Bomba explode e mata bolsonarista de Santa Catarina após tentativa de ataque ao STF

O carro que explodiu na Praça dos Três Poderes na noite desta quarta-feira, 13, pertencia a Francisco Wanderley Luiz, natural de Santa Catarina. Uma hora antes da explosão, ele fez uma publicação nas redes sociais com ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos presidentes das duas Casas do Congresso Nacional.

Em seu perfil no Facebook, Luiz reproduzia teorias conspiratórias anticomunistas como o QAnon, populares na extrema direita americana. Em 2020, Luiz foi candidato a vereador em Rio do Sul (SC) pelo PL, partido hoje do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A série de explosões na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF), mobilizou forças de segurança e autoridades do governo. Segundo a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, o responsável pelo ataque tentou invadir o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) logo após a primeira explosão, mas foi impedido. “Logo após a explosão, ele tentou entrar, mas não conseguiu”, informou Celina em coletiva de imprensa.

O ataque consistiu em duas explosões com um intervalo de cerca de 20 segundos, e o suspeito morreu no local. Seu corpo, que foi encontrado junto a artefatos explosivos, permaneceu em frente ao STF enquanto a equipe antibombas realizava uma varredura. As investigações buscam identificar o suspeito e entender suas motivações. A primeira hipótese, segundo a vice-governadora, é de que se trate de um “lobo solitário” em uma ação suicida.

O STF, em nota oficial, relatou que “dois fortes estrondos foram ouvidos” após o término da sessão, e por segurança, ministros, servidores e demais colaboradores foram evacuados do prédio. “A Segurança do STF colabora com as autoridades policiais do DF”, acrescentou o comunicado.

ALVOS POLÍTICOS

O homem que morreu após jogar uma bomba no STF, Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, postou em suas redes sociais uma mensagem em que anuncia o ataque que iria cometer. Em comentário a uma mensagem no Facebook, Francisco Wanderley menciona a data e horário, 13 de novembro, de um “grande acontecimento”.

Francisco Wanderley Luiz usava o codinome Tiu França nas redes sociais. Foi candidato a vereador pelo PL em Rio do Sul (SC) em 2020, mas não conseguiu se eleger. Bolsonarista, Francisco escrevia mensagens sugerindo um ataque com bombas contra alvos políticos que ele chama de “comunistas de merda”.

“Vamos jogar??? Polícia Federal, vocês têm 72 horas para desarmar a bomba que está na casa dos comunistas de merda”, diz um dos textos reproduzidos em prints de mensagens de WhatsApp enviadas para ele mesmo.

Francisco Wanderley também postou em suas redes uma foto no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) e escreveu que “deixaram a raposa entrar no galinheiro”. Ele também afirma: “’vocês’ foram ‘avisados’”.

Em outro print, ele escreve: “Cuidado ao abrir gavetas, armários, estantes, depósito de materiais etc. Início: 17h48 do dia 13/11/2024. O jogo acaba dia 16/11/2024. Boa sorte!”.

VESTIDO DE CORINGA

O carro de Francisco Wanderley Luiz, com placa de Santa Catarina, que explodiu na Praça dos Três Poderes na noite desta quarta-feira (13) foi encontrado com artefatos explosivos e tijolos no porta-malas.

Francisco morreu após arremessar um explosivo na estátua da Justiça, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele teria jogado duas bombas, mas foi atingido por uma delas.

O bolsonarista perpetrou o ataque ao STF vestido com um terno os símbolos dos naipes de baralho, num alusão ao vilão Coringa, adversário do Batman.

(Com informações do ICL Notícias, O Globo e g1)

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