POR GERSON NOGUEIRA
A abertura poderosa, com guitarra sempre no volume máximo e linha de baixo inconfundível, era uma das marcas mais notáveis do Stone Roses, grupo pós-punk surgido em Manchester (Reino Unido) na década de 80 e que permaneceu na ativa até 2017. E isso tinha tudo a ver com a energia musical de Gary ‘Mani’ Mounfield. Aliás, a consternação pela morte do baixista, ocorrida em 20 de novembro passado, trouxe de volta a admiração por uma das melhores bandas do circuito alternativo.
Gary tinha 63 anos e ajudou a construir a sonoridade que juntava rock psicodélico com rave, servindo de forte influência para a geração Britpop. A notícia trágica despertou uma enxurrada de homenagens ao músico, incluindo seus ex-companheiros de Stone Roses e amigos de outros grupos, como Liam Gallagher, do Oasis.
O Oasis, na passagem pelo Brasil, homenageou Mani, expondo sua imagem nos telões do estádio Morumbis, em São Paulo. O tributo aconteceu durante a música “Live Forever”.
Gary chegou ao Stone Roses em 1987, juntando-se a John Squire (guitarra), Ian Brown (vocais) e Alan “Reni” Wren (bateria), quando o conjunto estava em transição da sonoridade pós-punk para o rock psicodélico. O álbum de estreia, The Stone Roses (1989), chegou à 19ª posição das paradas inglesas, e fez da banda uma das expoentes do movimento Madchester, que combinava indie rock com rave, causando marcante influência sobre Oasis e Blur.
“I Wanna Be Adored” (Eu quero ser adorado) é o maior êxito comercial do Stone Roses e é a primeira faixa (e single) do álbum de estreia, que leva o nome do grupo.