O Banco Master e a Refit utilizaram dinheiro do crime organizado para patrocinar um evento do Valor Econômico (do grupo Globo) em NY

Por Luis Nassif

A manchete emula apenas o padrão do Jornal Nacional, copiando a manchete do Estadão em relação a Fábio Luís Lula da Silva. Se fosse aplicado aos regabofes da Globo, patrocinados por Daniel Vorcaro, o sentido da manchete poderia ter sido o mesmo.

Os jornais repetem, passo a passo, a escandalosa campanha da Lava Jato. Na época, a revista Veja, dirigida por Eurípides Alcântara, soltava o lixo. E o Jornal Nacional repetia, achando que, assim, não sujaria suas mãos. Agora a parceria é entre o Estadão – dirigido pelo mesmo Eurípides – e o Jornal Nacional.

O padrão Veja está nítido nessa manchete.

A matéria diz que a Polícia Federal está investigando se o tal careca do INSS teve como beneficiário final uma agência de viagens que emitiu passagens para Lulinha. Não confirma o pagamento para a agência, não estabelece uma relação sequer com Lulinha – a não ser o fato de Roberta Luchinger ter pago uma passagem para ele.

Uma não-notícia, vazada pela Polícia Federal. Apesar do discurso indignado do diretor geral da PF, de que a organização não vaza informações, ela vaza não apenas informações, mas boatos e desconfianças antes de sua comprovação. Pelo visto, Andrei Rodrigues é o último a saber.

Primeiro, a matéria não diz que a tal agência é beneficiária. Diz que a PF ainda investiga. Depois, não estabelece qualquer relação com Lulinha. Apenas informa que Roberta Luchsinger – apresentada como “amiga do Lulinha” – vale-se dos serviços de tal agência e andou pagando viagens para Lulinha através da agência.

O lance seguinte é a informação – mais que conhecida, já divulgada pelos próprios advogados de Lulinha – que o careca do INSS pagou uma viagem de Roberta e Lulinha a Portugal, para conhecer uma fábrica de cannabis, cuja produção ele teria interesse em vender no Brasil.

Por que o careca e sua lobista, Roberta Luchsinger, envolveram Lulinha? Pela mesma razão que o Master patrocinou evento da Globo, contratou escritórios de Ricardo Lewandowski e Alexandre Moraes: demonstração de prestígio. Lulinha é o filho do homem.

O Banco Master e a Refit utilizaram dinheiro do crime organizado para patrocinar um evento do Valor Econômico (do grupo Globo) em Nova York, merecendo elogios de dirigentes da Globo. E suas ligações com o submundo já eram amplamente conhecidas, ainda mais pelos analistas da Globo.

Os jornalões já provocaram uma tragédia política no país, com a ignominiosa cobertura da Operação Lava Jato. Sua repetição é uma ameaça ao Brasil formal. E, se a ignorância não fosse tão crassa, saberiam que seu reinado só acontece no Brasil formal, não na selvageria terraplanista que sucederá em caso de vitória de seu candidato Flávio Bolsonaro.

Assim como no período do Jair, serão os primeiros a pagar a conta.

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