Jeff Beck morre aos 78 anos e o rock perde outra lenda da guitarra

A morte do guitarrista inglês Jeff Beck aos 78 anos nesta quarta-feira (10) consternou o mundo do rock. Alçado à fama ao entrar no supergrupo Yardbirds nos anos 1960, ele foi considerado um dos maiores de todos os tempos, um virtuose em seu instrumento. De acordo com a família, Beck tinha contraído meningite bacteriana e “morreu pacificamente”.

O músico era conhecimento pelos experimetos com efeitos e distorções de guitarra, ajudou a definir o som da guitarra no rock, e foi considerado pela revista “Rolling Stone” o 5º melhor guitarrista da história em 2015. Ao longo da carreira, Beck passou pelo rock psicodélico, jazz, blues, heavy metal e até música eletrônica.

Nascido em Londres, em 1944, Geoffrey Arnold Beck estudou na escola de arte e ficou conhecido ao ser recrutado para os Yardbirds para substituir Eric Clapton. Ao longo dos cerca de 20 meses com o grupo, ele esteve em apenas um disco, mas participou das gravações de grande parte de seus maiores sucessos.

Ele entrou no Hall da Fama do Rock em 1992 com os Yardbirds e em 2009 pela carreira solo. Mesmo assim, foi demitido durante uma turnê nos Estados Unidos por não cumprir horários e por problemas de relacionamento com os colegas. Após sair dos Yardbirds, ele seguiu em carreira solo, que começou com o álbum “Truth”, de 1968, e depois com o Jeff Beck Group.

Ele fez sucesso com o álbum “Blow By Blow”, de 1975, produzido pelo quinto beatle, George Martin, seu maior êxito comercial. Ganhador de oito prêmios no Grammy, a maioria na categoria de melhor performance de rock instrumental. Seu último álbum foi “18”, lançado em julho de 2022, com covers em colaboração com o ator e músico Johnny Depp.

Artistas lamentaram e prestaram suas homenagens ao guitarrista Jeff Beck. O guitarrista morreu de meningite bacteriana, aos 78 anos. A informação foi divulgada nas redes sociais oficiais do músico nesta quarta-feira (11). Entre as homenagens estão de Gene Simmons e Paul Stanley, do Kiss, e Tony Iommi, do Black Sabbath.

“Estou arrasado em ouvir a notícia da morte do meu amigo e herói Jeff Beck, cuja música emocionou e inspirou a mim e a inúmeras outras pessoas por tantos anos. Os pensamentos de Polly e os meus vão para a sua adorável esposa Sandra. Ele estará para sempre em nossos corações”, diz David Gilmour.

“Eu não consigo expressar o quão triste estou ao saber @JeffBeckMusic morreu. Que perda terrível para sua família, amigos e seus muitos fãs. Foi uma honra ter conhecido Jeff e uma honra incrível de tê-lo no meu álbum mais recente, #PatientNumber9. Viva #JeffBeck”, escreveu Ozzy Osbourne.

“Notícia devastadora sobre a perda de uma lenda da guitarra tão amada e influente Jeff Beck. Ele fez a guitarra cantar… uma poderosa influência para mim e para tantos outros”, diz Steve Hackett, do Genesis.

“O guerreiro de seis cordas não está mais aqui para admirarmos o feitiço que ele podia produzir em torno das nossas emoções mortais. Jeff podia canalizar a música do etéreo. Sua técnica única. Sua imaginação aparentemente ilimitada. Jeff, eu sentirei sua falta junto aos seus milhões de fãs. Descanse em paz”, disse Jimmy Page, do Led Zeppelin.

“Musicalmente, nós estávamos quebrando todas as regras, isso foi um rock’n’roll fantástico e inovador! Ouça a inacreditável faixa ‘Plynth’ em sua homenagem. Jeff, eu sempre amarei você. Deus abençoe”, disse Ronnie Wood, dos Rolling Stones, em um primeiro tuíte.

“Agora que Jeff se foi, sinto que um dos meus irmãos deixou este mundo e vou sentir muito a falta dele. Estou enviando muita solidariedade a Sandra, sua família e todos que o amavam. Quero agradecê-lo por todos os nossos primeiros dias juntos no Jeff Beck Group, conquistando a América”, completou em uma segunda postagem.

“Descanse em paz Jeff Beck. Um pioneiro e um dos melhores de todos tempos”, escreveu Johnny Marr.

Brigada bolsonarista de fake news é principal eixo das ações terroristas e a maior ameaça à democracia

POR GERSON NOGUEIRA

À medida que o tempo passa, as manifestações em defesa do terrorismo praticado contra os Três Poderes da República, domingo (8), em Brasília, têm assumido ares de cinismo puro. De início, os defensores do desatino bolsonarista ainda disfarçavam o posicionamento favorável ao extremismo. Aos poucos, porém, o pensamento pró extrema direita vai se revelando, sem pudor. A notória Jovem Pan (também conhecida como Jovem Klan), emissora mais golpista do país e antro de aloprados, é um bom exemplo dessa escalada.

Aqui no Pará não é muito diferente. A bordo de análises hipócritas os apoiadores do terrorismo nem tentam camuflar as opiniões favoráveis. A onda, desde ontem, é esgrimir comentários maneiristas para desqualificar a ação da Justiça contra os golpistas. Já apareceu gente capaz da ginástica de comparar a prisão em massa dos terroristas com o ocorrido nos tempos do tirano Augusto Pinochet no Chile. Um verdadeiro atentado contra um fato histórico.

Só para avivar memórias, no Chile de Pinochet os esquerdistas e opositores do regime eram levados para o estádio Nacional, em Santiago, de onde eram encaminhados para execução sumária. Pelo que se sabe, todos os envolvidos nas arruaças de domingo na Praça dos Três Poderes estão sendo tratados dentro dos ditames legais básicos, com direito (coisa absurda até) ao uso de celulares. Advogados e promotores de justiça já visitaram os presos, atestando as condições dignas da custódia. Uma boa aula de História resolveria o problema.

Longe de pretender esclarecer, influenciadores e jornalistas bolsonaristas estão reproduzindo a prática testada à exaustão pelo próprio Jair Bolsonaro na presidência da República. Mentir, mentir, mentir. E procurar reproduzir isso em níveis mastodônticos, a fim de chegar ao maior número possível de incautos. A tática, não propriamente inédita, foi aperfeiçoada pela extrema direita norte-americana assumindo papel decisivo na eleição de Donald Trump há seis anos.

Todos os experimentos realizados ali foram reproduzidos com êxito na eleição brasileira de 2018, garantindo a subida ao poder do até então inexpressivo deputado Jair Bolsonaro, que pertencia ao baixo clero da política brasileira. Não apenas o elegeu como se tornou uma política de governo, com capilaridade e investimentos através do chamado “gabinete do ódio”.

Pode-se dizer que Bolsonaro passou quatro anos no governo administrando pessoalmente a disseminação de informações falsas, impunemente – o processo judicial no qual foi arrolado segue sem desfecho. O crime compensou e permanece como instrumento preferencial das hordas extremistas que devotam lealdade ao ex-capitão.

O custo altíssimo desse cenário de desinformação, abastecido diariamente por milhões de mensagens impulsionadas nas redes sociais, com método e estratégia, desembarca agora em pleno governo Lula. As autoridades custaram a entender o alcance destrutivo para um país no qual parte da população se alimenta de inverdades e fantasias perigosas.

Um exemplo simples está nos prejuízos causados pelo discurso antivacina e negacionista de Bolsonaro e seus cúmplices ao esforço de combate à covid-19 no Brasil. As quase 800 mil mortes da pandemia têm muito a ver com esse mecanismo obscurantista de dominação.

O ataque aos Três Poderes chocou o país, mas é só a ponta do iceberg. Nas vozes de influenciadores da internet, nos incontáveis grupos de zap na internet e na opinião de jornalistas aliados reside hoje o maior perigo contra a democracia brasileira. Lula é o alvo porque há a perspectiva de que faça um governo próspero e libertário, daí o esforço não para derrubá-lo, mas para minar economicamente sua gestão através da imposição do caos nas ruas e da retórica de insatisfação popular.

Tudo reforçado pela política armamentista executada durante os últimos quatro anos e o estímulo à pregação golpista junto ao público evangélico. A violência como intimidação não é propriamente uma novidade para quem alimenta planos de insurreição, mas é bizarro que venha embalada por um discurso messiânico e falsamente defensor da moral, da família e dos bons costumes.

Mais esquisito ainda é que essa lenga-lenga oportunista funcione e crie raízes.

Belém é confirmada como candidata a sediar COP-30 em 2025

Depois de reunir com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã desta quarta-feira (11), em Brasília, o governador Helder Barbalho (MDB), presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal (CAL), anunciou que a capital paraense é a cidade brasileira escolhida como candidata oficial do país para sediar a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30) em 2025.

“O presidente Lula acaba de anunciar que Belém é a cidade escolhida pelo Brasil para sediar a COP e já encaminhou para o Itamaraty a oficialização de que o Brasil reforça a sua candidatura e Belém é a cidade escolhida para sediar a COP 30, em 2025, representando um momento histórico em que a Amazônia estará a receber o maior evento de discussão climática do mundo”, informou Helder Barbalho em coletiva de imprensa após a reunião com o presidente.

Em vídeo divulgado pela Comunicação do Palácio do Planalto, no qual aparece ao lado do governador Helder Barbalho, o presidente Lula afirma que a escolha por Belém faz parte de um comprometimento realizado durante a última edição da COP. Aproveitou para dar os parabéns pelos 407 anos da fundação da capital paraense.

“Estou com o companheiro Helder parabenizando pelos 407 anos que a cidade de Belém completa amanhã (12) e dando uma boa notícia que o Itamaraty formalizou a cidade de Belém como candidata à disputa para realizar a COP 30. Eu tinha assumido um compromisso no Egito, na COP 27, que a COP 30 poderia ser realizada no Brasil. Espero que a gente esteja lá para fazer uma bela COP”, anunciou Lula.

As articulações para Belém sediar uma edição da COP foram iniciadas pelo governador Helder Barbalho ainda na última edição do evento, em Sharm El Sheikh, no Egito. Na oportunidade, além de convidar Lula, na condição de presidente eleito, para integrar a comitiva dos Estados da Amazônia Legal, durante o evento, foi entregue uma carta pública em nome dos governadores da Amazônia Legal pleiteando que Lula articulasse com a ONU a realização de uma edição da COP no Brasil, em especial na região amazônica.

Sobre a reunião com o presidente da República, na manhã de ontem, Helder disse que o Governo Federal está em sintonia com os Estados da Amazônia Legal no entendimento do fortalecimento das ações de fiscalização, repressão e desenvolvimento socioeconômico da região. Falou também sobre o entendimento sobre políticas públicas envolvendo crédito de carbono para financiar ações.

“Alinhamos que é fundamental que possamos construir um grupo transversal para discutirmos um modelo de desenvolvimento da Amazônia que passe pelo enfrentamento, de maneira ativa e forte, no combate às ilegalidades ambientais, mas, por outro lado, se construa, de maneira transversal, um novo modelo de desenvolvimento econômico com a transição do uso da terra”, afirmou o governador.