POR GERSON NOGUEIRA
“Little Queenie” (Pequena Rainha), clássico de Chuck Berry, personifica uma espécie de ritual pulsante da rebeldia juvenil dos anos 50. A letra trata da emoção e da ansiedade de um jovem ao se deparar com uma garota atraente, descrita como deslumbrante – “lookin’ like a model on the cover of a magazine” (ela se parece com uma modelo na capa de uma revista).
Neste registro ao vivo de 1997, em Chicago (EUA), ainda com Charlie Watts em cena, os Stones reverenciam Berry e atestam que a energia juvenil da canção é atemporal. Fãs de Berry, Jagger e Richards gravaram um instigante cover da canção no início da carreira da banda. Além dos Stones, outros artistas de diferentes gênero regravaram “Little Queenie” ao longo do tempo.

Em termos rítmicos, “Little Queenie” é um rockão típico de Chuck Berry, com a pegada forte e dançante de sempre. A provocante repetição do refrão “Go, go, go, little queenie” reforça a urgência e a excitação do momento, incentivando a garota a aproveitar a dança.
Com o estilo cru de cantar e tocar, Chuck Berry, um dos pais do rock’n’roll, consegue capturar brilhantemente a essência contagiante da adolescência, fazendo de “Little Queenie” uma ode à juventude e à alegria de viver, pedras fundamentais do rock.
Trecho inicial da letra:
Eu tenho nódulos na garganta
Quando eu a vi vindo até o altar
Eu tenho o agito em meus joelhos
Quando ela olhou para mim e sorriu docemente
Bem, lá está ela novamente
Suplente pela máquina de música
Bem, ela se parece com uma modelo
Na capa de uma revista
Mas ela é muito bonita
Para ter um pouco mais que dezessete anos