POR GERSON NOGUEIRA

Em meio a especulações sobre novo pacote de contratações, como a de Tiquinho Soares (Santos), o Remo vai a campo neste sábado (16h) contra o Bragantino para abrir o Campeonato Paraense que pouco tem a ver com as edições mais recentes. Depois de décadas, há um time de Série A participando da disputa – e é justamente o Leão.  

A partida deve ter o mesmo equilíbrio inicial visto no confronto entre Remo e Águia, na final da Supercopa Grão-Pará. Apesar de ter elenco e estatura de equipe de Primeira Divisão, o Remo ainda carece de maior entrosamento e algumas peças ainda precisam entrar no ritmo ideal.

A novidade é a provável entrada de Diego Hernández no ataque. Vetado contra o Águia, devido a uma indisposição horas antes do jogo, o ponta uruguaio está na lista de relacionados. Patrick de Paula, Kayky Almeida, Patrick e Pikachu também estão convocados para a partida.

É improvável que Juan Carlos Osório modifique radicalmente a escalação. Talvez surja uma ou outra alteração, de acordo com o andamento das coisas. É preciso levar em conta o fato de que na próxima quarta-feira, 28, o Remo terá uma estreia muito importante e aguardada.

Vai jogar em Salvador contra o Vitória, abrindo participação no Campeonato Brasileiro. Por esse motivo, Osório deve priorizar uma formação com potenciais reservas, evitando expor no jogo titulares e reforços importantes. Por esse ponto de vista, até a presença de Pikachu é improvável.  

Diego Hernández é uma opção mais provável porque está fora do jogo com o Vitória. Ele cumpre suspensão – juntamente com Nico Ferreira – de quatro jogos pela briga campal com jogadores do Avaí, no estádio da Ressacada, na 37ª rodada da Série B.

Peça importante no ataque durante a campanha do acesso, Hernández fez gols decisivos – todos em cobranças de falta – e caiu no gosto da torcida azulina. Deve ser um dos atacantes, ao lado de João Pedro (ou Eduardo Melo) e Alef Manga.

O setor de meio-campo, que teve dificuldades de articulação, deve repetir quase a mesma formação, com Jaderson, Zé Ricardo e Panagiotis. Patrick de Paula e Patrick seriam alternativas, mas devem ser preservados para quarta-feira. Pavani não está relacionado, assim como Klaus.  

Da parte do Bragantino, o mais provável é que seja um time reativo, fechado atrás e preparado para golpear o Leão em contra-ataques.

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro apresenta o programa, a partir das 22h, na RBATV, com a participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba baionense. Em pauta, a rodada inaugural do Campeonato Paraense. A edição é de Lourdes Cezar e Lino Machado.

Papão tem o desafio de reconquistar a Fiel

Para domingo (25), está reservada a estreia do Paysandu, recebendo o São Raimundo no estádio da Curuzu. Sob o comando de Júnior Rocha, os bicolores terão um time completamente reformulado em relação ao que terminou a temporada com o rebaixamento à Série C.

Com a exceção de Edilson, Luccão e Gabriel Mesquita, a torcida terá a oportunidade de ver em ação um novo PSC. Mesmo sob desconfianças naturais, o time tem jogadores de bom nível para a estreia.

Experientes, o meia Marcinho e o atacante Ítalo Carvalho são as principais referências. Castro, Caio Melo, Danilo Peu e Kleiton Pego completam o pequeno grupo de jogadores importados pelo clube.

Terão a companhia de meninos da base, dispostos a aproveitar a todo custo a oportunidade que está sendo concedida por Júnior Rocha. 

Ninguém tem dúvida de que essas chances têm mais a ver com o momento de dificuldades financeiras vividas pelo clube, mas, para os jovens atletas, o que importa é mostrar ao técnico e à torcida que são dignos de confiança.

A hora não é de vaiar ou apedrejar o novo Papão. Neste começo de temporada, o time precisa ser abraçado e apoiado.

Romário detona Paquetá e defende Neymar

Cirúrgico como sempre, Romário soltou uma daquelas suas declarações afiadas, nesta semana, ao ser comparado a Paquetá no esforço feito pelo Flamengo para importar o meia a peso de ouro. Segundo o Baixinho, não há termo de comparação.

Para ele, Paquetá não ganhou nada na carreira e chega como craque do “jogo do bicho”, ao contrário dele, que vinha da conquista do The Best e passagem consagrada pelo futebol espanhol.

Romário ainda defendeu a convocação de Neymar para a Copa: “Até de muleta ou com a perna quebrada, ele é melhor do que todos os outros atacantes do Brasil”.  

(Coluna publicada na edição do Bola de sábado/domingo, 24/25)

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