Parazão com tintas estrangeiras

POR GERSON NOGUEIRA

De maneira incomum, o Campeonato Paraense terá como principal atração a invasão da legião estrangeira. O PSC foi logo com voracidade à fonte, contratando três jogadores, o Remo traz um e mais três times anunciaram reforços estrangeiros. Pode não ser ainda uma política consolidada, mas é seguramente o maior investimento já feito em atletas vindos do exterior.

No Papão, que monta um time para brigar pelo título estadual, a ideia é fugir da mesmice que reinava há anos no âmbito das contratações. Segundo os dirigentes, a ideia de trazer um trio de jogadores de outros países sul-americanos é uma tentativa de abrir caminho no mercado internacional.

Não se pode negar que há ousadia nesse gesto. Estão confirmados o meia venezuelano Roberto Hernández, o volante paraguaio Jorge Jiménez e o zagueiro colombiano Henriquez Bocanegra (foto acima). Nada impede que outros estrangeiros sejam buscados para o Campeonato Brasileiro. Tudo vai depender do rendimento do trio no Parazão.

O Remo foi o primeiro a dar essa guinada, anunciando ainda em novembro a contratação do volante paraguaio Richard Franco, ex-Náutico, primeira contratação do clube para a temporada 2023.

A novidade é tão alvissareira que até clubes do interior abraçaram a causa. A partir de janeiro, com a bola rolando no Estadual, esse grupo de forasteiros da bola estará sob a mira das torcidas e dos críticos no chamado Parazão da Inclusão. A conferir.

Seleção da Copa tem unanimidades e ataque dos sonhos

Muita gente cobrou a minha seleção da Copa do Mundo e, passada uma semana da épica final entre Argentina e França, aqui vai ela, reunindo apenas jogadores das quatro seleções finalistas. Na frente, os dois melhores jogadores do mundo:

Emiliano Martínez; Hakimi, Cristian Romero, Upamecano e Theo Hernández; Amrabat, Ounahi, Enzo Fernández e Modric; Messi e Mbappé. Técnico: Lionel Scaloni.

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda o programa, a partir das 22h30, na RBATV, com as participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. O convidado especial é o técnico Marcelo Cabo, do Remo. A edição é de Lourdes Cezar.

Os estranhos critérios e cálculos do Ranking da Fifa

A Copa terminou, os argentinos ainda festejam por toda parte – inclusive no avião que viajei para o Brasil – e a Fifa segue com o seu indecifrável ranking de seleções. Para espanto geral, a frieza dos números aponta a Seleção Brasileira na primeira colocação.

Trata-se de uma provocação explícita ao bom senso. Há tempos, por exemplo, o ranking simpatiza de maneira absurdamente com a seleção da Bélgica, aquela que só foi grande para parte da mídia brasileira. Não ganhou nada, nem torneio início, mas liderou durante anos o esquisito ranking.

Os critérios são complexos, mas têm como objetivo sempre discordar da lógica dos fatos. O Brasil em primeiro lugar, apesar da pífia campanha em gramados catarianos, é apenas a última presepada. Não canso de criticar o ranking em função da importância que ele adquiriu, definindo inclusive cabeças de chave nas Copas do Mundo.

Até hoje ninguém, pelo menos que tenha conhecimento reconhecido na área, conseguiu explicar direito o que leva o ranking a afrontar o mundo do futebol com tanta frequência.

Campeã mundial, a Argentina ganhou uma posição e agora é a segunda colocada, apenas dois pontos atrás do Brasil. Segundo comunicado da Fifa, a Argentina teria alcançado o topo do ranking se tivesse vencido a França no tempo normal ou na prorrogação na final. Como o título saiu nos pênaltis, só alcançou 1.838 pontos, contra 1.840 do Brasil. Então, tá.

A França aparece em 3º lugar. E a sempre bem cotada Bélgica, que caiu na primeira fase da Copa, desceu do 2º lugar para o quarto, à frente da Inglaterra, que chegou às quartas de final no Mundial.

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 25)

Um comentário em “Parazão com tintas estrangeiras

  1. E lá se vão os sonhos dos “meninos da base” de um dia se tornarem úteis para o pobre-rico futebol paraense. Aproveitá-los não passa de blablabá. Agora parece que a nova moda vai ser a de importar refugos que falam espanhol.

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