
Por Jamari França
O imperialismo americano violou a América do Sul com a intervenção na Venezuela e o sequestro do dirigente Nicolas Maduro, parte do plano do presidente Donald Trump de subjugar os territórios ao Sul do Rio Grande como no tempo da Guerra Fria. Só que hoje não existe uma ameaça comunista como alegado nos anos 60, só mesmo a extrema direita ainda usa este recurso para justificar suas medidas difamatórias.
Este absurdo trumpiano plantou uma séria crise internacional ao bloquear as exportações de petroleo para a China e a Rússia. Trump reanimou a politica do big stick, o porretão, usada por Washington de negociar com o poderio militar como instrumento de subjugação.
A intervenção abre um precedente perigoso. Trump já ameaçou a Colômbia, comprou a Argentina com ajuda de 20 bilhões de dólares, fez acordo de cooperação com o Paraguai que inclui presença militar americana no país e o novo presidente do Chile, de direita, José Kast, tem pontos em comum com Trump.
Nem precisa dizer que o alvo mais importante para o dirigente americano é o Brasil, que já sofreu intervenções com tarifas e aplicação de restrições a membros do Judiciário. A postura firme e digna de Lula levou Trump a agir com mais cautela, mas podemos ter certeza de que somos o principal alvo de sua doutrina hegemonica. Um dos objetivos dele é afastar o território sul americano da China e nós somos o país de maior envolvimento com o socialismo de mercado chinês, temos grande projetos e investimentos com Pequim, nosso principal parceiro comercial.
Trump deve dar força para a campanha da extrema direita neste ano eleitoral, se voltarem ao poder a América Latina regressará ao passado, subjugada aos interesses deles em detrimento dos interesses brasileiros. Assim foi o século 20 inteiro, governos de direita submetidos aos Estados Unidos sem que saíssemos do status de Terceiro Mundo, concentração de renda e submissão aos americanos. Este 2026 precisa ser uma guerra sem quartel pela nossa soberania.
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