Ex-PM que matou torcedor no Mangueirão se entrega após se livrar do flagrante

Policial da reserva foi preso pela autoria do disparo que matou torcedor durante uma briga entre torcidas organizadas do Remo, no estacionamento do Mangueirão, no último domingo, 7

Foi preso nesta terça-feira, 9, o policial militar da reserva Cristóvão Augusto Alcântara Evangelista, suspeito de atirar e matar o torcedor Paulo Alexandre Silva. O crime ocorreu durante uma briga entre torcidas organizadas do Clube do Remo, logo após o clássico Re-Pa válido pela decisão do Campeonato Paraense 2024, no último domingo, 7.

A prisão temporária realizada pela Delegacia de Proteção ao Torcedor e de Grandes Eventos (DPTGE) foi expedida pela 1ª Vara de Inquéritos de Medidas Cautelares, após investigações da Polícia Civil, que analisaram as imagens da câmeras de segurança e ouviu depoimentos apontando o sargento como o autor do disparo que matou o torcedor. O ex-PM se apresentou à delegacia, dois dias depois do homicídio.

“A partir de agora, nós iremos pegar todas as provas produzidas e ouvir também o investigado para que ele possa esclarecer alguns pontos que são necessários para elucidação do crime e do próprio inquérito policial, com isso a gente possa concluir o caso e encaminhar à Justiça”, destacou o secretário de Segurança Pública, Ualame Machado. “Após os fatos, a Polícia Civil agiu rapidamente na identificação do suspeito, trazendo uma rápida resposta à sociedade”, informou o delegado-geral, Walter Resende.

Relembre o caso – No último domingo, 7, ao final da partida entre Remo e Paysandu, pelo Campeonato Paraense 2024, um tumulto se formou no estacionamento do Estádio Olímpico Jornalista Edgar Proença, o Mangueirão, envolvendo torcidas organizadas do Clube do Remo. Nesse momento, disparos de arma de fogo foram feitos pelo ex-PM Cristóvão Evangelista, vindo a atingir mortalmente o torcedor Paulo Alexandre, de 29 anos.

Seis torcidas organizadas foram punidas preventivamente, sendo proibidas de comparecer aos próximos seis jogos de Remo e Paysandu em Belém. A decisão foi tomada durante uma reunião do Conselho de Segurança Pública, nesta segunda-feira, 8.

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