AGU cobra punição a Tarcísio de Freitas, que cometeu crime eleitoral no dia do 2º turno

O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou neste domingo (27) que o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), precisa ser punido após fazer uma acusação sem provas e associar o candidato a prefeito da capital paulista Guilherme (Psol) à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

“A declaração do Governador Tarcísio em relação a Boulos compromete os princípios republicanos que deveriam guiar o processo eleitoral. Tal comportamento não pode ser ignorado pelas autoridades competentes, principalmente no que tange à preservação da integridade das eleições”, escreveu.

O governador, que apoia o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que membros do PCC teriam orientado voto no psolista.

PRERROGATIVAS VAI INTERPELAR

O grupo jurídico Prerrogativas anunciou a intenção de interpelar criminalmente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em virtude das declarações feitas por ele que associam a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) ao deputado federal e candidato à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (Psol). Durante uma coletiva neste domingo (27), Tarcísio afirmou que a facção criminosa teria orientado o voto em Boulos.

“É extremamente irresponsável e leviana a declaração dele, ainda num momento em que as urnas estão abertas. É gravíssimo, ele é governador do estado. Isso mostra para a população o quanto ele e Jair Bolsonaro de fato são parecidos”, afirmou o advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do grupo, segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo. 

“O que ele [Tarcísio] esconde é a relação de alguns membros do governo dele e do candidato que ele apoia [Nunes] com o PCC”, completou em referência às investigações sobre a atuação da facção criminosa no sistema de ônibus da capital paulista. 

Carvalho também destacou que Tarcísio deveria se esforçar para se distanciar das práticas associadas a Jair Bolsonaro (PL), argumentando que o governador reproduz métodos característicos do ex-mandatário. 

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