
O presidente Lula assinou, nesta terça-feira (18), uma proposta de mudança significativa no Imposto de Renda (IR), que trará alívio financeiro para milhões de brasileiros. A nova regra prevê o total autorizado do IR para quem ganhar até R$ 5 mil por mês, a partir de 2026. E foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O texto ainda será tramitado no Congresso Nacional, onde poderá receber modificações e ajustes. Entenda o que está sendo proposto, quem será beneficiado e como o governo pretende compensar essa renúncia fiscal.
Atualmente, quem ganha até R$ 2.824 por mês está isento de pagar o Imposto de Renda. Esse valor representa um pouco menos de duas variações mínimas e, por muito tempo, não foi corrigido conforme a inflação, o que fez com que milhões de brasileiros que antes não pagavam imposto passassem a ter esse desconto em suas previsões.
Com a nova medida, a faixa de isenção será ampliada para R$ 5 mil, beneficiando cerca de 10 milhões de trabalhadores, totalizando 20 milhões de pessoas desde as mudanças de 2023 e 2024. Como fica:
. Quem recebe até R$ 5.000: total autorizado, economia anual de R$ 4.356,89
. Quem recebe R$ 5.500: desconto de 75%, economia anual de R$ 3.367,68
. Quem recebe R$ 6.000: desconto de 50%, economia anual de R$ 2.350,79
. Quem recebe R$ 6.500: desconto de 25%, economia anual de R$ 1.333,90
. Quem recebe acima de R$ 7.000: As alíquotas progressivas de 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%, permanecem conforme é hoje em dia, sem aumento.
A medida proporcionou um rompimento financeiro imediato para milhões de pessoas. Por exemplo:
. Um motorista que ganha R$ 3.650,66 por mês deixará de pagar R$ 1.058,71 de IR ao ano.
. Um professor com salário de R$ 4.867,77 economizará R$ 3.970,18 anualmente.
. Um autônomo que recebe R$ 5.450,00 ganhará em um ano mais R$ 3.202,50.
. Uma enfermeira com salário de R$ 6.260,00 terá uma economia anual de R$ 1.822,01.
A regra abrange assalariados, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS que se enquadram nessa faixa. O comunicado será imediato no bolso dessas pessoas, que poderão usar o dinheiro extra para consumo, poupança ou pagamento de dívidas.
Com isso, a partir de 2026, nove em cada dez brasileiros que atualmente pagam Imposto de Renda terão isenção total ou parcial, redução significativamente da carga tributária da classe média e dos trabalhadores de baixa renda.
“É a primeira reforma significativa da renda no país, porque mexe numa ferida social de longa data”, acrescentou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A última correção significativa da tabela de alíquotas o IRPF havia sido em 2015, ainda no governo de Dilma Rousseff. O Governo Federal, sob Lula, passou a aumentar o limite de isenção em 2023. E para 2026, apresenta a ao Congresso que quase dobra a faixa de isenção.”