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Foto: Samara Miranda/Ascom Remo
POR GERSON NOGUEIRA
A luta promete ser acirrada em torno da camisa 9 do Remo, mas a disputa ganhou um novo personagem, que parecia fora de combate. De forma surpreendente, Eduardo Melo entrou aos 29 minutos do 2º tempo da final da Supercopa Grão-Pará e teve participação decisiva na conquista azulina sobre o Águia. Pode-se dizer que foi o jogador que mais se valorizou perante técnico e torcida.
Foi cirúrgico. Desviou a bola para Pikachu empatar o jogo e marcou o gol da vitória aos 45 minutos. Uma atuação irrepreensível em pouco mais de 20 minutos de participação, exibindo recursos técnicos e desenvoltura.
O desempenho na partida pode mudar o destino de Eduardo Melo no Remo. Cotado para ser liberado por empréstimo, impressionou Juan Carlos Osório pela entrega e qualidade técnica. Tudo isso após ficar afastado dos gramados por quatro meses, vítima de lesão na coxa direita.
Eduardo aproveitou bem o período de treinos em Recife. Recuperou condicionamento, ganhou confiança e entrou em campo domingo consciente de que precisava mostrar do que era capaz. A avaliação geral é de que passa a merecer uma oportunidade na Série A.
Com boa envergadura, é um centroavante que sabe se movimentar dentro da grande área, usando força e velocidade no duelo com os zagueiros. Na jogada do gol, posicionou-se junto à última linha e esperou o passe longo de Sávio para disparar em direção à área, onde driblou o goleiro e deu um toque sutil para fazer o gol.
O Remo terá uma fartura de competições: Campeonato Paraense, Copa Norte, Copa do Brasil e o Brasileiro. Por isso mesmo, as oportunidades irão se abrir para todos os atacantes. Mesmo levando em conta que o clube contratou dois centroavantes – Rafael Monti e Carlinhos –, Eduardo Melo pode ganhar a preferência de Osório.
Aos 24 anos, ele demonstra resiliência, virtude importante quando a concorrência é muito grande. E a titularidade pode vir logo no começo do Campeonato Estadual. Pelo que apresentou na Supercopa, é provável que ganhe a posição para a estreia contra o Bragantino, neste sábado (24).
Argentino é mais nova aposta do Leão
O atacante Rafael Monti, de 26 anos, foi confirmado ontem à tarde como novo reforço do Remo. Ele defendia o Vinotinto FC, do Equador, onde marcou 18 gols em 35 jogos na temporada de 2025. Chega com o aval do técnico Juan Carlos Osório, que o indicou.
Monti despertou o interesse do Leão pelo bom desempenho no principal campeonato do Equador. Ele já havia tido passagem marcante durante a disputa da segunda divisão, marcando 12 vezes em 17 jogos na campanha do acesso.
Muito elogiado pela capacidade de finalização, Monti chega para brigar diretamente com Eduardo Melo, João Pedro e Carlinhos.
Papão anuncia a permanência do xerife
Na derrocada que culminou com o rebaixamento à Série C, o Paysandu quase não utilizou o zagueiro Quintana. Ausente por lesão no início do Brasileiro, ele não conseguiu reconquistar espaço com os técnicos Claudinei e Márcio Fernandes. Só voltou a ser lembrado por Inácio Neto, quando o time cumpria tabela na reta final da Série B.
Tudo indicava que o uruguaio não renovaria contrato para 2026. Mas, para alegria de boa parte da torcida, ele entrou em acordo com a nova diretoria e aceitou permanecer na Curuzu. Aos 29 anos, ele chegou ao Papão em 2024 e se destacou pelo estilo aguerrido e o bom jogo aéreo.
Para o retorno certamente pesou a manifestação do presidente Márcio Tuma, que declarou que as portas estavam abertas para ele. Com 51 jogos e quatro gols pelo clube, Quintana acrescenta qualidade e experiência a uma defesa que conta com Castro, Luccão, Iarley e Cauã como opções.
Fogão abre nova temporada de desenganos
Mais ou menos como fez em 2025, com desinteresse pelas competições iniciais do ano, a SAF Botafogo resolveu brindar seu torcedor com novas decepções. Depois de se desfazer às pressas de Marlon Freitas, titular e capitão nas conquistas de 2024, o clube liberou ontem o meia Savarino, um dos craques que devolveram a glória ao clube nos últimos dois anos.
Marlon foi jogar no Palmeiras. Savarino deve ir para o Fluminense. Significa que, além de enfraquecer o time que será comandado pelo argentino Anselmi em 2026, a SAF se esmera em reforçar rivais diretos na briga pelos principais títulos do ano.
Vivendo e (não) aprendendo a jogar.
(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 22)