
A presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) continua com Ednaldo Rodrigues, que foi reeleito nesta segunda-feira (24) por aclamação e ficará no comando da entidade até 2030. O resultado era previsto desde o ano passado, após Ednaldo ter ganho ações na Justiça que garantiram sua permanência no cargo. O mandatário não teve adversários e disputou como candidato único, contando com o apoio maciço de clubes (20 da Série A e 20 da Série B) e das 27 Federações Estaduais.
E a longevidade de Ednaldo no cargo pode ser maior ainda: a última mudança no Estatuto da CBF permitirá que Ednaldo concorra a uma nova reeleição ao final de seu próximo mandato. Caso vença, ele continuará até março de 2034. Rodrigues está no poder desde que assumiu “mandato-tampão” na Confederação com o afastamento do ex-presidente Rogério Caboclo, em 2021.
Posteriormente, ganhou sua primeira eleição em março de 2022, com mandato até março de 2026, e agora foi reeleito para seguir até 2030. Neste ano, Ronaldo Fenômeno ensaiou uma candidatura, mas acabou por desistir após não conseguir sequer ser recebido pelos clubes e federações, todos incondicionalmente fechados com a candidatura de Ednaldo.
O atual presidente, que assumiu após o afastamento de Rogério Caboclo, tem ligações fortes com o grupo de Marco Polo Del Nero, que presidiu a entidade e também deixou o cargo sob denúncias de irregularidades.
Veja os vices da gestão de Ednaldo Rodrigues:
- Reinaldo Carneiro Bastos (SP)
- Ednaílson Rosenha (AM)
- Roberto Góes (AP)
- Ricardo Lima (BA)
- Gustavo Oliveira (ES)
- Leomar Quintanilha (TO)
- Rubens Angelotti (SC)
- Gustavo Henrique (articulação da CBF em Brasília)
Cabe ressaltar que Leomar Quintanilha é o vice mais velho. Portanto, é ele que assume a presidência em caso de vacância. Também é importante salientar que nomes que outrora formaram forte oposição a Ednaldo, como Reinaldo Carneiro Bastos, agora fazem parte da situação.