
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu neste domingo (17), no Rio de Janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O tema central da reunião foi o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, segundo o presidente.
“Mais uma boa reunião com @vonderleyen, presidenta da Comissão Europeia. Agradeço à adesão da União Europeia à Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza. Demos continuidade às conversas sobre os esforços para o acordo entre Mercosul e União Europeia”, disse Lula em postagem na rede social X.
Von der Leyen exaltou a liderança de Lula e a iniciativa para erradicar a fome. “Obrigada pela sua liderança, @LulaOficial. O mundo precisava ser reunido. Você conseguiu fazer isso no Rio. A Europa apoia totalmente a sua Aliança Global contra a fome e a pobreza. Também discutimos a UE-Mercosul. Um acordo de grande importância econômica e estratégica”, disse Von der Leyen no X.
Participaram da reunião o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o assessor especial do presidente Lula, Celso Amorim, e o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento e Indústria, Márcio Elias Rosa. (Do Brasil247)
TAXAÇÃO DE GRANDES FORTUNAS
Em uma vitória da diplomacia brasileira e do governo Lula, o primeiro dia da cúpula de chefes de Estado do G20, no Rio de Janeiro, terminou com a aprovação de uma declaração final consensual. Após semanas de negociação, o texto finalizado na madrugada de domingo foi aceito com poucas mudanças. Havia divergências em relação à taxação de grandes fortunas e a abordagem das guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, por exemplo. A saída, nesse caso, foi citar os conflitos e a crise humanitária sem condenar Israel e Rússia.
“Destacamos o sofrimento humano e os impactos negativos adicionais da guerra no que diz respeito à segurança alimentar e energética global, às cadeias de abastecimento, à estabilidade macrofinanceira, à inflação e ao crescimento”, diz o texto final, que também defende cessar-fogo em Gaza pela “situação humanitária catastrófica” e a necessidade urgente de expandir o fluxo de ajuda humanitária. (Estadão)