
Fortes explosões e ruídos de aviões foram ouvidos nas primeiras horas deste sábado (03/01) em Caracas e outras regiões da Venezuela. O presidente americano, Donald Trump, anunciou em sua rede social Truth Social que os EUA capturaram Maduro e sua esposa, e que eles foram levados de avião para fora do país sul-americano. Trump disse que os Estados Unidos realizaram um “ataque em larga escala à Venezuela”.
As operações militares ocorrem após os EUA passarem meses posicionando forças militares no Mar do Caribe, incluindo a presença de navios de guerra e o maior porta-aviões do mundo. O governo venezuelano denunciou o que chamou de “agressão militar gravíssima” dos Estados Unidos contra alvos civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua, La Guaira, onde estão localizados o aeroporto e o porto da capital do país.
“O governo bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem seus planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista”, afirmou o governo, em nota. Caracas também exigiu prova de vida do líder capturado e sua esposa. Enquanto isso, a ONU mantém silêncio e a União Europeia evita criticar o ataque militar norte-americano.
SOBRE NICOLÁS MADURO
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, afirmou que Nicolás Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal de Nova York. “Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram indiciados no Distrito Sul de Nova York”, disse Bondi, acrescentando que o venezuelano foi “acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos”.
“Em nome de todo o Departamento de Justiça dos EUA, gostaria de agradecer ao presidente Trump por ter a coragem de exigir responsabilização em nome do povo americano, e um enorme agradecimento às nossas bravas Forças Armadas que conduziram a incrível e bem-sucedida missão de captura desses dois supostos narcotraficantes internacionais”, afirmou a procuradora-geral.
UNIÃO EUROPEIA EVITA CRÍTICA A TRUMP
A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, pediu moderação em nome do bloco das 27 nações, após os últimos acontecimentos na Venezuela, mas questionou a legitimidade do regime de Maduro. “A UE declarou repetidamente que o Sr. Maduro carece de legitimidade e defendeu uma transição pacífica”, disse Kallas em postagem no X. “Em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e a Carta da ONU devem ser respeitados.”
Kallas disse ter conversado com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e que a UE, assim como muitos outros países europeus, está “monitorando de perto” a situação. “A segurança dos cidadãos da UE no país é nossa principal prioridade”, afirmou. (Com informações de DW)