazônica da Copa do Mundo, foi uma gritaria. Teve vereador querendo processar o Juca por danos morais, a governadora disse que o jornalista estava blefando, que Belém estava certa, e que ela criar a “bolsa copa” assim que a cidade fosse anunciada, radialistas e colunistas esportivos ridicularizaram o Kfouri.
Ninguém estava suficientemente informado mas não faltaram vozes bairristas contra o Juca, jornalista esportivo dos mais premiados e prestigiados do país.
Pronto, não foi barrigada, como disseram alguns, confiando na presunção. Claro que Belém não é pior que a maioria das cidades do Brasil, muito menos pior que Manaus, a única cidade brasileira que já ultrapassou o limite dos 50% de pobres (1 salário mínimo ou menos) na zona metropolitana. Ou seja, mais da metade da população tem o almoço incerto.
Por que Belém então ficou de fora? Ora, porque o terreno onde se travou a guerra pelas sedes expurga o amadorismo. Vale mais o loby, o pacto político, as estatísticas de retorno, o prestígio regional, do que, com todo respeito aos religiosos, os pedidos à Virgem de Nazaré. Começa pela personagem que assumiu a tarefa de levar o Mangueirão à Nassau. Lúcia Penedo é uma ilustre desconhecida. Não tem nenhum prestígio nacional nem internacional. É uma anônima, de carreira política modestíssima, e sem preparo intelectual para comandar um projeto que envolve milhões de dólares.
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