De estrelinha do pop meloso que as gravadoras americanas tanto exploram e espalham pelo mundo, Miley Cyrus se tornou uma grande cantora de rock a partir de uma guinada inesperada e bem-sucedida na carreira, no começo de 2020. A interpretação de alguns clássicos do gênero pavimentou a imagem de intérprete que merecia ser levada a sério, tanto nas gravações de estúdio como em registros ao vivo.
Ao interpretar “Zombie”, mega hit do grupo The Cranberries, alcançou o ponto máximo. No antigo Twitter, o perfil oficial da banda irlandesa validou: “Dolores ficaria impressionada!” foi a mensagem postada, citando a cantora Dolores O’Riordan, já falecida. O show do vídeo acima aconteceu na casa Whiskey a Go Go, em Los Angeles.
O fato é que Miley, filha do astro country Billy Ray Cyrus, mostrou ser capaz de cantar (bem) qualquer gênero musical, com especial conexão com o rock em suas várias tendências. O timbre privilegiado e a extensão vocal são apropriados ao ritmo. O encaixe foi tão perfeito que é válido perguntar como seus produtores passaram tanto tempo deixando Miley presa ao pop.
Atriz de sucesso na TV americana, com a série adolescente “Hannah Montana”, Miley lançou em 2020 o álbum Plastic Hearts, centrado em canções roqueiras, do glam ao metal passando pelo pós-punk e grunge. Atingiu o topo das paradas de rock na plataforma Spotify, superando nomes de peso.
O rock, aberto e democrático como sempre foi, a recebeu de braços abertos. E saiu no lucro: ganhou uma vocalista de responsa, como há muito tempo não aparecia.

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