Por Lucas Machado, no X
A menina da comunidade vive o samba o ano inteiro. Trabalha na escola, costura fantasia, ensaia, corre atrás, participa de cada etapa do processo. Aí chega o desfile e a rainha é a Virgínia.
A jornalista passa quatro anos na faculdade, enfrenta estágio, pressão, escreve, apura, disputa espaço dentro do ambiente profissional. Aí chega a Copa do Mundo e a repórter é a Virgínia.
Com todo respeito: quem não consegue perceber o quanto isso é problemático para os dois ambientes talvez não tenha entendido o tamanho da distorção que estamos normalizando. Isso não acontece em praticamente nenhum outro país que leva cultura popular e jornalismo minimamente a sério.
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