A ligação entre o filme de Stanley Kubrick e os arquivos Epstein que ninguém discute. Em 1999, Kubrick lançou um filme sobre elites em mansões inglesas realizando rituais de exploração sexual. Mulheres descartáveis. Quem investiga morre. O poderoso explica como o sistema se protege. Vinte anos depois, descobrimos que era real. Organizado por Epstein. Protegido pelas mesmas instituições.

O que ninguém esperava: Kubrick filmou nas propriedades das famílias ligadas à rede.

Mentmore Towers, exterior da mansão do ritual — construída para o Barão Mayer de Rothschild em 1850. Elveden Hall, interiores do ritual — família Guinness desde 1894. Clare Hazell-Iveagh, que se casou na família, aparece 32 vezes nos registros de voo de Epstein entre 1998-2000, exatamente quando Kubrick filmava. Maria Farmer a identificou como sua “guardiã” na propriedade de Les Wexner. Highclere Castle, a mesma de Downton Abbey — em 1895, o Conde casou com a filha ilegítima de Alfred de Rothschild.

Lynn Forester de Rothschild casou com Sir Evelyn em 2000. Kissinger os apresentou no Bilderberg. Lua de mel na Casa Branca com os Clinton. Pai fundou operações de aviação em Teterboro, listada no black book de Epstein. Em 1991, deu apartamento a Ghislaine Maxwell. Em 2000, vendeu townhouse a empresa de fachada de Epstein por $8,5 milhões abaixo do mercado — Ghislaine se mudou. Entrou no conselho do Deutsche Bank em julho 2013; um mês depois, o banco aceitou Epstein como cliente. Dershowitz disse que ela o apresentou a Epstein. Depoimento de Ghislaine em 2025: ela apresentou Príncipe Andrew a Epstein.

Kubrick terminou sua edição e partiu entregar à Warner. Testemunhas afirmam que gritou que não deixaria que fizessem cortes. Quatro dias depois, morreu. A Warner fez a edição sozinha. Imagens brutas destruídas. Roteiro vazado pelo assistente de Kubrick revela: cenas de rituais com crianças removidas. Quatro cenas cortadas. Kubrick mostrou o filme para Cruise e Kidman antes de morrer. Na estreia, ambos afirmaram: “O filme que Kubrick nos mostrou não era este.” Nunca mais falaram.

A cena final é uma dica. Bill e Alice fazem compras de Natal. A filha Helena se afasta com dois homens de terno — os mesmos da festa no início do filme. Sai do quadro com eles. Os pais não percebem. Kubrick era obsessivo. Se Helena sai com estranhos, era proposital. Ele sabia: essas operações são geracionais. Crianças são moeda. O preço de pertencer é o silêncio.

“Eyes Wide Shut” (olhos bem fechados) é uma expressão de sociedades secretas: “Meus olhos estão fechados para suas transgressões, irmão.” Em 1999, Kubrick fez a exposição. Vinte anos depois, os arquivos Epstein provaram que era verdade.

Não é teoria da conspiração. E você sabe disso.

(Texto publicado no X)

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