“Deixe-me fazer uma pergunta
Seu dinheiro é tão bom?
Isso vai te comprar perdão?
Você acha que poderia?
Eu acho que você vai encontrar
Quando sua morte cobra seu preço
Todo o dinheiro que você ganhou
Nunca comprará de volta sua alma”.
Tão poderosa quanto a letra pacifista de Masters of War é a presença de Mick Taylor nesta apresentação (de julho de 1984, no estádio de Wembley) e ao longo de toda a turnê que reapresentou Bob Dylan ao mundo. E o bardo se cercou de um timaço – Mick Taylor (guitarra), Collin Allen (bateria), Ian McLagen (piano) e Greg Sutton (baixo). Produção de Glyn Johns.
Os afiados solos do jovem Mick Taylor, que havia deixado os Rolling Stones, tornaram a excursão europeia ainda mais consagradora pelo surpreendente entrosamento dele com Bob Dylan.
Masters of War é de 1963 quando Dylan namorava Suze Rotolo e alternava canções poéticas com comentários ácidos sobre a indústria armamentista norte-americana em plena Guerra Fria. O poeta diz que os mestres da guerra se escondiam em suas mesas de trabalho, mas era possível vê-los “através de suas máscaras”. Era um tempo em que o rock se levava a sério.
Assim como fez em Girl From North Country, Boots of Spanish Leather e Blowin’ in the Wind Dylan tomou emprestado a melodia de uma canção tradicional. Em Masters of War a música de referência é a inglesa Nottamus Town.