A frase do dia

“Militares articulam um novo golpe contra o povo brasileiro. Um documento revela que eles querem ficar no poder até 2035, privatizar as universidades públicas e o SUS a partir de 2025. Em outubro, não vamos apenas eleger um presidente. Vamos definir nosso futuro enquanto nação”.

Ana Perugini, advogada e pós-graduada em gestão pública

Remo sai na frente, mas sofre virada do Ypiranga

O Remo jogou por 20 minutos. Tempo suficiente para abrir o marcador e iludir seu torcedor. Neto Norchang fez o único gol do Leão logo aos 14 minutos de jogo, após cruzamento perfeito de Vanilson. Depois disso, o Ypiranga tomou o controle e virou a partida, fazendo 2 a 1, gols de Hugo Almeida e Kevem. O zagueiro do Remo marcou um gol contra.

O fato é que, depois de abrir o placar, o time paraense se desorganizou, recuou e foi muito pressionado pelos donos da casa. O Canarinho avançava muito pelos lados. Foi assim que saíram os gols. Hugo Almeida participou das jogadas dos dois gols, conseguiu fazer um (38 minutos) e disputava a bola com o zagueiro Kevem, e o defensor acabou desviando a bola para o gol no 2º gol (43′). T

Na segunda etapa, mesmo pouco efetivo, o Remo até conseguiu sair mais de seu campo, porém criou poucas chances. A perda de Everton Sena e Leonan, por contusões, ainda no 1º tempo comprometeram muito o desempenho do time. Substituições feitas pelo técnico Paulo Bonamigo pouco contribuíram para que o time conseguisse reagir na reta final.

“Lula é forte, não é fake; não precisa manipular dado nenhum”

A filósofa Viviane Mosé e também especialista em comunicação foi entrevistada no Giro das 11 do Brasil 247 desta sexta-feira (20/05) e dá dicas de como usar com competência as redes sociais. Abaixo, uma parte da live, importante para quem atuanas redes:

“Estamos num momento de crise da civilização gravíssimo. O que podemos colocar agora como um conteúdo que agrada as pessoas de verdade é algo que produz a vida, que esteja calcada numa coisa real. Nada mais real do que o Lula. Ele passou por todo tipo de vasculhamento de vida. Sua vida foi esmiuçada. Temos com Lula uma história de dados objetivos…. No mundo foi o que mais diminuiu a desigualdade entre as classes. A história do Lula é real. Então temos que compartilhar o que é real. O que tem de brilhante no Lula é exatamente isto. Ninguém o derruba. Não é fake. Você pode vasculhá-lo. Este é o nosso cara nós que estamos trabalhando com comunicação e mídia. Então o nosso trabalho para estas eleições é invadir as redes com o verdadeiro Lula. Assim é que se faz guerra de informação. Temos esta sorte. Não precisamos manipular dado nenhum. É uma alegria ter o Lula. Tenho a absoluta certeza que vai ganhar esta eleição porque na hora do voto a gente pode ter a guerra que for do lado de fora. Claro: nós temos que saber lutar com as armas certas. E arma certa é a informação correta. Não é jogar na guerra buscando estrategiazinhas. Não precisa. Não precisamos estudar os milhões de estratégias deles para criar milhões de estratégias nossas contra eles. Nós temos a única coisa que uma pessoa precisa na comunicação: nós temos o vigor, a verdade, o brilho. Diante de milhões de mortos no mundo, de mais de meio milhão de mortes no Brasil, o que vai determinar a eleição é o que de fato acontece”.
“A informação do sim é mais qualificada que o do não. O ‘Ele não’ daquela campanha foi um erro. O ‘ele’ é mais forte que o ‘não’. O ‘ele’ acabou sendo fortalecido. Outro exemplo: ‘não use drogas’. O ‘use drogas’ se sobressai e o ‘não’ fica pequeno. O não como comunicação não tem valor. Nesta campanha temos que destacar o sim. E nós temos um grande sim que é o Lula”.

E o herói veio do banco

POR GERSON NOGUEIRA

Em jogo difícil, com início complicado, mas que no final acabou resultando numa vitória importantíssima, que recoloca o PSC na zona de classificação do Brasileiro. O típico confronto em que o desempenho ficou abaixo do resultado. Ocorre que, em competição tão equilibrada e cada vez mais acirrada, vencer é o que conta. Darnlei foi o herói da noite, marcando o gol quando o time paraense começava a dar sinais de desespero.

No começo, o Volta Redonda mostrou-se até melhor distribuído em campo, bem organizado e levando perigo em duas pontadas com e em cobrança de falta muito bem executada pelo meia Pedrinho, que assustou passando perto da trave. O PSC foi pouco à frente, somente duas vezes levou perigo, com Serginho e Pipico.

Até que veio o momento mais polêmico do jogo. O árbitro cearense acabou assinalando uma penalidade inexistente. O lateral Patrick Brey caiu em lance inteiramente limpo, com o jogador do Volta Redonda acertando a bola e colocando para escanteio. Para surpresa de todos o penal foi confirmado. O atacante Marlon cobrou no canto esquerdo, marcando o gol de abertura da partida.

Só que ainda no primeiro tempo o Voltaço impôs pressão e dobrou presença no campo de defesa do PSC, percebendo a instabilidade no centro da zaga, provocada pelo zagueiro Bruno Leonardo. Insistiu tanto que o gol acabou nascendo de uma jogada inusitada. Bruno Leonardo se chocou com Patrick Brey e quem acabou se beneficiando foi o ataque do Volta Redonda. Bolt entrou livre e bateu sem defesa para o goleiro Thiago Coelho, empatando ainda na primeira etapa.

No segundo tempo, com algumas alterações na equipe e corrigindo principalmente a fragilidade do setor de marcação, onde só o volante Michael era de fato um volante de ofício, o técnico Márcio Fernandes conseguiu ajustar um pouco mais o setor criativo. Com isso, José Aldo, que tinha uma atuação bastante apagada, cresceu na partida tendo ao lado o volante Wesley.

O PSC começou a incomodar o setor de marcação do Voltaço. Criou um bom lance com Pipico, que bateu na rede pelo lado de fora, empolgando a torcida. Em seguida, em jogada até fortuita, o lateral Igor Carvalho entrou pelo lado direito e chutou em direção à área. No caminho, o atacante Danrlei, que havia substituído Pipico, desviou na saída do goleiro Dida.

O gol incendiou a Curuzu. O PSC conquistou a vantagem e tentou controlar o jogo, apesar da insistência do Volta Redonda, que alugou o campo de defesa bicolor na reta final e incomodou bastante. Foi um time mais presente no final e, de maneira geral, teve uma atuação melhor do que a do PSC considerando os dois tempos.

Só que o Papão foi mais objetivo e conseguiu manter a vitória. Persiste, porém, a dúvida sobre Danrlei: por que não entra jogando de cara, se exibe tanta volúpia e entrega? No centro do ataque, o PSC entrou com Marcelo Toscano, o problema é que a posição deveria ficar com um especialista como Danrlei. Quando ele entra, o time ganha um outro astral, pois se entrega bastante e coloca sempre a raça a serviço do time. E, acima de tudo, tem estrela.

Com a palavra, Márcio Fernandes.

Contra Ypiranga, instabilidade desafia o Remo

Mais do que o Ypiranga, adversário difícil e sempre muito centrado no jogo físico e nas bolas aéreas, o Remo tem pela frente um outro inimigo na partida desta noite, em Erechim-RS: vencer a sua própria instabilidade. As dificuldades que a equipe tem demonstrado nas partidas dentro ou fora de casa têm muito a ver com as mudanças de ritmo ao longo dos jogos, pois às vezes começa de maneira muito lenta, atraindo o adversário para o seu campo, mas sem a alternativa do contragolpe.

Sem jogo reativo, acaba aceitando o adversário pressionar, como contra o Brasil de Pelotas, e depois, quando busca ir ao ataque, o tempo já não permite que consiga chegar ao resultado esperado. No segundo tempo, apesar de evolução expressiva, não conseguiu chegar ao empate.

Este é um dos pontos mais questionados na campanha que o Remo tem nesta Série C. A dificuldade para conseguir fazer um jogo equilibrado, que consiga manter o mínimo de nivelamento na forma de atuar, mesmo como mandante. Em vários jogos em casa isso acabou se refletindo na maneira como permitiu que adversários criassem muito mais problemas do que o esperado.

Para hoje, Paulo Bonamigo não tem o zagueiro Daniel Felipe e o atacante Rodrigo Pimpão, que devem ser substituídos por Everton e Bruno Alves, Fernandinho ou Ronald.mento na forma de atuar, mesmo como mandante. Em vários jogos em casa isso acabou se refletindo na maneira como permitiu que adversários criassem muito mais problemas que o esperado.

Para hoje, Paulo Bonamigo não tem o zagueiro Daniel Felipe e o atacante Rodrigo Pimpão, que devem ser substituídos por Everton e Bruno Alves, Fernandinho ou Ronald.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 23)

Por que Lula?

Por Marcelo Ramos (*)

Pré-candidato a presidente pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva quer revogar a reforma trabalhista. Eu discordo. Lula é contra a independência do Banco Central. Os deputados do PT se opuseram ao projeto. Eu votei a favor. Lula é contra a capitalização da Eletrobras. O PT votou contra. Eu votei a favor. Em 2019, presidi a Comissão Especial da reforma da Previdência. Não medi esforços para que ela fosse aprovada. O PT votou contra.

A visão de mundo do ex-presidente Lula e a minha são diferentes, sobretudo em relação à economia. Muitas de nossas posições são antagônicas nesse campo tão essencial. Mas concordamos em algo ainda maior: a democracia. E é por isso que estarei com Lula nesta eleição.

Lula é um democrata. Nos seus oito anos no Palácio do Planalto, ele conviveu com uma das oposições mais aguerridas da história republicana. Enfrentou oposição no campo político, nos meios de comunicação e em poderosos setores econômicos. Mas não desistiu da democracia.

Esta é a história. Lula foi impedido de tomar posse como ministro por um áudio captado e divulgado ilegalmente —e continuou acreditando na democracia. Lula assistiu ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, sua aliada —e continuou acreditando na democracia. Lula recebeu ordem de prisão em um julgamento hoje reconhecido como viciado e se entregou para cumprir pena diante de uma multidão que queria que ele resistisse —e continuou acreditando na democracia. Lula não negociou a pena que lhe imputaram, aceitou o martírio até ser solto nos marcos do Estado de Direito —e continuou acreditando na democracia. Lula esperou a devolução dos seus direitos políticos antes de voltar ao combate pelos corações e mentes dos brasileiros —e provou que vale a pena acreditar na democracia.

Essas já seriam razões mais do que suficientes para apoiar Lula, mas há ainda outras. Vamos olhar a eleição pelos verdadeiros dramas dos brasileiros: a fome, o desemprego e a inflação. Sob essa ótica, a disputa se dará entre quem combateu a fome e quem promoveu a fome, quem combateu o desemprego e quem promoveu o desemprego, quem combateu a inflação e quem promoveu a inflação.

O Brasil pós-Covid tem fome. O desemprego atinge 12 milhões de brasileiros e brasileiras. Isso não é uma estatística. É uma tragédia na vida de cada pai e mãe de família que acorda de manhã sem ter trabalho, incapaz de, com o suor do seu rosto e o calo das suas mãos, colocar um prato de comida na mesa dos seus filhos.

Quando a inflação voltou à casa dos trabalhadores por uma porta, a carne saiu por outra. Depois foi o frango e o ovo. A inflação tira dos mais pobres o direito de cozinhar, porque muitos têm de escolher se vão comprar o botijão de gás ou a comida. Tira o acesso à luz elétrica. Inviabiliza a viagem de carro para visitar um amigo ou um parente, porque é difícil encher o tanque com o litro de gasolina a mais de R$ 7.

O desafio desta eleição é não se deixar cair nas ciladas do presidente Jair Bolsonaro (PL), um mestre em criar polêmicas que pouco ou nada importam para que está lutando por sua sobrevivência. Gritaria, ameaças às instituições e atos que resvalam na ilegalidade são só armas para nos desviar do que importa de fato. São outros os dramas dos evangélicos, dos católicos, das adeptos de religiões africanas, dos ateus, do torcedor do Corinthians de Lula —que vai muito bem— e do meu Vasco —que vai muito mal.

O desafio é fazer uma cruzada por democracia, comida, emprego e renda. É hora de estendermos as mãos aos empresários e empreendedores deste país. Vamos oferecer ambiente regulatório sadio, segurança jurídica, responsabilidade fiscal, crédito, um sistema tributário justo e simples. Vamos dar as mãos aos trabalhadores que, mesmo diante de tantas dificuldades e injustiças, teimam em acordar cedo, pegar o ônibus, trabalhar duro e voltar cansado para casa com o sustento da sua família. Vamos dar as mãos aos jovens, que acreditam no país e carregam nos seus sonhos o futuro da nação.

Por mais que eu discorde dele, hoje essa cruzada é Lula.

(*) Deputado federal (PSD/AM), vice-presidente da Câmara dos Deputados

(Foto: Ricardo Stuckert)