UGT manifesta apoio a Lula em defesa dos vetos e da democracia social

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) saiu ontem em defesa dos vetos e da democracia social, posicionando-se ao lado da decisão do presidente Lula de recorrer ao STF pela taxação do IOF. Ao mesmo tempo, critica os retrocessos impostos pelo Congresso Nacional:

“A União Geral dos Trabalhadores – UGT manifesta seu apoio integral à manutenção dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que hoje representam a última barreira contra retrocessos sociais e o avanço de uma lógica perversa dentro do Congresso Nacional.

Já tivemos um Parlamento capaz de promover avanços civilizatórios – a promulgação da Constituição de 1988 talvez seja o maior deles. Hoje, porém, vivemos um processo de captura institucional, operado por grupos que atuam com práticas milicianas: trocam votos por favores, negociam verbas públicas para atender lobbies e abandonam as verdadeiras demandas do povo brasileiro.

Este Congresso aprova o aumento no número de deputados, em afronta à Constituição, ao mesmo tempo em que corta recursos da saúde, da educação, da assistência social e ameaça conquistas históricas como o salário mínimo e a aposentadoria. É o mesmo Congresso que manipula tarifas públicas – como a conta de luz – para beneficiar empresários em plena crise social e econômica. O mesmo que preserva bilhões em incentivos fiscais para os mais ricos, enquanto transfere a conta para a população trabalhadora.

Não temos representantes. Temos operadores de interesses privados.

Vivemos uma era de rentismo desenfreado, em que “os de cima sobem e os de baixo afundam”. A lógica de funcionamento do Congresso se assemelha cada vez mais à de uma milícia institucionalizada: proteção em troca de recursos, chantagens – veladas ou explícitas – e absoluto desprezo pelo bem comum.

Diante disso, a UGT reconhece a importância dos vetos presidenciais como instrumentos essenciais de defesa da democracia social e de um equilíbrio fiscal verdadeiramente responsável. O presidente Lula e o ministro Fernando Haddad têm agido com coragem – muitas vezes isolados – para proteger o Estado brasileiro da ruína institucional. Enquanto parte do governo se omite, o Congresso transforma-se em um espaço de chantagem política e destruição do pacto democrático.

A manutenção dos vetos não é apenas uma medida técnica. É uma questão moral.

Ao defender os vetos, estamos defendendo o SUS, a merenda escolar, os investimentos públicos, a agricultura familiar, o salário mínimo e os direitos da maioria da população brasileira. Derrubá-los é aprofundar a crise institucional e empurrar o país ainda mais para o abismo da desigualdade e do autoritarismo.

A UGT acredita que é urgente reconstruir o espaço político com coragem, lucidez e responsabilidade. Não há mais tempo para omissão.
É hora de resistir. É hora de escolher de que lado da história estamos”.

Enilson Simões de Moura – Alemão
Membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável
Vice-presidente Nacional da União Geral dos Trabalhadores – UGT

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