
POR GERSON NOGUEIRA
Para um time que explora muito o avanço dos alas, a recuperação de Bryan Borges, lateral polivalente, foi um achado para o sistema utilizado por Márcio Fernandes desde que assumiu o comando do PSC. A participação dos homens de lado é uma das bases de sustentação da equipe, responsável pelas cinco vitórias obtidas até agora e que estão garantindo a permanência na Série B.
Bryan, Edilson e Kevyn têm sido peças fundamentais nesse processo, juntando-se a Borasi, Paulinho Boia, Jean Dias (foto) e Esli García, este último de presença bem menos frequente. Com dobras afiadas pelos lados, aliando velocidade e habilidade, o PSC tem conseguido superar adversários que têm o mesmo porte e a mesma dose de ambição.
Caso dependesse do jogo sustentado nas ações pelo meio, a equipe dificilmente teria alcançado os resultados necessários para alcançar os 43 pontos atuais. É bom lembrar que, quando Márcio substituiu Hélio dos Anjos, o PSC estava há nove rodadas sem vencer.
Há mérito, portanto, no trabalho do novo técnico. Teve o discernimento de observar que não podia depender de um centroavante para ganhar os jogos. Nicolas não atravessa boa fase, inseguro nas finalizações e pouco efetivo como parte da estrutura ofensiva. Ruan Ribeiro até tem atuado bem, mas o fato é que o PSC de Márcio abraçou o jogo pelas pontas como melhor estratégia para chegar ao gol.
Como se vê, nada de novo sob o sol. Explorar os lados do campo será sempre o atalho ideal para golpear adversários. Todos os mestres do ofício ensinam isso, de Aimoré Moreira a Telê Santana.
A questão é que, apesar de a lição ser conhecida há décadas, de vez em quando aparece alguém disposto a reinventar a roda, complicando as coisas. É claro que a situação favorável na tabela decorre dos resultados obtidos com atuações seguras e boa dose de comprometimento.
Afinal, o futebol se tornou profissional ao extremo, mas ainda é movido por uma estranha e maravilhosa conexão com o primitivo, fator muitas vezes decisivo em competições tão equilibradas. Raça, gana, suor e esforço não fazem mal a ninguém. Pelo contrário, ajudam muito.
Existem alguns pontos dignos de crítica no PSC atual, mas o importante é entender que a nova gestão do futebol chegou à Curuzu com a missão precípua de salvar a temporada, evitando o rebaixamento, que chegou a ser uma ameaça real até a 30ª rodada. Isso é o que importa. O jogo desta segunda-feira, contra o Brusque, vai garantir o cumprimento da missão. (Foto: Jorge Luís Totti/Ascom PSC)
Bola na Torre
O programa começa às 22h, na RBATV, com apresentação de Guilherme Guerreiro e participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Em pauta, a expectativa para o jogo PSC x Brusque, pela Série B, e o planejamento do Remo para a próxima temporada. A edição é de Lourdes Cezar e Lino Machado.
Favoritismo difícil de ser quebrado
Com dois gols de vantagem na decisão, o Flamengo entra na Arena MRV neste domingo como favorito para decidir o título da Copa do Brasil. Não é um favoritismo qualquer. Começar uma final vencendo por 3 a 1 é um tremendo trunfo, pois permite executar a melhor estratégia e obriga o oponente a agir de forma mais previsível.
O Atlético-MG, precisando reduzir a diferença de gols, terá que obrigatoriamente partir para o ataque desde os primeiros minutos, expondo-se às investidas do Flamengo em contragolpe. Nos últimos dias, ficou praticamente definido que Alan Kardec (autor do gol no Rio) deverá se juntar a Hulk e Paulinho no ataque.
O time de Gabriel Milito tem no meio-campo um ponto destacado, tanto para bloquear a passagem dos atacantes adversários como para robustecer a preparação de ataques a partir da utilização de homens de lado, como Scarpa e Arana, para municiar a linha de frente.
Já o Flamengo de Filipe Luís usa a intensidade e a aceleração para se diferenciar do time atrapalhado dos tempos de Tite. Com Gerson e Arrascaeta insinuando-se pelo meio, o ataque vai depender da inspiração de Gabriel Barbosa em momentos decisivos.
Belém hospeda a Seleção a partir deste domingo
Parte dos jogadores da Seleção Brasileira chega neste domingo a Belém, para iniciar treinamentos para o jogo contra a Venezuela, pelas Eliminatórias Sul-Americanas, no próximo dia 14.
Dorival Júnior e a comissão técnica comandam treino já na segunda-feira, no estádio Mangueirão, com expectativa de que seja concedida uma janela para que a imprensa acompanhe 15 minutos da prática.
O grupo só deve estar completo na terça-feira, 12, com a chegada de atletas que disputam competições europeias, como Rodrygo e Vinícius Jr.
Até sexta-feira, a CBF não havia informado sobre treinos abertos para a torcida de Belém, como havia pedido o governador Helder Barbalho em conversa com o presidente Ednaldo Rodrigues.
Em 4º lugar na classificação, o Brasil tem a chance de chegar à terceira posição nas Eliminatórias, caso consiga superar a seleção venezuela, em Maturin. Belém costuma dar sorte ao escrete. Que seja assim novamente.
(Coluna publicada na edição do Bola deste sábado/domingo, 09/10)
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