Na hora de debulhar as lágrimas pela derrota no tribunal da Fifa, que montou sua tenda nas Bahamas, o torcedor consciente e o cidadão esclarecido não podem esquecer de rogar praga a certas aves do mau agouro, que “secaram” a candidatura com incansável empenho, transformando uma questão estratégica para o futuro de Belém em simples querela paroquial. Esses urubus do Ver-o-Peso são bem conhecidos e dispensam identificação.
É um caso típico de fome com vontade de comer. A miopia política se juntou à intolerância própria das elites regionais, acostumadas a se locupletarem, desprezando tudo que não sacia seus interesses imediatos.
Aos secadores juntou-se a malta dos omissos, tendo à frente a trinca de senadores paraenses, platéia embasbacada e servil do show de desembaraço de Artur Virgílio e seus colegas de bancada amazonense. Ficaram roucos de tanto ouvir. Todos, à sua maneira, são responsáveis pelo infortúnio de Belém no julgamento da Fifa (e da CBF).
Mas, ao contrário do quase vitalício presidente da FPF, coronel Antonio Carlos Nunes, que sempre se posicionou como adversário do futebol paraense, os senadores e deputados omissos têm contas a prestar e podem ser submetidos ao escrutínio popular.
O peso das urnas deve funcionar como a doce vingança (e o desagravo) que Belém merece.
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