Militares golpistas receberam mais de R$ 2 milhões em indenizações com ajuda de Bolsonaro

Mário Fernandes, preso por supostamente ter elaborado o plano para assassinar Lula, está entre os beneficiados

Da Revista Fórum

Militares de alta patente indiciados pela Polícia Federal (PF) por tentativa de golpe de Estado receberam indenizações consideráveis com a ajuda de Jair Bolsonaro. Segundo dados do Portal da Transparência divulgados neste domingo pela coluna de Lauro Jardim, no jornal “O Globo”, militares da ativa foram beneficiados com mais de R$ 2 milhões após o ex-presidente alterar regras de aposentadoria. Ao menos 5 militares da trama golpista ganharam muito dinheiro nos últimos anos com as mudanças. 

O general Mário Fernandes, preso recentemente pela PF por supostamente ter elaborado o plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu R$ 421,9 mil em indenizações. Foram R$ 262,4 mil pagos ao militar em agosto de 2020 por ele ter ido para a reserva e R$ 159,5 mil, em junho de 2021, em verbas indenizatórias.

O almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha que também foi indiciado por tentativa de golpe de Estado, por sua vez, recebeu, ao todo, R$ 364,3 mil em verbas indenizatórias no processo de sair da ativa e ir para a reserva. 

Já o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro na eleição de 2022, R$ recebeu 926 mil em indenizações, salários e férias não gozadas. Braga Netto teria sido, segundo a PF, o responsável por aprovar o plano golpista de assassinar autoridades. 

Confira abaixo outros militares envolvidos na trama golpista que receberam indenizações e os valores: 

  • General Paulo Sérgio de Nogueira de Oliveira, ex-ministro da Defesa de Bolsonaro: R$ 300 mil 
  • General Estevam Theophilo Gaspar: R$ 776,3 mil
  • Coronel Cleverson Magalhães: R$ 288,8 mil
  • Carlos Giovani Pasini: R$ 222,6 mil 

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