Orgulho paraense – 4

De Lucilo Alves Chaves Filho:

Gerson,

Quero me unir a todos aos meus conterrâneos pelo sentimento de revolta na exclusão da cidade de Belém dos jogos da Copa em 2014, e creditar o seu comentário de ontem no Bola na Torre absolutamente como verdadeira na sua avaliação sobre o GT-2014. Acreditar que a Fifa usaria o critério técnico para a escolha da sede seria muita ingenuidade desse grupo e do governo do Estado.

Fico triste com a classe política do meu Estado pela falta de comprometimento, e alienação quanto aos projetos que alavanquem o desenvolvimento social e econômico da cidade de Belém. Residindo entre Manaus e Belém, como já relatei anteriormente em sua coluna, reitero a união dos políticos do Amazonas em prol de uma causa tão importante para a cidade de Manaus. Enquanto aqui a classe política continua com as picuinhas que tanto atrasam o desenvolvimento do nosso Estado. 

Quando tínhamos um político forte no Congresso Nacional, tiraram o tapete dele e agora estamos órfãos de um representante com a força que a população do Pará merece. Não podemos aceitar compensações através de eventos paralelos sem importância da Copa. O que queríamos eram jogos de futebol entre seleções. Agora, se as obras projetadas para a Copa em 2014 forem continuadas e concluídas com a ajuda do governo federal, que sejam bem-vindas porque a cidade necessita de obras estruturais desse porte.

Um abraço e mais uma vez parabéns pelos comentários sensatos e inteligentes na sua coluna diária.

2 comentários em “Orgulho paraense – 4

  1. Caro botafoguense, estou duplamente satisfeito; primeiro em ve-lo desfrutando de mais um canal de interação com seus leitores e admiradores e, segundamente, como díria o eterno Odorico Paraguassú, por ver o Pará alijado da Copa-2014. Neste domingo os mesmos canais de TV´s que mostravam as festas dos “preferidos” da CBF (a FIFA apenas fez o anúncio…) não deixaram por menos, e também desnudavam com o devido alarde mais uma das muitas chagas do Pará – a prostituição infanto-juvenil na ilha do Marajó.
    Com todos os títulos e troféus de “campeões” que temos – do tráfico de drogas, do trabalho escravo, das chacinas no campo, da violência urbana, do caótico trânsito na capital, do holocausto na saúde pública, da corrupção em todos os poderes, da incompetência e descompromisso dos políticos; não vai ser deixar de disputar uma Copa que nos fará menos importantes.
    Enquanto a Copa de 2064 não chega, vamos continuar a inaugurar tapumes e outdoors de obras, algumas que sequer começam, outras que nunca terminam. A duplicação da Av. Perimetral, entre o Campus da UFPA e a Av. Alm. Barroso, prevista para atender ao Fórum Social Mundial, em janeiro passado, tá lá prá quem quiser avaliar a capacidade paraense de “realizar” obras; foi “inaugurada” mas não passou do portão de entrada do Campus…
    Nesta segunda-feira(1) os jornais, TV´s e rádios de Belém derramam manifestações de “indignação”. Pura hipocrísia. O presidente da FPF Sr. Antonio Carlos Nunes, já arruma as malas para paparicar o Sr. Ricardo Teixeira, honrado com a “distinção” de comandar a seleção brasileira na Copa das Confederações, na Africa do Sul. O mesmo farão nossas empresas de comunicação, que certamente correrão para lá para bajular os donos da festa. Não se admirem se os nossos Prefeito e Governadora aparecerem na tribuna ao lado do Presidente da FIFA. O artigo “A copa dos campinhos”, de autoria de Simão Pedro Malato, publicado no Espaço do Leitor, na edição do Diário do Pará, deste último domingo, é a única indignação digna de registro.

  2. George,
    Sem dúvida, esse revés serviu – além da raiva – para que todos olhemos para o nosso quintal. Poucas cidades são tão avacalhadas por seus mandatários políticos. Belém vem definhando aos poucos, apesar de seus extraordinários dotes naturais. Mas, às vezes, cismo que é justamente esse o projeto desses caras de pau: arrasar com a nossa Cidade Morena.

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