
Fracassou a manifestação convocada por Jair Bolsonaro e seus apoiadores para reivindicar anistia aos golpistas do 8 de janeiro de 2023. O público que participou do ato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) neste domingo (6) na avenida Paulista, em São Paulo, para apoiar os envolvidos nos ataques golpistas foi estimado em 45 mil pessoas. A manifestação ocupou cerca de três quarteirões da avenida, entre a alameda Ministro Rocha Azevedo e a rua Pamplona.
Segundo o Datafolha, o público ficou em torno de 55 mil pessoas. Desta vez, tanto a coordenação do ato quanto Bolsonaro não apresentaram, em números, o quanto esperavam atrair na Paulista. A estimativa dos organizadores era que o ato reunisse 500 mil pessoas.
SEGUNDO FIASCO
Em levantamento do Monitor do Debate Político do Cebrap e da ONG More in Common, o cálculo sobre o público do ato deste domingo na Paulista foi de 44,9 mil pessoas. A medição foi feita às 15h44, por meio de fotos tiradas por drones e sistemas de inteligência artificial. A mesma contagem citou a presença de 18,3 mil pessoas em Copacabana no ato de 16 de março.
Neste domingo, os apoiadores se reuniam desde a manhã em um trecho próximo ao Masp. Bolsonaro chegou à avenida por volta das 13h45, e o ato começou às 14h. Estiveram presentes a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro e os filhos do ex-presidente Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Jair Renan.
Eduardo Bolsonaro, que se licenciou do mandato de deputado federal e se mudou para os Estados Unidos, foi lembrado pelo pai em seu discurso. “Hoje faltou um filho meu aqui. O 03. Fala inglês, espanhol e árabe. Tem contato com pessoas importantes lá nos Estados Unidos.”
O ato reuniu ainda outras autoridades e sete governadores: Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Ratinho Jr. (PSD), do Paraná, Ronaldo Caiado (União), de Goiás, Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, Mauro Mendes (União Brasil ), de Mato Grosso, e Wilson Lima (União), do Amazonas.
Os quatro primeiros são cotados como presidenciáveis em 2026 diante do vácuo aberto pela inelegibilidade de Bolsonaro. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), também subiu no trio elétrico e discursou.
O batom foi um dos símbolos da manifestação, em uma referência à cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, condenada a 14 anos de prisão por pichar de batom a estátua “A Justiça” em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal), episódio explorado pelos bolsonaristas críticos às penas aplicadas aos envolvidos no 8 de janeiro. Diversas pessoas compareceram ao ato empunhando a maquiagem.
(Com informações de O Globo, Metrópoles, g1, Folhapress e Portal Terra)