Por André Forastieri
André Barcinski lembra no vídeo acima quando armou pro Joey Ramone ir discotecar ao vivo na rádio Brasil 2000. Fomos junto.
Foi outro dia mesmo, 33 anos atrás. Dois de maio de mil novecentos e noventa e um. Caramba, a gente é amigo faz muito tempo. Uma vida.
O Barça sempre cheio de iniciativa. E sempre levando a gente junto. Agora tá trazendo o Sleaford Mods. Já comprou ingresso, né? E depois tem Mudhoney.
Hei, você acompanha o canal de YouTube e você já assina o site de jornalismo cultural dele, certo? André acaba de relançar com novidades. Mais de 600 textos no arquivo, mais de 200 horas de cursos e palestras, só pra apoiadores.
Um detalhe legal que ele lembrou: depois do show no Dama Xoc, fomos Barça, minha mulher, eu e nosso amigo Baia, Ronaldo Masciarelli, pegar o Joey no hotel, centrão de São Paulo.
Chegamos no Hilton, fomos lá na recepção perguntar dele. Telefone toca e toca, ninguém atende. Pensamos ih, miou a discotecagem, não é hoje que conheceremos nosso ídolo.
Joey tava ali sentadinho no sofá ao lado da entrada esperando a gente. Sozinho, disponível, só um cara pronto para ir pra madrugada paulistana com uns caras que nunca tinha visto na vida. E depois de fazer um puta de um show.
Foi emocionante e relax. Ele tocou trocentas músicas e contou causos sem fim. Selecionou canções acervo da rádio e de discos que nós mesmo levamos, o camarada Renato Yada também. E assim fomos, madrugada afora até umas cinco da matina, tomando cerveja, ele café velho da tarde anterior.
Escrevi na época uma matéria sobre essa aventura pra “Bizz”. Amanhã posto aqui, junto com a lista das músicas que ele tocou e uma playlist pra você ouvir.
Não temos uma foto daquela noite. A desculpa é que na época a gente não tava nem aí com foto. Mas o Barcinski tinha sido fotógrafo e não tem essa desculpa não.
Melhor assim, melhor sem celular, ficamos só ali ouvindo Joey. Jogando conversa fora e ouvindo rock. Como Barça e eu continuamos fazendo no nosso podcast ABFP, com o Paulão e o Djeff e um novo amigo a cada quinzena.
É pra isso que a gente reencontra velhos amigos, bons sons, belas memórias – pra rejuvenescer.

Deixe uma resposta