
A ideia de Jair Bolsonaro era reunir um milhão de pessoas na praia de Copacabana na manhã de domingo para pedir a anistia aos golpistas de 8 de janeiro – e, por tabela, a própria –, reafirmar seu domínio sobre a direita e inserir o “Fora Lula” na pauta. O resultado ficou longe do planejado: segunda análise ( integral ) do grupo de pesquisa Monitor do Debate Político do Meio Digital, parceria da USP com a ONG Mais em Comum, somente 18,3 mil pessoas compareceram.
Isso não impediu que o ex-presidente falasse por 40 minutos, afirmando que, “mesmo preso ou morto”, continue sendo um “problema” para o Supremo Tribunal Federal (STF), apelando por anistia, embora negue ter participado da tentativa de golpe em 2022. (Globo)
Durante o ato, Bolsonaro reafirmou que será candidato à presidência em 2026, embora esteja inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, e se defenda da acusação de golpe, da qual poderá se tornar réu ainda neste mês. Disse também ter apoio da Câmara para aprovar a anistia. “Há poucos dias, tinha um velho problema e resolveu, com o (Gilberto) Kassab em São Paulo. Ele está ao nosso lado com a sua bancada para aprovar a anistia em Brasília”, disse.
“O que eles querem é uma condenação. Se é 17 anos para as pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim. Não vou sair do Brasil”, disse em seu discurso em um ato pela anistia aos golpistas do 8 de Janeiro realizado em Copacabana. O “Fora Lula” ficou em segundo plano, com a frase aparecendo em algumas bandeiras vendidas por ambulantes. (g1)
Os governadores Tarcísio de Freitas, de São Paulo, Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, ambos do PL, também discursaram. “Qual a razão de afastar Jair Bolsonaro das urnas? É medo de perder a eleição, e eles sabem que vão perder?”, disse Tarcísio . “Estamos aqui para lutar e exigir anistia de inocentes que receberam penas.” Também marcaram a presença dos governadores de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e do Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), além de ao menos nove senadores e 43 deputados federais. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não foi ao ato por estar se recuperando de um procedimento estético. (Folha e UOL)