Da USP para a Forbes: ex-aluno está entre jovens que revolucionam negócios e transformam o mundo

Formado pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação, em São Carlos, Anderson Silva faz parte da lista de brasileiros com até 30 anos que se destacaram em seus ramos de atuação em 2022

Filho de um operário e de uma faxineira, Anderson Caio Santos Silva só descobriu que podia estudar gratuitamente na melhor universidade do Brasil aos 17 anos, quando começou a frequentar um cursinho popular na pequena cidade de São Roque, no interior de São Paulo. Nas escolas públicas que havia frequentado no município vizinho, Mairinque, onde morava com os pais e dois irmãos mais velhos, nunca tinha ouvido falar da USP.

Naquele momento, o garoto não fazia ideia do quanto aquela descoberta marcaria o início de uma maratona de transformações, a começar pela aprovação no curso de Ciências de Computação, em São Carlos. Dali em diante, as portas se abriram. Foram dois intercâmbios: um para estudar na The University of Western Australia, com uma bolsa estágio de pesquisa no exterior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), e outro para a McGill University, no Canadá, por meio do extinto programa Ciência Sem Fronteiras.

Em paralelo, houve ainda dois períodos de estágio no Google, um nos Estados Unidos e outro no Canadá, prosseguindo com a conquista de uma bolsa no programa Líderes Estudar, da Fundação Estudar, em 2017, em que conseguiu ser um dos 33 selecionados entre os 84 mil candidatos. A história continua com o início e o desenvolvimento de uma carreira empreendedora na área de tecnologia, em que se tornou sócio de duas empresas e fundador da Iglu, uma startup com soluções para lojas que desejam integrar suas plataformas de comércio virtuais e físicas.

Aos 28 anos, a extensa maratona de conquistas e aprendizados percorrida por esse ex-aluno do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, impressiona. Não por acaso, na última semana de 2022, Anderson Silva entrou para a lista Forbes Under 30 Brasil, reconhecido como um dos 90 jovens mais brilhantes, de até 30 anos, que se destacaram em 15 ramos de atuação.

Selecionado como um dos seis destaques da categoria Varejo & E-commerce, o ex-aluno visitou o ICMC dia 2 de janeiro para contar a novidade à professora que o acompanha desde os passos iniciais dessa maratona: Solange Rezende. Era março de 2012 quando Anderson bateu na porta da sala da professora pela primeira vez. Naquela época, Solange havia submetido um projeto de pesquisa para um programa de tutoria criado pela Fuvest.  A iniciativa selecionava estudantes como Anderson, que haviam sido aprovados no vestibular e possuíam situação socioeconômica desfavorável. A bolsa de tutoria foi o primeiro auxílio que Anderson recebeu na Universidade e o possibilitou prosseguir os estudos.

Desde março de 2012, o garoto nunca mais parou de bater na porta da sala de Solange, quer fosse para buscar apoio nos momentos de tomar decisões importantes ou para compartilhar frustrações e vitórias. “Ele sempre teve muita clareza sobre o que queria. Isso ajudou muito nesse processo de conseguir as coisas. Porque quando a oportunidade aparecia, ele tinha clareza de que a queria”, conta a professora.

“Foi muito marcante quando meu pai e minha mãe chegaram aqui no Instituto: caramba, esse lugar existe mesmo, é gratuito! Olha esse prédio… Porque parece que é tudo pago. Isso aconteceu com os meus pais, mas também depois, quando eu trouxe um sócio do Rio de Janeiro”, revela Anderson. Para ele, o ICMC é uma via expressa para oportunidades: “É difícil pensar assim, mas se eu não tivesse feito uma das coisas relevantes que fiz, será que teria dado certo? Para entrar no Google, foi relevante ter uma boa performance acadêmica, feito pesquisa e participado de maratonas de programação. Igualmente no caso da Fundação Estudar, se fosse só performance acadêmica e não tivesse o Google, provavelmente não teria entrado. Mas quem abriu as portas para o Google foi o ICMC”.

As vivências durante o tempo da graduação propiciaram ao garoto que se desenvolvesse não apenas como cientista de computação, por meio dos incontáveis conhecimentos técnicos adquiridos, mas também pessoalmente e culturalmente. “Tive a oportunidade de viver aqui com jovens de todo o Brasil. Depois, abriu-se a oportunidade de ir para fora, conviver com pessoas de outras nacionalidades. Então, culturalmente e pessoalmente, foi onde eu me formei.”

É sempre uma maratona – Na visita ao ICMC, Anderson percorreu alguns lugares emblemáticos de sua trajetória. Nas carteiras em que costumava estudar horas a fio, em frente a uma das grandes lousas que permeiam o Instituto, ele disse a marcante frase que registrei à giz: “É sempre uma maratona”.

Entre os muitos significados que moram nessas palavras, um deles é bastante literal: nos tempos de graduação, Anderson fez parte do Grupo de Estudos para a Maratona de Programação (GEMA). Foi essa experiência de participar de um grupo de extensão que o preparou para enfrentar diversos desafios e competições de programação, um verdadeiro campo de treinamento que o levou, posteriormente, a ser aprovado nos processos seletivos do Google.

Caminhando pelo campus da USP, em São Carlos, Anderson fez questão de visitar o bloco A do alojamento estudantil. Antes de subir a escada e andar pelo corredor que dá acesso aos quartos do primeiro andar, onde viveu durante os primeiros seis meses da graduação, ele passou pelos armários no térreo. Foi ali que ele encontrou o colchão sobre o qual dormiu naquele tempo. Como só foi chamado na quinta chamada da Fuvest, quando Anderson chegou ao campus, em março de 2012, não havia mais lugar disponível no alojamento. O jeito foi se arranjar como hóspede em um dos quartos, colocando o colchão no chão.

Mas esse foi apenas mais um pequeno obstáculo na vida de Anderson, que estudou a vida toda em escolas públicas. Aos 14 anos, começou a trabalhar como menor aprendiz na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) no período da manhã. Atuava como eletricista na empresa e, à tarde, frequentava o curso técnico nessa mesma área, no Serviço Nacional de Aprendizagem (SENAI). À noite, cursava as disciplinas regulares do Ensino Médio. A principal preocupação era conseguir trabalho para garantir a sobrevivência. Ao chegar em São Carlos, não tinha sequer computador nem sabia falar inglês. Com os auxílios e bolsas que conseguiu, aos poucos, foi vencendo todos os percalços.

“Eu conquistei muitas coisas boas nesses 12 anos. É um salto muito grande se você comparar de onde eu saí, em 2011, para onde estou hoje. Considerando onde eu morava e que eu era um operário”, avalia o ex-aluno. “A lista da Forbes é um reconhecimento de que valeu a pena todo o trabalho desses 12 anos”.

Entre os desafios futuros de Anderson está a geração de riqueza por meio das empresas em que investe e da startup que criou. “Acho que estou cumprindo meu propósito de vida, que é trazer uma referência para as pessoas que vêm de onde eu vim: se tem gente que conseguiu, vai lá que você consegue, é possível. Isso é bastante significativo para mim. Quando eu venço, não sou apenas eu que venço, vence minha família e todas as pessoas que vêm de onde eu vim”, finaliza.

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 

Terrorismo em Brasília: um aviso à navegação

Por Boaventura de Sousa Santos

Ocorreu em Brasília no dia 8 deste mês, uma semana depois da tomada de posse do Presidente Lula da Silva, um acontecimento que só tomou de surpresa quem não quis ou não pôde informar-se sobre os seus preparativos amplamente difundidos nas redes sociais. A ocupação violenta dos edifícios do poder legislativo, executivo e judicial e dos espaços circundantes, bem como a depredação de bens públicos existentes nestes edifícios por parte de manifestantes de extrema-direita, configuram actos de terrorismo planeados e minuciosamente organizados pelos seus cabecilhas. Trata-se, pois, de um acontecimento que põe seriamente em causa a sobrevivência da democracia brasileira e que, pelo modo como ocorreu, pode amanhã ameaçar outras democracias no continente e no mundo. Convêm, pois, analisá-lo à luz da importância que tem. As características e as lições principais são as seguintes:

O movimento de extrema-direita é global e as suas acções a nível nacional beneficiam das experiências anti-democráticas estrangeiras e muitas vezes agem em aliança com elas. É conhecida a articulação da extrema-direita brasileira com a extrema-direita norte-americana. O conhecido porta-voz desta, Steve Bannon, é amigo pessoal da família Bolsonaro e tem sido uma figura tutelar da extrema-direita brasileira desde 2013. Além das alianças, as experiências de um país servem de referência a outro país e constituem uma aprendizagem. A invasão da Praça dos Três Poderes em Brasília é um copia “melhorada” da invasão do Capitólio em Washington em 6 de Janeiro de 2020, aprendeu com esta e tentou fazer melhor. Foi organizada com mais detalhes, procurou trazer muito mais gente a Brasília, e utilizou várias estratégias para que a segurança pública democrática se sentisse tranquilizada de que nada anormal aconteceria. Os cabecilhas tinham por objectivo ocupar Brasília com pelo menos um milhão de pessoas, criar o caos e permanecer o tempo necessário para permitir a intervenção militar que pusesse fim às instituições democráticas.
Pretende-se fazer acreditar que se trata de movimentos espontâneos. Pelo contrário, são organizados e com capilaridade profunda na sociedade. No caso brasileiro, a invasão de Brasília foi organizada a partir de diferentes cidades e regiões do país e em cada uma delas havia cabecilhas identificados com número de telefone para poderem ser contactado pelos aderentes. A participação podia ter várias formas. Quem não pudesse viajar para Brasília, tinha missões a cumprir nos seus locais, bloqueando a circulação de combustíveis e do abastecimento dos supermercados. O objectivo era criar o caos pela carência de produtos essenciais. Alguns se lembrarão das greves de camionistas dos combustíveis que precipitaram a queda de Salvador Allende e o fim da democracia chilena em setembro de 1973. Por sua vez o caos em Brasília tinha objectivos precisos. Foi invadida a sala de estratégia do Gabinete de Segurança Institucional, situada no porão do Palácio do Planalto, onde foram furtados documentos sigilosos e armamento ultra tecnológico, o que demonstra que havia treinamento e espionagem. Também foram encontradas cinco granadas no Supremo Tribunal Federal e Congresso Nacional.
Em países democráticos, a estratégia da extrema-direita assenta em dois pilares: (1) Investir fortemente nas redes sociais para ganhar as eleições com o objectivo de, se as ganhar, não usar o poder democraticamente nem sair do poder democraticamente. Foi assim com Donald Trump e com Jair Bolsosonaro enquanto presidentes. (2) No caso de não prever ganhar, começar desde cedo a questionar a validade das eleições e declarar que não aceita outro resultado senão a sua vitória. O programa mínimo é perder por pequena margem para tornar mais credível a ideia da fraude eleitoral. Foi assim nas últimas eleições nos EUA e no Brasil.
Para ter êxito, este ataque frontal à democracia necessita de ter o apoio de aliados estratégicos, quer nacionais, quer estrangeiros. No caso dos apoios nacionais, os aliados são forças antidemocráticas, tanto civis como militares, instaladas no aparato do governo e da administração pública que, por acção ou por omissão, facilitam as acções dos revoltosos. No caso brasileiro, é particularmente clamorosa a conivência, passividade e se não mesmo cumplicidade das forças de segurança do Distrito Federal de Brasília e dos seus dirigentes. Com a agravante de que esta região administrativa, por ser a sede do poder político, recebe receitas federais avultadíssimas com o específico propósito de defender as instituições. No caso brasileiro, é também escandaloso que as Forças Armadas se tenham mantido em silêncio, sobretudo quando era conhecido o propósito dos organizadores de criar o caos para provocar a sua intervenção. Por outro lado, as Forças Armadas toleraram que se instalassem acampamentos de manifestantes em frente aos quarteis, uma área de segurança militar, e aí permanecessem durante dois meses. Foi assim que a ideia do golpe prosperou nas redes sociais. Neste caso, o contraste com os EUA é gritante. Quando foi da invasão do Capitólio, os chefes militares norte-americanos fizeram questão de vincar a sua defesa da democracia. Neste sentido, a nomeação do novo Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que parece apostado num bom e reverencial relacionamento com os militares não augura nada de bom. É um ministro problemático depois de tudo o que se passou. O Brasil está a pagar um preço alto por não ter punido os crimes e os criminosos da ditadura militar (1964-1985), sendo certo que alguns crimes nem sequer prescreveram. Foi isso que permitiu ao ex-presidente Bolsonaro elogiar a ditadura, prestar honras aos torturadores militares e nomear militares para cargos importantes de um governo civil e democrático, alguns fortemente comprometidos com a ditadura. Só assim se explica que se fale hoje de perigo de golpe militar no Brasil, mas não no Chile ou na Argentina. Como se sabe, nestes dois países os responsáveis pelos crimes da ditadura militar foram julgados e punidos.
Para além dos aliados nacionais, são cruciais os aliados estrangeiros. Tragicamente, no continente latino-americano, os EUA têm sido tradicionalmente os grandes aliados de ditadores, quando não mesmo os instigadores dos golpes contra a democracia. Acontece que, desta vez, os EUA estiveram do lado da democracia e isso fez toda a diferença no caso do Brasil. Estou convencido de que se os EUA tivessem dados os habituais sinais de encorajamento aos candidatos a ditadores, estaríamos hoje perante um golpe consumado. Infelizmente, e à luz de uma história de mais de cem anos, esta posição dos EUA não se deve a um repentino zelo da defesa internacionalista da democracia. A posição dos EUA foi estritamente determinada por razões internas. Apoiar o bolsonarismo de extrema-direita no Brasil era dar força à extrema-direita trumpista norte-americana que continua a acreditar que a eleição de Joe Biden foi o resultado de fraude eleitoral e que Donald Trump será o próximo presidente dos EUA. Aliás prevejo que manter uma forte extrema-direita no Brasil seja importante para os desígnios da extrema-direita norte-americana nas eleições de 2024. É de prever que se pretenda criar uma situação de ingovernabilidade que dificulte ao máximo a actuação do Presidente Lula da Silva nos próximos anos. Para que isso não aconteça é necessário que os golpistas e depredadores sejam duramente punidos. E não só eles, mas também os seus mandantes e financiadores.
Para garantir a sustentabilidade da extrema-direita é necessário ter uma base social, dispor de financiadores-organizadores e de uma ideologia suficientemente forte para criar uma realidade paralela. No caso do Brasil, a base social é ampla, dado o carácter excludente de democracia brasileira que faz com que largos sectores da sociedade se sintam abandonados pelos políticos democráticos. O Brasil é uma sociedade com grande desigualdade socio-económica agravada pela discriminação racial e sexual. O sistema democrático potencia tudo isso ao ponto de o Congresso Brasileiro ser mais uma caricatura cruel do que uma representação fiel do povo brasileiro. Se não for objecto de profunda reforma política, será a prazo totalmente disfuncional. Nestas condições, há um amplo campo de recrutamento para mobilizações de extrema-direita. Obviamente que a grande maioria que delas participa não é fascista. Apenas quer viver com dignidade e desacreditou que isso seja possível em democracia.
Os financiadores-organizadores parecem ser, no caso do brasileiro, sectores do baixo capital industrial, agrário, armamentista e de serviços que foram beneficiados pela (des)governação bolsonorista ou com cuja ideologia mais se identificam. No que respeita à ideologia, ela parece assentar em três pilares principais. Em primeiro lugar, a reciclagem da velha ideologia fascista, ou seja, a leitura reaccionária dos valores de Deus, Pátria e Família, a que juntam agora a Liberdade. Trata-se sobretudo de defender incondicionalmente a propriedade privada para com isso (1) poder invadir e ocupar a propriedade pública ou comunitária (territórios indígenas), (2) defender eficazmente a propriedade, o que implica armar as classes proprietárias, (2) ter legitimidade para rejeitar qualquer política ambiental e (3) rejeitar os direitos reprodutivos e das sexualidades, em particular o direito ao aborto e os direitos da população LGBTIQ+. Em segundo lugar, a ideologia implica a necessidade de criar inimigos a destruir. Os inimigos têm várias escalas, mas a mais global (e abstracta) é o comunismo. Quarenta anos depois de, pelo menos no hemisfério ocidental, terem desaparecido os regimes e os partidos que defendam a implantação de sociedades comunistas, este continua a ser o fantasma contraditoriamente mais abstracto e mais real. Para entender isso é preciso entrar em linha de conta com o terceiro pilar da ideologia de extrema-direita: a criação incessante e capilarizada no tecido social de uma realidade paralela, imune à confrontação com a realidade real, levada a cabo pelas redes sociais e pelas religiões reacionárias (igrejas evangélicas neopentecostais e católicas anti-Papa Francisco) que com facilidade ligam comunismo e aborto e assim instigam o medo abissal nas populações indefesas, tudo facilitado por estas há muito terem perdido a esperança de ter uma vida digna.

A tentativa de golpe no Brasil é um aviso à navegação. Os democratas brasileiros, latino-americanos, norte-americanos e, afinal, de todo o mundo devem levar muito a sério este aviso. Se o não fizerem, amanhã os fascistas não se limitarão a bater à porta. Certamente a arrombarão sem cerimónia para entrar.

Aliado de Bolsonaro, senador do Pará vota contra a intervenção federal no DF

Oito senadores se posicionaram de forma contrária à intervenção federal na segurança do Distrito Federal (DF), decretada no domingo (8) à noite pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida passou por votação simbólica e foi aprovada nesta terça-feira (10) no Senado. Entre os senadores que votaram contra está o bolsonarista Zequinha Marinho (PL-PA). Na prática, Marinho se coloca a favor dos atos terroristas praticados pela turba bolsonarista que invadiu a praça dos Três Poderes para tentar um golpe de Estado.

Além dele, votaram contra a intervenção Flávio Bolsonaro (PL), filho de Jair Bolsonaro; Carlos Portinho (PL), Carlos Viana (PL), Luís Carlos Heinze (PP), Eduardo Girão (Podemos), Styvenson Valentim (Podemos) e Plínio Valério (PSDB).

A medida foi tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda no domingo, após os ataques terroristas de apoiadores radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e já está em vigor, mas precisava ser ratificada pelo Congresso Nacional. Com a intervenção, o governo federal passa a ser responsável pela segurança pública do DF. O secretário executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, foi nomeado interventor pelo presidente Lula.

Rock na madrugada – Eric Clapton, “A Whiter Shade of Pale”

Acompanhado pela super banda The Promises no show beneficente de Ano Novo em Woking (Londres), Eric Clapton presta tributo ao amigo Gary Brooker e ao Procol Harum com esta versão do clássico A Whiter Shade of Pale. Foi a penúltima canção do concerto (transmitido ao vivo para todo o Reino Unido), por volta das 00h45 do dia 1º de janeiro de 2023.