
Com informações da ESPN, GE e Deni Menezes
O CLIMA É TENSO, PESADO, e a bruxa continua solta no Flamengo. Cinco dias depois de demitir o técnico Filipe Luis, o clube analisa a dispensa do diretor de futebol José Boto (foto), apenas dois meses após contratá-lo “como profissional preparado e homem de confiança”, que só continuará até a chegada do substituto.
Após a saída do técnico, o relacionamento de José Boto com os jogadores ficou ainda pior. Ele assumiu a demissão de Filipe Luis, mas também não deixou de culpar alguns jogadores pela saída do técnico. Bap já teria decidido trocar a direção de futebol e iniciou a busca por um substituto para José Boto. Alguns nomes foram sondados, e o presidente avalia como será a nova estrutura do departamento.
Há um desgaste muito grande com o atual diretor de futebol, que sofre rejeição do elenco e dos funcionários no dia a dia no Ninho do Urubu. O distanciamento dos jogadores e os métodos de Boto têm sido questionados, o que colocou o trabalho sob análise nas últimas semanas. A informação foi publicada primeiramente pela ESPN.
Enquanto o presidente reafirma que “o ano do Flamengo estaria em risco se não demitisse o técnico”, após perder em três semanas a Supercopa do Brasil e a Recopa Sul-Americana, os jogadores dizem que “o diretor é autoritário, extremamente vaidoso e só aparece nas vitórias”.
(…) Além de extremamente autoritário e vaidoso, José Boto é tido como grosseiro e inflexível no dia a dia, determinando até que funcionários do clube façam manutenção e limpeza em sua casa.
O clube descarta a contratação de seu ex-jogador Leonardo, de 56 anos, que também foi campeão no São Paulo, Kashima, Milan e seleção na Copa de 94, por influência de conselheiros, que o consideraram “capaz de criar mais problemas do que soluções no ambiente interno do clube”.
O Flamengo pretende acertar com o ex-meia Edu Gaspar, paulistano de 47 anos, atual diretor do grupo que controla o futebol do inglês Nottingham Forest e do grego Olympiacos, mas, desde logo, não se mostra animado em voltar ao Brasil.
O Flamengo gastou quase R$ 60 milhões com pagamento de multa a técnicos demitidos, desde 2019: Vitor Pereira (R$ 15 milhões), Jorge Sampaoli (R$ 9.5 milhões), Paulo Sousa (R$ 7.7 milhões), Rogerio Ceni (R$ 3 milhões), Domenec Torrent (R$ 11.5 milhões), Tite (R$ 3 milhões) e Filipe Luis (R$ 9 milhões).
(Foto: Gilvan de Souza/CR Flamengo)
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