Por Luis Nassif, no X
Antes de ontem, uma enxurrada de palpites manchetados sobre a posição de Lula-Itamarati em relação à Venezuela. Todos críticos e todos com o mesmo bordão. Nem se deram conta que as eleições atuais decorreram de um acordo, mediado por Celso Amorim, para garantir eleições livres no país. Aí Biden entra em contato, México e Colômbia assinam um comunicado com o Brasil, a chancelaria argentina recorre à brasileira, depois que foi expulsa de Caracas, e envia uma nota de agradecimento.
Aí, todas as notícias sobre o tema somem da home de O Globo. Ontem, bons comentaristas da Globonews ressaltavam o sucesso da diplomacia brasileira e um diplomata aposentado me indagava: o que será que os colunistas de O Globo dirão amanhã? Mirian Leitão disse: “Efeito colateral do radicalismo de Nicolás Maduro é ter permitido um bom momento entre Lula e Milei”.
Ou seja, a medida nasceu do nada, como um bebê de Rosemary. Não se admite que foi fruto do trabalho diplomático do país, de se colocar como mediador, sem tomar lado. Qual o problema de elogiar o que Lula faz de certo, e criticar o que faz de errado?