POR GERSON NOGUEIRA
O Remo esteve perto de obter a vitória contra a invicta Ferroviária de Araraquara, anteontem, em Mirassol (SP). Controlou o jogo no primeiro tempo, fez o gol com Paulinho Curuá e parecia melhor estruturado que o adversário. Bastou, porém, um apagão de 5 minutos para a casa azulina cair novamente. Mais ou menos como havia ocorrido contra o ABC, em Natal.
Dois erros primários permitiram à Ferroviária virar o placar quase na reta final do jogo. No primeiro lance, cinco defensores azulinos estavam na área e não conseguiram marcar a bola cruzada e depois cabeceada para a finalização do centroavante Carlão, livre no segundo pau.

No segundo gol, a bola lançada para Fernandinho não foi interceptada pelo zagueiro Rafael Castro. Ele tentou dominar e recuar para o goleiro, mas acabou deixando passar para o avanço do atacante e a finalização certeira. Um corte de cabeça seria suficiente para desfazer o perigo.
Falhas irrecuperáveis porque o jogo era decisivo para as pretensões do Remo na classificação. Em caso de vitória, o time alcançaria a 7ª colocação, posicionando-se pela primeira vez no G8. Com a derrota, o 10 lugar foi mantido, mas sob perseguição de outros concorrentes (Náutico e ABC, ambos com 16 pontos também).
O fato é que o setor defensivo do Remo tem oscilado muito na competição. São 20 gols sofridos, 13 deles no 2º tempo das partidas. Nem a boa fase iniciada com Rodrigo Santana deteve esse índice negativo. E não se pode dizer que a origem da deficiência está no sistema 3-4-3 ou nos jogadores que ocupam a última linha.
A movimentação da segunda linha, com quatro jogadores, tem se mostrado falha, principalmente na etapa final, quando o desgaste físico é maior. A queda de rendimento era flagrante nos primeiros compromissos do Remo na Série C. O problema foi atacado e o time parecia ter vencido essa etapa.
As derrotas para ABC e Ferroviária mostram que a situação compromete o desempenho da equipe. Junte-se a isso as más escolhas do técnico Rodrigo Santana nas substituições. Na segunda-feira, ele demorou a mexer num time visivelmente acuado, aceitando a pressão contínua do adversário.
Ronald entrou e passou a correr pelo lado esquerdo, o que podia vir a ser um escape interessante nos contra-ataques. O problema é que, logo depois, com o placar já desfavorável, ele lançou Cachoeira também na esquerda, embolando as coisas com Ronald.
Demorou a mexer no ataque, onde Ytalo pouco produzia e não segurava os zagueiros. Segurou Helder por muito tempo e não percebeu que Jaderson estava esgotado, correndo pelo meio e pela direita. O melhor jogador do time deve ser preservado a partir do posicionamento em campo.
Restam agora seis rodadas e o Remo, caso ambicione a classificação, precisa vencer os três confrontos em casa e pelo menos um fora, nesse caso torcendo para que o limite de 28 pontos permita avançar na competição. Ficou muito mais difícil, mas ainda é possível.
Racismo argentino será denunciado à Fifa
A Federação Francesa de Futebol decidiu recorrer à Fifa e à Associação de Futebol da Argentina para punir os jogadores argentinos que cantaram músicas com versos racistas dirigidos a atletas da seleção francesa, em live realizada na madrugada de festejos pelo título da Copa América, na última segunda-feira (15).
O vídeo, feito dentro do ônibus da seleção argentina, foi transmitido no perfil do Instagram do meia Enzo Fernandes, e logo foi replicado nas demais redes sociais. “Jogam pela França, mas vêm de Angola (…), seu pai é cambojano, mas seu passaporte é francês”, cantaram festivamente os campeões da América.
A música foi criada pela torcida argentina durante a Copa do Mundo de 2022, no Qatar, com insultos aos atletas negros da seleção francesa. Nas ruas de Doha, as hordas de torcedores entoaram a música sem nenhum pudor. Nos estádios, principalmente na final com a França, a cantoria foi maior ainda. A Fifa, como sempre, fingiu não ver.
A gravidade da letra vai motivar uma queixa judicial da França à Fifa, segundo comunicado oficial da federação. Philippe Diallo, presidente da FFF, condenou “os inaceitáveis comentários racistas e discriminatórios” proferidos pelos atletas argentinos. O dirigente considerou as letras “insultuosas, de natureza racista e discriminatória”.
Não é a primeira vez que os argentinos demonstram orgulhosamente sua inclinação racista. Os brasileiros são agredidos sistematicamente, inclusive na mídia esportiva de Buenos Aires, como naquele dia em que a manchete do Diário Olé se referiu a jogadores da seleção canarinha como “macaquitos”.
Paraenses brilham no campeonato nacional de karatê
Oito atletas conquistaram 22 medalhas, em diversas categorias, no IX Campeonato Nacional de Karatê, realizado na cidade de Cascavel (PR), de 9 a 13 de julho. Um desempenho que garantiu a classificação para o Campeonato Mundial, previsto para novembro, no Peru. A delegação teve o apoio da Secretaria Estadual de Esporte e Lazer (Seel).
“Para os meus filhos, a participação nesse campeonato foi uma experiência maravilhosa, agregando muito aprendizado na vida deles. Eles treinaram e se preparam muito para garantir esses resultados, que foram muito gratificantes”, contou Raphaela Vilarinho, mãe dos atletas Matheus e Milena Vilarinho de Oliveira.
A mãe dos medalhistas disse ainda que a participação na competição foi um desafio, porque os atletas sofreram muito com as baixas temperaturas.
Outro atleta que subiu ao pódio na competição de Karatê Tradicional foi Tarso Arruda Chaves, na categoria Faixa Marrom, conquistando seis medalhas. Atletas e pais destacaram a importância do trabalho desenvolvido pela Seel no incentivo aos atletas.
(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 17)