POR GERSON NOGUEIRA

Em jogo de seis gols, na Arena MRV, em Belo Horizonte, o Remo empatou com o Atlético, após dominar boa parte do confronto. A atuação do time paraense surpreendeu os donos da casa, sustentando um equilíbrio do começo ao fim. A vitória só não veio devido a uma falha de marcação no minuto final, em lance que garantiu o empate atleticano.

Para os que imaginavam que Juan Carlos Osório corria risco de demissão, o desempenho do Remo garantiu a permanência do técnico. O Galo teve mais posse de bola nos primeiros minutos e saiu em vantagem, aos 21 minutos, com Hulk, após um passe errado de Zé Ricardo na intermediária.

O Remo não se abateu, continuou buscando as jogadas ofensivas, à base de troca de passes e lançamentos para Alef Manga, que levava perigo sempre que investia em direção à área mineira. Aos 25’, ele invadiu a área e bateu na saída de Everson, mas a bola subiu. Aos 41’, o ponta armou jogada pela esquerda e deu um passe rasteiro para Vítor Bueno empatar a partida.

A boa presença coletiva do Remo no 1º tempo tornou-se ainda melhor na etapa final. Logo aos 5 minutos, Kayky desviou de cabeça rente ao travessão, para excelente defesa de Everson. O gol da virada chegou a acontecer, aos 10’. Leonel Picco bateu cruzado e estufou o barbante. O VAR flagrou um toque no braço de João Pedro e o gol foi anulado.

O Remo era mais presente no ataque, controlava as ações no meio e não sofria na zaga. Aos 16’, Patrick de Paula chutou rasteiro e a bola tirou tinta da trave direita de Everson. Em seguida, o goleiro teve que fazer grande defesa com os pés em disparo de Diego Hernández, que havia substituído João Pedro (amarelado).

Apesar da forte presença ofensiva do Remo, aos 24’, o Galo desempatou. Ruan desviou de cabeça um cruzamento de Hulk na área azulina, após subir diante de Léo Andrade (que entrou no lugar de Sávio) e cabeceou diante de Marcelo Rangel, que não reagiu. Foi o primeiro descuido de Léo.

O Leão seguiu confiante e jogando bem. Aos 36’, o zagueiro Kayky arriscou de fora da área e Everson fez grande intervenção, nos pés de Alef Manga, que estava em condição irregular. O jogo ficou eletrizante e Dudu quase ampliou. Rangel fez grande defesa.

O segundo gol remista foi o mais bonito. Aos 41’, o Remo recuperou a bola no meio-campo, Patrick de Paula recebeu e passou para Pikachu, que avançou pela direita e fuzilou, sem defesa para Everson.

Entusiasmado, o Remo seguiu pressionando e conseguiu a virada, após Renan Lodi falhar na reposição de bola. Alef Manga recebeu e mandou para as redes, com Everson fora do gol. Sob chuva forte, o jogo parecia decidido, mas um novo vacilo de Léo Andrade permitiu o empate.  

O Atlético avançou com a bola até às proximidades da área e um passe foi esticado para Scarpa na direita. Sem ser acompanhado por Léo, ele entrou na área e cruzou da linha de fundo para Dudu empatar a partida em definitivo.  Um duro castigo. O Leão merecia vencer.

Destaques: Alef Manga, Pikachu, Patrick de Paula, Kayky e Leonel Picco. E Osório, claro. 

(Foto: Gilson Lobo/Agif)  

Diretoria azulina protesta contra arbitragem

Através de sua diretoria jurídica, o Remo protestou oficialmente contra o que considera “graves equívocos” da arbitragem de Matheus Delgado (SP) e Rodrigo Guarizo Ferreira (SP) na partida diante do Galo.

“Decisões determinantes impactaram diretamente o resultado e prejudicaram de forma evidente a equipe azulina”, diz a nota. Os pontos destacados como prejudiciais ao Remo foram os seguintes:

A anulação do gol de Leonel Picco, “sem justificativa técnica consistente”. Segundo análise do VAR, a bola bateu no braço de João Pedro, mas a imagem não é inteiramente conclusiva no lance.

O terceiro gol do Galo também é contestado pelos azulinos, que questionam a posição de Scarpa no momento do cruzamento. O VAR decidiu por não impedimento.

Por fim, na jogada do terceiro gol do Remo, o goleiro cometeu falta sobre Patrick de Paula ao sair da área. A nota oficial do clube observa que Everson deveria ter sido expulso pela violência do lance.   

Cametá impõe segunda derrota ao Papão

Aquele futebol aceso e intenso do Paysandu apresentado no Re-Pa de domingo não entrou em campo, ontem à noite, no Parque do Bacurau. O time teve poucas alterações em relação ao clássico, mas a atuação foi completamente diferente, com excesso de lentidão e pouca criatividade.

O Cametá sentiu a oportunidade e passou a forçar o jogo, principalmente dos lados. Logo aos 15 minutos, em jogada de Fidel, o Mapará abriu o placar. O ala Taboca recebeu o passe e finalizou cruzado, sem chances para Gabriel Mesquita.

Em desvantagem, o PSC procurou acelerar mais o jogo para tentar empatar, mas faltava sempre um toque de qualidade na definição das jogadas. Nos minutos finais da primeira etapa, a bola chegou limpa para Fidel, que desta vez tocou para Germano. Este cruzou para o artilheiro Sampaio ampliar, tocando de cabeça.

Depois do intervalo, o Paysandu cercou a área do Cametá, insistiu nos cruzamentos, mas não achou o caminho do gol. O time da casa apenas se defendia. A melhor oportunidade do Papão foi com o centroavante Ítalo, que ficou livre na área e finalizou com muito perigo. Ficou nisso.

O Cametá assumiu a liderança do Parazão, com 11 pontos, seguido pela Tuna (9). Com a segunda derrota no campeonato, o Papão permanece com 7 pontos, em 5º lugar. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 12)

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