FPF celebra Parazão renovado

POR GERSON NOGUEIRA

Mensagem do presidente da FPF, Ricardo Gluck Paul, celebra os resultados e números do Campeonato Paraense de 2024, finalizado no domingo com a conquista do título máximo pelo PSC. “Além dos números esportivos, obtivemos recorde de arrecadação (R$ 9 milhões) e patrocínios (R$ 2 milhões). Quase 300 mil pagantes, com média de 4.910 pagantes por jogo e o maior público registrando a marca de 48.180 torcedores. Sem dúvida alguma, uma temporada extraordinária!”, afirma o dirigente.

A FPF destaca ainda a criação e realização de mais duas competições inéditas, que fizeram do certame estadual uma espécie de 3×1: Supercopa Grão Pará, Copa Grão Pará e Estadual. A Supercopa e a Copa são apêndices do Estadual e ampliaram o acesso a taças. E, no caso da Copa Grão Pará, o direito a disputar a Copa do Brasil 2025.

Ideias excelentes que fizeram a diferença, de fato, na competição deste ano. Ricardo Gluck Paul menciona ainda outro fato inédito em campeonatos estaduais: todos os presidentes dos clubes participantes, com exceção dos finalistas PSC (campeão) e Remo (vice), participaram da entrega das medalhas, vestindo a camisa de seus próprios clubes e parabenizando o campeão.

“Esse gesto de urbanidade, além de reforçar a liderança da federação, transmite uma poderosa mensagem de camaradagem e respeito mútuo. Mostrou que, apesar de serem rivais no campo, são parceiros fora dele e a importância dessa união. Foi um momento extraordinário que trouxe alegria e um pouco de informalidade ao evento, mas que, ao mesmo tempo, reforçou importantes valores para todos nós do esporte”, afirma o presidente. A mensagem acompanha um relatório minucioso e repleto de estatísticas sobre a competição.

A acrescentar apenas a preocupação, que deve ser de todos, FPF principalmente, com o caráter estadual do campeonato. A inversão de mando, aprovada pelo conselho técnico, põe em risco essa condição, batendo de frente com os objetivos do principal patrocinador e investidor do Parazão, o Governo do Estado.   

Seleção oficial premia atletas de quatro times

Marcelo Rangel (Remo); Bruno Limão (Águia), Lucas Maia (PSC), Wanderson (PSC) e Wesley (Tuna); Biel (PSC), Germano (Tuna), Jaderson (Remo) e Junior Dindê (Águia); Chula (Tuna) e Nicolas (PSC). Técnico: Hélio dos Anjos.

A escolha dos melhores do campeonato, anunciada ontem na festa de encerramento da competição, faz justiça aos principais destaques da competição. Como toda lista, porém, está sempre sujeita a reparos.

Na seleção da coluna, o goleiro seria Gustavo (São Francisco). Na lateral direita, Thalys (Remo). Na lateral esquerda, Bryan Borges (PSC) e no ataque, ao lado de Nicolas, Braga (Águia).

De maneira geral, a seleção honra os times eleitos durante cada rodada, o que dá ainda mais seriedade à escolha. A prática de eleger os melhores de cada rodada – com a participação de jornalistas – deve ser aplaudida e aperfeiçoada.

Série A começa e arbitragens já estão na berlinda

O futebol tem um quê de surreal nas emoções que desperta. Bráulio da Silva Machado, o árbitro atrapalhado (para dizer o mínimo) do primeiro Re-Pa da decisão do Parazão, apitou Vitória x Palmeiras pela rodada de abertura do Campeonato Brasileiro e arrancou entusiasmados elogios do normalmente ranheta técnico Abel Ferreira.

Ao final do jogo, vencido pelo Palmeiras, o treinador fez questão de enaltecer a arbitragem: “Queria dar os parabéns à equipe de arbitragem, ao Bráulio, ao Caio, ao Alexandre e ao Thiago. Tiveram muito bem neste primeiro jogo, não podia passar em branco”. Algo espantoso, levando em conta o histórico de diatribes de Abel em relação a árbitros.

Talvez a vitória obtida no estádio Barradão tenha influenciado na análise que o português fez da atuação do polêmico Bráulio. “Poucas faltas marcadas, deixaram o jogo ser jogado em um gramado difícil. É assim que tem que ser, mais tempo de jogo, menos falta e mais dinâmica, mais tempo de jogo. É isso que nós queremos”, observou Abel.

Estaria tudo bem se os elogios de Abel pudessem ser estendidos aos demais confrontos da Série A, quase todos marcados por erros graves de arbitragem. No confronto Vasco x Grêmio, um pênalti claro deixou de ser marcado para os gaúchos. Em Goiânia, o Atlético foi impiedosamente operado diante do Flamengo, o que não é exatamente novidade.

Antes dos 15 minutos, o árbitro já tinha expulsado um zagueiro e o técnico Jair Ventura do Atlético. Depois, anulou um gol legítimo do rubro-negro goiano e, no minuto final, arrumou um pênalti (com nova expulsão), que deu a vitória ao Fla.

Para coroar o festival de absurdos, o Corinthians saiu de campo reclamando do árbitro, que havia expulsado um jogador do Atlético-MG em lance duvidoso e ainda ignorou a entrada criminosa do notório Fagner no primeiro tempo. O técnico corintiano foi peitar o árbitro, revoltado, e tomou cartão vermelho. Devia ter ido agradecer.

Tudo isso aconteceu sem deixar qualquer esperança de melhorias. Não há sinal de evolução da arbitragem e – pior – aumentam as evidências de resultados estranhos. E, por enquanto, o grande vilão é John Textor, que ousou dizer que há um sistema corrupto e corruptor no futebol brasileiro.

Cômico é o posicionamento da mídia esportiva diante da evidência de que há algo de podre no reino da arbitragem. Insistem com a ladainha de que são erros aceitáveis, desprovidos de má fé. Então, tá…

(Coluna publicada na edição do Bola desta terça-feira, 16)

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