Dúvidas e palpites sobre o novo Leão

POR GERSON NOGUEIRA

Raul Martins/Remo

O jogo de domingo (18) contra o Águia pela decisão da Supercopa Grão Pará vai servir de avant-première do Remo que Juan Carlos Osório está preparando na pré-temporada em Recife. Longe de olhos curiosos, o período de treinamentos no CT do Retrô tem servido para mostrar ao elenco o que o técnico pretende. Ao mesmo tempo, permite ao comandante observar características e potencial de cada jogador.

Como nunca trabalhou com a maioria dos atletas, a realização de treinos diários com bola faz com que o treinador já saiba com quem contar para os desafios iniciais do Remo na temporada – jogos com o Águia (Supercopa), Bragantino (Parazão) e Vitória (Brasileiro).

As dúvidas normais de início de temporada afetam até mesmo a definição do time para enfrentar o Águia. O receio de lesões e desgaste físico pode levar Osório a preservar jogadores recém-contratados, como Pikachu, Patrick, Carlinhos e Patrick de Paula.

O problema é que no futebol a primeira impressão é muitas vezes determinante para o êxito de um projeto. Experiente, o técnico colombiano sabe que o pouco tempo de trabalho não servirá de desculpa no caso de uma derrota. As expectativas do torcedor são naturalmente altas desde que o Remo conquistou o acesso à Série A após 32 anos de espera.

Tudo o que for mostrado em campo, positiva ou negativamente, a partir de agora será avaliado na perspectiva do Campeonato Brasileiro. Por vias indiretas, a decisão adquire um sentido estratégico, lembrando que o favoritismo (e a responsabilidade) pertence ao Remo.

Há quem avalie que o time remanescente da Série B poderia ser utilizado, até pelo entrosamento. Ocorre que um técnico personalista como Osório dificilmente iria repetir o sistema (e os jogadores) da era Guto Ferreira. Por esse prisma, a formação mais provável deve incluir alguns dos reforços.

Marcelo Rangel; João Lucas, Marllon, Kayky e Jorge; Cantillo, Panagiotis e Patrick; Diego Hernández, Carlinhos e Alef Manga. É a formação mais especulada entre os palpiteiros de plantão. Osório, porém, não deu até agora nenhuma pista segura sobre o time que iniciará a partida. (Foto: Raul Martins/Ascom CR)

Papão faz a pré-temporada que faltou em 2025

Ao contrário da temporada passada, quando o PSC não realizou uma pré-temporada nos moldes adequados, a nova comissão técnica está conseguindo colocar em prática uma preparação criteriosa e sem atropelos. A observação dos jogadores que compõem o elenco é feita com o cuidado que todo começo de trabalho merece.

Com base nisso, o técnico Júnior Rocha já tem uma ideia do time que vai estrear no Parazão, a primeira competição do ano. Os jogos-treinos contra Cametá e Castanhal integram a programação elaborada para avaliar a evolução do time, já com os reforços contratados.

Pelo que se sabe dos treinamentos realizados, incluindo o jogo-treino com o Cametá, que não teve a presença da imprensa, o meia Marcinho será o principal articulador, posicionado à frente dos volantes se Rocha optar pelo sistema 4-2-1-3. Peu, Ítalo Carvalho e Kleiton Pego formam o ataque.   

Quanto à busca por reforços, a diretoria ainda está à procura de um quarto zagueiro e de um lateral-esquerdo, posições carentes no elenco. A busca não deve afetar os compromissos iniciais no Parazão, mas vai ganhar sentido de urgência quando o clássico Re-Pa ficar mais próximo.

Ídolo palmeirense, goleiro decide mudar de ares

Meio na surdina, o Grêmio conseguiu um importante reforço para o Campeonato Brasileiro: contratou o goleiro Weverton, de 38 anos, nome de grande relevância nas conquistas palmeirenses na última década – ganhou 12 títulos e disputou 450 jogos, tornando-se o goleiro mais vitorioso da história do clube.

O negócio foi tão bem costurado que boa parte dos torcedores só tomou conhecimento da saída de Weverton nas homenagens prestadas pelo clube, ontem à noite, antes do clássico com o Santos pelo Campeonato Paulista.  

Weverton, que iniciou a carreira como goleiro do Remo, se consagrou no Palmeiras, principalmente sob o comando de Abel Ferreira.

O que fez a diferença foi a oferta do Grêmio de um contrato de três anos, com valores expressivos. A direção palmeirense aceitou a liberação sem custos, observando que a sucessão no gol já estava em marcha – Carlos Miguel ganhou a posição durante a ausência de Weverton por lesão.

(Coluna publicada na edição do Bola/Diário desta quinta-feira, 15)

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