Rock na madrugada – Rolling Stones, “Hand of Fate”

POR GERSON NOGUEIRA

Caso alguém pretenda homenagear Mr. Richards, nobre aniversariante da semana, pelo inestimável legado ao rock’n’roll não precisa ser repetitivo e mandar tocar a manjada “Satisfaction”. Melhor mesmo é ressaltar a genialidade do guitarrista nas versões ao vivo, centenas delas, deste clássico stoneano subestimado até pelos fãs mais empedernidos: “Hand of Fate” (A Mão do Destino), aqui em seu melhor registro ao vivo, na taverna El Mocambo, em Toronto (Canadá), idos de 1977.

A canção é uma joia do álbum Black and Blue e teve o craque Wayne Perkins colaborando com Keith, assumindo a persona de um Rolling Stone por um punhado de minutos. O resultado em disco é sensacional, mas ao vivo a música ganha contornos ainda mais empolgantes, como no show do El Mocambo. Não precisa dizer que “Hand of Fate” é uma das preferidas deste blogueiro – não apenas no repertório dos Stones, mas no rock de maneira geral.

Aqui no segundo vídeo uma versão mais moderna e não menos afiada. Keith Richards à frente, conseguindo extrair o melhor de Ron Wood, descolando solos perfeitos. A Mão do Destino a que a música se refere estava sobre o próprio Keith quando a música foi composta. Ele esperava julgamento por porte de drogas e corria o risco real de pegar prisão perpétua.

Trecho inicial da letra:

A mão do destino está sobre mim agora
Ele me pegou de jeito e me derrubou
Estou em fuga, sujeito à prisão
A mão do destino está pesada agora
Matei um homem, preso à estrada
A roda da fortuna continua a girar

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