Oscar embarca em canoa furada ao premiar ‘Tudo em Todo o Lugar’

Problema do filme, que levou sete estatuetas, é jogar o espectador num faz de conta aborrecidíssimo do multiverso

Por Inácio Araújo, na Folha SP

O melhor de “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” é o princípio —lá está uma família sino-americana, cercada de problemas tanto familiares como econômicos. A lavanderia que possuem está em estado falimentar, os adultos precisam se entender com o pai da mulher, com o namoro da filha com outra garota e com um pedido de divórcio do marido. Pior, precisam se entender com o fisco e suas 1,001 exigências.

Temos aí desenhado o quadro geral de um filme que toma por tema a degradação da classe média americana —a decadência econômica, a falta de perspectiva para o futuro, a detestável pressão do Estado sobre as pessoas.

É um quadro plausível e não desinteressante, embora a histeria que atinge tanto os personagens quanto a câmera já nos façam esperar pelo pior desde então.

O pior virá logo em seguida, na confrontação entre a burocrata fiscal e a família. O que começa por uma prestação de contas adversa à lavanderia, seja por incompreensão dos códigos da burocracia, seja por simplesmente não ter dinheiro.

É justamente aí, na culminância dos problemas econômico-afetivos da família, que tudo começa a desandar francamente.

A sequência no fisco evolui para um humor grotesco, um pouco à maneira de Terry Gilliam. A histeria se acentua, excessiva, transformando a situação dolorosa em caricatura e daí remetendo aos 1.001 universos paralelos que se acotovelarão ao longo do filme. Entra em ação o multiverso, a grande novidade novidadeira com que nos acenam os diretores conhecidos como Daniels, autores do filme.

Temos visto universos múltiplos realmente inquietantes. Basta olhar para os filmes de David Lynch, em especial o novo “Twin Peaks”; ou para os filmes de David Cronenberg, em especial “eXistenZ”, ou para os terríveis sonhos de “Hora do Pesadelo”, de Wes Craven, com sua perversa capacidade de se tornarem reais.

Os de “Tudo em Todo o Lugar” servem a estabelecer o princípio de que a cada plano corresponda ao menos um efeito especial, que a cada meia dúzia de planos (e eles são rápidos) corresponda uma variante da ação principal.

Num deles, a heroína pode ser lutadora de kung fu, em outro a filha pode aparecer como a agente do caos universal etc. Mas esse multiverso serve, basicamente, ao acúmulo (aborrecidíssimo, por sinal) de desviar a atenção do tema central, que retorna de tempos em tempos —o melodrama familiar.

Ele envolve transformações malabarísticas nos personagens, isso é certo, mas por que a jovem filha aparece como agente do caos? Porque o caos, na cabeça de sua mãe, é ela ser rebelde e, sobretudo, ter uma orientação sexual que não a satisfaz.

O divórcio passa por diversas variações, conforme o universo visitado, mas ao final, ninguém duvide, tudo acabará com a família unida (e isso não é um “spoiler”, esta é a regra do melô contemporâneo).

Podemos lamentar que uma abordagem que poderia ser realista de um drama da decadente classe média desvie para uma fantasia tola em torno de universos não só paralelos como perfeitamente fictícios, e perfeitamente descartáveis, de modo a chegar a um filme descartável, que ao acenar para certas modernidades (do multiverso à diversidade sexual e à e simpatia com imigrantes) se desvia de um núcleo significativo.

É verdade que estamos em um ano de Oscar muito fraco, mas em anos fortes como nos fracos, nas piores como nas melhores escolhas, a premiação exprime um sentimento da comunidade hollywoodiana sobre os problemas do mundo. Ele vende alguma coisa (filmes), ao mesmo tempo em que chama a atenção para certos problemas.

O problema de “Tudo em Todo Lugar” é que ele faz o gesto de suscitar questões que existem para no momento seguinte jogar o espectador no faz de conta do multiverso, temperado por umas filosofices sobre a extensão do universo, e explicitar por efeitos especiais certas inquietações contemporâneas (as transformações tecnológicas e a capacidade humana de as controlar), ao mesmo tempo em que cada um desses aspectos (e existem outros) serve essencialmente para borrar os outros.

No fim resta o grupo de guerreiros, como em qualquer fantasia bélica. Triunfante como em qualquer fantasia. O que era problema real, enunciado no início do filme, mesmo com todos os problemas, é devidamente esterilizado.

O mundo segue como é, apenas com um filme esperto a mais, ganhando um Oscar a mais. Para que problema, afinal, aponta a premiação de 2023 para os supostos melhores filmes de 2022 —Hollywood está um tanto perdida no mundo inquietante que se anuncia e embarca em qualquer canoa. Esta, a deste ano, desculpe quem viu virtudes maiores neste filme, me parece bem furada.

Um clássico para retomar o foco

POR GERSON NOGUEIRA

Há muito mais em jogo para o PSC, no clássico de amanhã com a Tuna, do que a recuperação da vice-liderança do Campeonato Paraense. É claro que um dos objetivos da equipe de Márcio Fernandes é evitar que o rival Remo se distancie ainda mais na ponta da tabela, mas a retomada da pegada vitoriosa é a prioridade máxima a essa altura.

Os três tropeços nos últimos jogos – derrota para o Caeté e empate com o Independente pelo Parazão e empate com o Princesa do Solimões, pela Copa Verde – deixaram o Papão em processo de descrédito junto ao seu torcedor, motivando questionamentos quanto à qualidade do time e à consistência do trabalho do técnico Márcio Fernandes.

As fracas atuações expuseram os pontos fracos da equipe, em grande parte agravados pela ausência de titulares importantes, principalmente contra o Caeté. Diante do Independente, porém, os setores de meio-de-campo e ataque estavam completos, sendo que a zaga tinha o retorno de Genilson, ao lado de Bocanegra.

Nem isso impediu que o time patinasse, sofrendo dois gols de pênaltis no primeiro tempo e demonstrando problemas sérios de ordem emocional. Os zagueiros Genilson e Bocanegra foram expulsos e comprometeram seriamente as chances do time em Tucuruí.

Muita coisa relacionada com o aspecto anímico dos atletas costuma ser ocultada nos times de futebol, mas termina por se revelar de maneira explícita durante os jogos, principalmente quando há uma óbvia pressão por vitórias.  

Corrigir os desajustes, inclusive emocionais, é papel da comissão técnica, que certamente deve ter anotado os problemas expostos em Tucuruí.

Márcio Fernandes tem, além disso tudo, a missão de montar um time competitivo e à altura do desafio representado pela Tuna, que cumpre uma campanha errática na competição e está fora da zona de classificação. Um adversário assim posicionado representa sempre um risco extra.

Depois da saída do técnico Josué Teixeira, depois do clássico com o Remo, a Lusa entrou em voo cego, terminando por anunciar duas contratações nesta semana –, o atacante Paulo Rangel e o volante Marlon, ambos ex-jogadores do clube.  

Para o confronto com o PSC, a equipe vai juntar os cacos e buscar forças naquilo que tem de mais característico: a capacidade de marcação e a boa fase do atacante Welthon, um dos artilheiros do Parazão, com quatro gols.

O Papão também trouxe de volta um atacante de passagem satisfatória pelo clube. Vinícius Leite, que estava no Vila Nova, chegou e está pronto para estrear. Talvez seja a peça que faltava na conexão entre meio e ataque, podendo ser lançado pela esquerda ou na aproximação.

É jogo decisivo para a Tuna e pode se tornar decisivo para o PSC – e Márcio Fernandes –, dependendo do resultado.

Fifa: Infantino é aclamado e ensaia voo para repetir Blatter

Pense num emprego bom. É, seguramente, um dos mais cobiçados do mundo: governar a poderosa Fifa, corporação que é um verdadeiro portento de influência política e geração de renda. Tudo que envolve a entidade máxima do futebol se transforma em dinheiro graúdo. Gianni Infantino, o atual sumo sacerdote, foi reeleito/aclamado ontem para reinar até 2027.

Tanta riqueza envolvendo a Fifa torna seu comando um cargo tão ambicionado, gerando desassossego e escaramuças políticas de todos os níveis, desde que João Havelange desbancou em 1974 o inglês Stanley Rous, que reinava desde 1961.

A quebra da métrica de votos, até então controlada pela Europa, mostrou que a Fifa era um território livre e ao alcance de qualquer político safo e com sólidas conexões mundiais. Foi assim que Joseph Blatter aposentou seu ex-mentor Havelange e passou a dar as cartas, em 1988.

Blatter caiu em desgraça, em 2015, com a barulhenta explosão do escândalo Fifagate, após cutucar os norte-americanos tirando-lhes a Copa de 2022. Sobre isso há um documentário de perfil didático na Netflix, “Esquemas da Fifa”, que desnuda o gigantismo da entidade e o cipoal de interesses a ela vinculados.

Ontem, sem opositores visíveis, Infantino se reelegeu, embora esteja entrando num terceiro mandato, pois assumiu a Fifa inicialmente para um mandato provisório após a renúncia forçada de Sepp Blatter. Por conta disso, ficou até 2017, completando o mandato do ex-mandatário.

Por conta desse arranjo estatutário, o suíço-italiano de sorriso fácil tem tudo para repetir os passos de Blatter e Havelange, eternizando-se no poder. É simples: como há um limite de três mandatos, ele terá o direito de disputar o pleito em 2027 para governar até 2031.

A glorificação de Infantino veio a bordo do 73º Congresso Mundial da Fifa, realizado na distante Ruanda. Após ser declarado vitorioso, para surpresa de ninguém, ele discursou e repetiu o mantra: vai se dedicar ao futebol do planeta e servir às 211 associações que integram a Fifa.

Um detalhe revelador do talento político de Infantino é que ele rodeou o trono com requintes de extrema habilidade. Era secretário geral da Uefa quando a entidade europeia era presidida por Platini e tinha um pé na Fifa, através do Comitê de Reforma.

Quando Platini foi flagrado com um incômodo cheque de 2 milhões de dólares, ofertado por Blatter, o beneficiário direto da queimação do ídolo francês não foi o então presidente da Fifa. Correndo por fora, Infantino herdou o espaço deixado pela derrocada de Blatter e Platini. De uma só tacada, ambos caíram e ele emergiu.

E que ninguém duvide do fôlego e da ambição do homem. Caso tudo ocorra dentro dos conformes, ele ficará 15 anos no topo, apenas três a menos que Blatter. Como este, Infantino sabe manejar o controle dos delegados de todos os continentes. Ninguém ousa fazer oposição. Democracia é algo que a Fifa só tem no texto pomposo de seu estatuto. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 17)

Para filósofo, o projeto de Lula é um anteparo para a destruição causada pelo capitalismo

Comentário do filósofo Paulo Arantes, sobre o projeto de Lula para o Brasil, em entrevista ao caderno Ilustríssima, da Folha de S. Paulo:

“O que eu estou dizendo é que, se você me disser: ‘Qual é o projeto do lulismo?’. Eles continuam sem nenhum projeto, como não tinham em 2003. Dois mil e três era um discurso progressista, desenvolvimentista, redistributivista. Continuará sempre assim: proteção social, tudo pelo social, tudo pelo emprego, não tem nada de novo. A novidade, de fato, que o lulismo fez e que nós não prestamos atenção e não soubemos valorizar, só valorizamos quando veio o bolsonarismo, foi essa redução de danos. Isto é, o lulismo foi um anteparo para essa destruição inerente ao capitalismo nessa sua fase atual destrutiva, em que ele destrói o seu próprio fundamento, que é a fonte do valor, o trabalho vivo.

Ao mesmo tempo, não se desfaz dessa forma fetichista, que é a relação pela mercadoria. Daí essa máquina infernal que vai sobreviver ao fim físico do mundo pelas mudanças climáticas. O capitalismo não acaba por si mesmo, ele vai continuar a destruir, mas o mundo acaba antes. Esse é um prognóstico.

O governo Lula fez aquilo que não imaginava que fosse fazer: reduzir danos. Isto é, ele comprou tempo para postergar cada vez mais esse encontro de contas, esse ajuste de contas que será feito no fim. Como ele comprou tempo? Ele tinha dinheiro do boom das commodities. Ele pôde irrigar com cash, com dinheiro vivo, essas pontas mais explosivas do tecido social, como se diz no jargão, que não existem mais. Então, ele irrigou as periferias de empregos, de dinheiro, programas sociais muito bem-planejados e desenhados. Funcionaram. Esses programas sociais foram desenhados para segurar as pontas, para o muro não ruir, e funcionou muito bem — todas as contrapartidas, muito bem-desenhadas —, é ‘best practice’ no mundo inteiro. Como controlar os pobres sem mudar a sociedade, esse é o exemplo do Brasil. A Índia copia, o Paquistão copia, a Indonésia copia, a África copia. Todo o mundo quis fazer igual até que veio o bolsonarismo e destruiu isso.

O bolsonarismo apressou o fim do mundo, em certo sentido, porque ele destruiu esse anteparo de gestão desse caos terminal no qual nós vivemos, que se chama capitalismo e que o lulismo estava contendo dizendo que estava fazendo outra coisa: avançando o processo social, desenvolvimento, emancipação, os direitos. Ninguém discorda disso. Pode falar à vontade, mas estava fazendo isso, e eu acho que isso foi muito bom para o Brasil. Foi bom nesse sentido: você pega a cracolândia e reduz danos. É ótimo, ninguém é contra, precisa ser muito energúmeno, de extrema direita, para passar o trator em cima.

Eles fizeram isso com sucesso e um sucesso tão grande que precipitou a queda da Dilma, que eu acho que foi uma grande manobra de luta de classe. ‘Esses caras estão muito fortes, estão ganhando todas as eleições, vamos tirá-los do caminho’. E tiraram em uma boa, sem disparar um tiro e cumprindo a lei. Isso se chama luta de classes, que a esquerda esqueceu.

Aí veio o pesadelo bolsonarista, que é o fim dessa política de redução de danos, que é pressão para que o reino da delinquência, portanto o mais forte, da milícia ao presidente da República, passem a mão naquilo que lhes convém. Pode ser uma farinha de cocaína, pode ser uma joia do rei da Arábia Saudita. Está tudo no mesmo bolo da rapinagem. Era isso que estava acontecendo e, portanto, o grande capital achava que ia tirar sua lasquinha também, porque para ele não teria mais limites, mas ele viu que teria limites — um desses limites é físico, precisava de um planeta para explorar.”

Projeto solta cerca 80 mil filhotes de quelônios em Terra Santa e Oriximiná

Em 24 anos, iniciativa já devolveu 6 milhões de espécimes à natureza

Pouco a pouco, centenas de milhares de filhotes de quelônios ganharam os rios da Amazônia. O trabalho é resultado do Projeto Pé-de-Pincha, desenvolvido há 24 anos pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) em 31 comunidades de Oriximiná e Terra Santa, no oeste do Pará. A iniciativa conta com a parceria da Mineração Rio do Norte (MRN). Na temporada de soltura de 2023, realizada este mês, já foram soltos mais de 58 mil filhotes em Oriximiná e mais 19 mil no Lago do Piraruacá, na Fazenda Aliança, em Terra Santa.

“O Pé-de-Pincha é um projeto de conservação de base comunitária e que vem na esteira do desenvolvimento sustentável. Então você tem uma prática que é ecologicamente correta, que permite que as comunidades que moram na região possam participar desse processo de proteção de seus recursos naturais”, explica o engenheiro agrônomo e coordenador do projeto pela Ufam, Paulo César Andrade.

Dentre os voluntários que contribuem para essa força tarefa está a empreendedora Rutineia Almeida. Ela conta que, durante os cinco anos que morou no entorno do Lago do Piraruacá, executou diferentes tarefas pelo projeto. Hoje, ela segue como voluntária e se diz grata aos conhecimentos adquiridos até aqui. “O projeto me fez crescer como pessoa. É como se fosse a minha segunda família. Eu digo sempre que o voluntário é alguém escolhido por Deus para fazer coisas que a maioria das pessoas não quer fazer. Então ele me escolheu”, afirma.

Esmeraldo Cunha é um dos primeiros voluntários da iniciativa em Terra Santa. Ele conta que um dos principais desafios foram os julgamentos por parte daqueles que consomem as espécies. “Se nós não cuidarmos hoje, eu acho que as futuras gerações vão sentir muita falta. Eu participo tanto dessa área quanto do Amazonas e eu sei que às vezes nos deparamos com dificuldades, mas isso é que nos dá força para não desistir”, relata.

Multidisciplinar

O Projeto Pé-de-Pincha já introduziu mais de 6 milhões de filhotes de quelônios na natureza, como tartarugas-da-amazônia, irapuca, tracajá e pitiús, estimulando a conservação das espécies por meio do manejo participativo. A iniciativa é ampla, abrangendo 118 comunidades de 18 municípios entre o Amazonas e o Pará.

“Cada município tem um coordenador técnico de campo e a Ufam atua na coordenação geral, tanto na parte administrativa quanto na parte técnico-científica. Então o serviço ambiental que o colaborador voluntário ou o monitor de praia prestam para o ecossistema da Amazônia é muito maior do que o trabalho da proteção de praia em si”, ressalta Paulo Andrade.

Há 17 anos como professora no município de Terra Santa, Kelen Cristina Bentes atua como coordenadora local do Pé-de-Pincha e conta que tem levado a missão do projeto para a sala de aula. “O consumo do ovo do tracajá faz parte da cultura alimentar da nossa região, por isso é muito cobiçado. Nosso trabalho de preservar esses ovos é uma questão de amor. Para sensibilizar um idoso é difícil, mas se você começar a trabalhar na base, com as crianças, é muito mais fácil. Então eu tenho trabalhado com eles que não devemos comer, mas preservar”, afirma.

Experiências

Dentre os 253 participantes que acompanharam a soltura dos filhotes estava a dona de casa Ana Lúcia Bentes. “Se não fossem esses projetos, não teríamos mais tracajás. Então, quanto mais comunidades fizerem, melhor vai ser para todos”, acredita.

“É muito lindo ver como isso tem reunido várias instituições. As comunidades, os representantes da própria mineradora e dos outros patrocinadores. Então é possível ver algo maior que qualquer coisa. É o mundo, é ecossistema”, completa a estudante Lene Ferreira.

Segundo Genilda Cunha, coordenadora do projeto Pé-de-Pincha pela MRN, a iniciativa simboliza a união, uma vez que, durante todo o ano, várias partes envolvidas se mobilizam e, de diferentes formas, contribuem para o bom andamento das atividades. “Nessa rede de dedicação, amor e esforço pela conservação do meio ambiente, todos contribuem para um território mais sustentável, uma vida em harmonia com a natureza e um despertar de um olhar diferenciado para o meio ambiente e para os sistemas interligados da biodiversidade”, destaca.

Rock na madrugada – Weezer, “Hash Pipe”

Criado em 1992, na Califórnia (EUA, com a formação clássica de quatro integrantes e cultivando um quê de punk rock rejuvenescido, o Weezer construiu uma elogiada caminhada ao longo de 30 anos como um ícone do rock alternativo. A formação atual da banda tem Rivers Cuomo, Patrick Wilson, Brian Bell e Scott Shriner. A discografia inclui 12 discos e seis EPs.

A influência de gigantes do hard rock e até do metal povoa o trabalho do grupo. Van Halen, Kiss, Metallica e Iron Maiden são algumas das referências dos integrantes do Weezer. O vocalista Rivers Cuomo já confessou em entrevistas que aprendeu a tocar fazendo cover de músicas desses grupos, embora sem diminuir o papel do Nirvana em seu trabalho.

Não por acaso, um dos últimos discos do Weezer se intitula “Van Weezer”, para não deixar dúvida quanto às paixões musicais que marcaram a juventude de seus integrantes.