Rainha do folk, Joan Baez faz hoje 86 anos. Foi musa e namorada de Bob Dylan. Construiu uma história de amor com ele, mas o final não foi feliz, talvez não tivesse que ser mesmo. Em termos profissionais, Joan teve o mérito de apresentar Bob ao mundo. A partir daí, ele ganhou o mundo, subiu como foguete. Abraçou o rock e por ele foi abraçado.

Joan seguiu na trincheira folk e com canções de protesto. A guinada eletrificada de Dylan, com Like A Rolling Stone, significou a ruptura musical definitiva. As mágoas da separação foram mitigadas ao longo dos anos, mas deixaram um legado precioso em forma de canção – “Diamonds and Rust” (Diamantes e Ferrugem).

Na letra, ela desenha Dylan como um fantasma — que entrou e saiu da vida dela sem aviso. Reconhece nele um fenômeno, escrevendo canções tão brilhantes que a faziam se sentir pequena. Queixa-se que ele não se preocupava em explicar nada e que a tratava com indiferença. Admite que se perdeu em seus olhos, mas avalia que o preço foi alto.

É preciso ressaltar a dignidade com que Joan Baez tocou vida e carreira, empoderada e altiva, muito acima das dores de amor.

(Com informações da revista Rolling Stone e do livro “Like A Rolling Stone”, de Greil Marcus)

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