Leão abre o placar, mas não segura pressão do Mapará: 1 a 1

O Leão não consegue mesmo sair da sequência de empates. Na manhã deste domingo, no Parque do Bacurau, em Cametá, o time azulino empatou em 1 a 1 com os donos da casa, naquele que foi chamado de “choque de campeões”. O Remo saiu na frente, com um gol de Ícaro, cobrando penalidade máxima sofrida por Diego Tavares, aos 36 minutos do primeiro tempo.

Na segunda etapa, depois de duas chances perdidas pelo Remo no ataque, com Roni e Rodriguinho, o Cametá ensaiou uma pressão e acabou chegando ao empate, nos minutos finais. Uma falta cobrada na área foi bem aproveitada por Luiz Carlos, que testou para as redes aproveitando a saída do goleiro.

Foi o terceiro empate seguido do Leão (todos por 1 a 1) na pré-temporada. O time azulino empatou com Caeté e Bragantino antes de enfrentar o Mapará.

Com gol de Scooby, Águia tira a invencibilidade do Papão

Em amistoso realizado na manhã deste domingo, no estádio da Curuzu, a Tuna surpreendeu o PSC e venceu por 1 a 0. O gol foi marcado por Scooby, aos 46 minutos do segundo tempo. A partida teve forte presença do Papão no ataque, com várias chances criadas e desperdiçadas. Mário Sérgio, Bruno Alves, Genilson e Vicente perderam boas chances ainda no primeiro tempo. A Tuna se manteve recuada e explorando contra-ataques, principalmente através de Balotelli. O gol saiu após rebote da zaga, que Scooby aproveitou para disparar um belo chute de fora da área.

Ameaça fardada: proibida por lei, politização avança nas Forças Armadas em meio à impunidade

Nas redes sociais, militares propagam mensagens que atacam Lula, pedem votos para Bolsonaro e questionam lisura do processo eleitoral

Alimentada nos últimos quatro anos pela presença de milhares de militares, inclusive da ativa, em cargos no governo Bolsonaro, a politização da caserna afetou a relação entre o presidente Lula e o Exército, com direito a troca de comando em meio a suspeitas de leniência na contenção dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. O engajamento de parte das Forças Armadas também pode ser constatado nas redes sociais, onde manifestações político-partidárias, algumas de viés golpista, tornaram-se frequentes, a despeito da proibição explícita em lei, e nem sempre reprimidas.

Levantamento do GLOBO localizou 18 militares da ativa — 14 do Exército, três da Marinha e um da Aeronáutica — que usaram seus perfis para tecer comentários políticos nos últimos anos. Só um desses casos, porém, virou processo na Justiça Militar: o do major João Paulo da Costa Araújo Alves, do Piauí, que chegou a ser preso, em maio de 2022, após ignorar reiteradamente as reprimendas de superiores. Solto dias depois, aguarda julgamento.

Nas redes do major, além de referências a Olavo de Carvalho, da defesa de remédios sem eficácia contra a Covid-19 e de críticas às vacinas, havia ainda ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), associados a Hitler, e às urnas eletrônicas. Os gestos de descrédito sobre o sistema eleitoral, uma tônica bolsonarista, também aparecem regularmente nos posts de outros militares.

O sargento da Marinha Antonio Ilton de Sousa Castro, por exemplo, compartilhou no Instagram críticas a generais que teriam “forçado os comandados” a “aceitarem o resultado de uma eleição imunda”. Já o major Fabio de Oliveira Huss, do Exército, mantém disponível na mesma rede conteúdos com a mensagem “Brasil foi roubado”, amplamente usada por bolsonaristas contra a legitimidade das eleições.

O GLOBO também encontrou pedidos de voto para Bolsonaro e ofensas constantes a Lula. “Não devolvam o bandido à cena do crime”, escreveu o suboficial da Aeronáutica Washington Humberto Cordeiro às vésperas do segundo turno. Sacramentada a derrota, o major do Exército Leandro Cardoso de Azevedo, junto de uma notícia que tratava de militares da reserva cogitando uma “guerra civil”, acrescentou: “Os da ativa também”.

O Exército e a Aeronáutica não responderam se algum dos nomes listados foi punido. Já a Marinha citou a Lei Geral de Proteção de Dados para não tratar de “militares específicos”, mas informou ter punido nove integrantes, de 2019 a 2023, “por manifestações públicas de caráter político-partidário” — número que não foi apresentado pelas outras duas Forças. O Ministério da Defesa não se manifestou.

Ex-diretor de Cooperação do Ministério da Defesa e professor de Relações Internacionais na Universidade de Brasília (UnB), Antonio Jorge Ramalho avalia que o caso do general e deputado federal eleito Eduardo Pazuello (PL-RJ), ex-ministro da Saúde, que passou incólume após participar de um ato político com Jair Bolsonaro em 2021, virou símbolo de impunidade:

“Como exigir que os praças não se manifestem se um general faz isso e nada ocorre? O recado para a tropa é nítido”.

Os regulamentos disciplinares das três Forças, estabelecidos em decretos presidenciais, são claros ao impedir que militares da ativa embrenhem-se por debates ideológicos. No Exército, o texto em vigor desde 2002 veda qualquer expressão pública, “sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária”.

Nas regras da Marinha e da Aeronáutica, formuladas ainda durante a ditadura — em 1983 e 1975, respectivamente — , consta o impedimento de manifestar-se “publicamente a respeito de assuntos políticos”. Já o artigo 45 do Estatuto dos Militares, de 1980, impõe a proibição de “quaisquer manifestações coletivas, tanto sobre atos de superiores quanto as de caráter reivindicatório ou político”.

Promotor aposentado da Justiça Militar, Jorge Cesar de Assis diz que hierarquia e disciplina são “bases estruturais das Forças Armadas”. O veto à livre manifestação, para ele, é só uma das “várias restrições” impostas pela vida militar.

“Manifestação pública de ordem político-partidária é e sempre foi proibida, podendo caracterizar grave transgressão disciplinar ou crime”, explica Assis, frisando que posts na internet podem gerar punições. “Tanto no campo disciplinar como no penal militar, a depender do caso concreto. As redes têm poder enorme e instantâneo de propagação”.

Prerrogativa de comandantes e superiores hierárquicos, a sanção disciplinar abrange punições como advertência e detenção. A infração pode ensejar ainda um processo criminal na Justiça Militar. Para manifestações políticas, uma das hipóteses — caso do major do Piauí — é o enquadramento no artigo 163 do Código Penal Militar, que pune com até dois anos de prisão quem ignora “dever imposto em lei, regulamento ou instrução”.

Os estudiosos ouvidos pelo GLOBO apontam uma ação do general Eduardo Villas Bôas como decisiva na politização da caserna. Em 2018, antes de um julgamento no STF que poderia libertar Lula, o então comandante do Exército postou que a corporação compartilhava “o anseio de todos os cidadãos de bem”.

“As Forças vinham se mantendo discretas até em fases turbulentas, com dois impeachments. A vitória de Bolsonaro agravou o quadro e deixou não só oficiais da reserva à vontade para transgredir, como os da ativa também”, pontua o cientista político Eurico de Lima Figueiredo, professor da UFF.

Regidos por normas mais leves, sem veto a manifestações políticas, agentes da reserva podem ser punidos, administrativa e criminalmente, caso extrapolem “limites estabelecidos na lei civil”. Isso não impediu que o coronel Fernando Montenegro, em meio a protestos golpistas diante de quartéis, insuflasse “policiais e militares”, citando que “nazistas também estavam apenas cumprindo ordens superiores”. Ele e os outros militares citados não retornaram os contatos do GLOBO.

Se a politização vigente muitas vezes não gera transtornos, criticá-la pode trazer problemas. Oficiais da reserva, o contra-almirante Antonio Nigro, da Marinha, e o coronel Marcelo Pimentel, do Exército, respondem a procedimentos internos por questionarem publicamente a difusão da postura ideológica nas Forças.

“Um dos processos contra mim é por criticar a insensata nota conjunta que legitimava os atos nos quartéis. Comandantes falam a subordinados, não ao povo. Quem faz isso é político”, afirma Pimentel.

(Transcrito de O Globo, 29/01)

Rock na madrugada – The Strokes, “You Only Live Once”

Strokes é uma banda do circuito indie dos Estados Unidos, formada em 1998, em Nova York. O grupo tem como líder Julian Casablancas (vocal), Albert Hammond Jr (guitarra), Nick Valensi (guitarra), Nikolai Fraiture (baixo) e o brasileiro Fabrizio Moretti (bateria e percussão).

É hora de testar e observar

POR GERSON NOGUEIRA

Todos os clubes participantes do Parazão 2023, com exceção do Itupiranga, estão envolvidos em partidas amistosas de preparação neste final de semana. Um dos destaques é o tradicional clássico PSC x Tuna, programado para a manhã de domingo no estádio da Curuzu. Outro amistoso muito aguardado é Cametá x Remo, também no domingo, estádio Parque do Bacurau.

Na prática, os outros confrontos da “rodada informal” cumprem a mesma finalidade dos jogos citados acima: os técnicos buscam movimentar suas equipes, a fim de evitar o problema gerado pela inatividade forçada como adiamento do campeonato.

Para os três representantes da capital, os amistosos têm importância especial porque complementam a pré-temporada. Os bicolores, por exemplo, que tiveram menos tempo de preparação que os demais – em função da disputa da Copa Verde –, procuram aproveitar da melhor forma esses testes mais encorpados.

Depois de encarar o São Francisco, no domingo passado, o PSC agora vai ser testado pela Tuna, com seu time mesclado de garotos e poucos remanescentes de 2022. O técnico Márcio Fernandes ainda faz ajustes para definir a melhor formação para o campeonato, mas as laterais são posições que preocupam, bem como o setor de criação do meio-de-campo.

Em termos de ataque, a situação está mais ou menos resolvida e o setor vem agradando técnico e torcida. O ex-azulino Mário Sérgio tem feito gols e se credenciado como o atacante centralizado, tendo Bruno Alves, outro ex-remista, como parceiro de lado de campo.

No Remo, que vai até Cametá para seu terceiro amistoso (fez um teste contra o Tesla, equipe amadora do futebol suburbano), a preocupação é encaixar alternativas ofensivas que funcionem de verdade. Diante de Caeté e Bragantino, o time empatou (1 a 1) expondo inúmeras dificuldades na ligação entre meio e ataque.

A entrada do meia-armador Soares contra o Bragantino, sábado passado, deu ao time uma outra dinâmica ofensiva. Participou de jogadas, lançou os companheiros e finalizou a gol. Deixou a sensação de que, pelo estilo, pode servir a uma nova configuração tática.

Caso seja escalado, pode funcionar como quarto homem de meio-campo, atuando mais perto de Muriqui e Diego Tavares. Ao contrário do 4-3-3 que o técnico Marcelo Cabo vinha testando, Soares pode fazer com que o time passe a funcionar no 4-4-2, encorpando o setor de meia-cancha para melhorar o poderio ofensivo.

Bola na Torre

De cenário novo, o programa tem apresentação de Guilherme Guerreiro e a participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba baionense. Em pauta, os amistosos de preparação para o Campeonato Paraense. A edição é de Lourdes Cezar. Começa às 22h30, na RBATV.

Conmebol firma inédita parceria com o futebol africano 

A Conmebol e a Concacaf anunciaram na sexta-feira um inédito acordo de parceria para fortalecer e desenvolver o futebol em ambas as regiões. O plano é ambicioso e inclui a realização de competições de seleções nacionais femininas e masculinas e um novo torneio de clubes. O primeiro passo será dado com a Copa América 2024, que será disputada nos Estados Unidos e incluirá as 10 seleções sul-americanas e as seis melhores equipes da Concacaf, na condição de convidadas.

Pela primeira vez, o tradicional torneio será organizado pelas duas confederações. Os países da Concacaf irão se classificar para a competição através da Liga das Nações/Concacaf 2023/24.

A Conmebol entende que a parceria será importante para a preparação das seleções nacionais em relação à Copa do Mundo de 2026, que terá os Estados Unidos como uma das sedes. A entrada em cena do continente africano pode proporcionar mais qualidade e competitividade ao torneio, que experimenta um inegável desgaste técnico nos últimos anos.

A cooperação se estende à modalidade feminina, com a participação garantida de quatro equipes sul-americanas na Copa Ouro Concacaf W 2024. A edição inaugural do torneio será nos Estados Unidos em maio de 2024. As quatro seleções convidadas da Conmebol foram definidas com base na Copa América 2022: Brasil (campeão), Colômbia (vice), Argentina (3ª colocada) e Paraguai (4ª colocada).

Conmebol e Concacaf também irão organizar uma competição centralizada de clubes no estilo “final four”, envolvendo os melhores das respectivas confederações. Os quatro participantes serão escolhidos através das copas continentais promovidas pelas confederações. A primeira edição do torneio deve ocorrer já em 2024.

Para reflexão

“Ser mulher e gostar de futebol é gostar de um esporte que nos detesta”.

Frase emblemática (e realista) de Milly Lacombe, um dos melhores textos do jornalismo esportivo brasileiro atual. 

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 29)

A tragédia indígena é militar

É preciso nomear o partido responsável pelo Brasil dos últimos anos

Por Leandro Demori

Bolsonaro não tinha um partido ou um grupo político organizado para tocar a máquina pública brasileira depois que foi eleito em 2018. O que fez? Usou as Forças Armadas como partido. Quando se vence uma eleição, bem, é necessário… governar. A campanha fica pra trás e o dia a dia da máquina pública aparece na sua frente. Como nomear ministros, diretores de estatais, de agências reguladoras e todos os cargos que a administração de um país precisa pra FUNCIONAR?

Nas democracias do mundo todo, essa tarefa cabe aos partidos e seus quadros. É assim no Brasil, nos EUA, na França, no Japão. O que fez Bolsonaro? Sem partido nenhum, isolado na vida pública como sempre foi, o presidente eleito recorreu aos militares. Ministérios, estatais e agências foram ocupados por fardados.

O Tribunal de Contas da União identificou mais de 6 mil militares em postos civis no governo. Quase metade deles, identificou a Controladoria Geral da União, eram irregulares – “há militares que não poderiam estar exercendo a função civil e outros estavam mais tempo cedidos à administração pública do que a legislação permite. Há ainda aqueles que estavam recebendo mais do que deveriam, quase R$ 40 mil reais por mês”.

Só em cargos comissionados era 2.673 militares em 2021. Com um detalhe: 2.075 são da ativa. Eles não fazem falta nas unidades militares que serve originalmente? Ao menos abre-se aqui um debate sobre a utilidade (ou inutilidade?) de usarmos impostos para manter esses empregos. Aparentemente, com o fim do governo Bolsonaro, não precisamos deles nos quartéis.

As principais estatais do Brasil foram comandadas, via de regra, também por militares: Infraero, Correios, Petrobras, Itaipu…

A Funai, órgão que deveria ter evitado o holocausto indígena que vimos nas últimas semanas, dos 39 coordenadores regionais, 22 eram militares — apenas dois eram civis servidores de carreira. Como poderia dar certo? Bem, de certa forma, deu certo: em um áudio publicado pela agência de jornalismo O Joio e o Trigo, um coordenador da Funai prometeu liberar garimpo em terras indígenas.

Qual a conclusão de tudo isso? Simples: que o governo Bolsonaro foi um governo MILITAR. Um governo militar que chegou ao poder pelo voto. A tragédia, a desumanidade, a ofensa, a humilhação, a incompetência e a destruição que vimos nos últimos anos são, por consequência, MILITARES, e que assim passem à história.

Rock na madrugada – AC/DC, “Back in Black”

Clássico arrasa-quarteirão da banda australiana, contendo todos os elementos que consagraram o AC/DC como um dos maiores grupos de metal do planeta. Na guitarra, Angus Young, responsável por alguns dos mais marcantes riffs do rock, com Brian Johnson nos vocais, substituindo Bon Scott, morto em acidente de moto nos anos 80.