Campeã França passa vexame, mas garante vaga nas oitavas

Na despedida da primeira fase da Copa, a França perdeu para a Tunísia por 1 a 0 no início da tarde desta quarta-feira (30). A atuação foi sofrível e recebeu uma saraivada de críticas da mídia esportiva francesa. “Derrotados e irreconhecíveis, os Blues disputaram penosamente o primeiro lugar no grupo”, estampou o jornal ‘Le Parisien’.

Mas, apesar do revés para os tunisianos, a França conseguiu se classificar na primeira colocação do Grupo D, empatando nos números de pontos com a Austrália, mas superior no saldo de gols. Além disso, o técnico Didier Deschamps poupou seus titulares no confronto, mas teve que colocar Mbappé, Griezmann, Rabiot, Saliba e Dembelé para tentar arrancar um empate no desespero.

Griezmann chegou a empatar nos acréscimos, mas o VAR avaliou a jogada e o gol foi anulado. O placar do confronto foi construído com um gol de Khazri no início da segunda etapa. Esta é a primeira vez na história que a seleção tunisiana vence os franceses.

“O [atual] campeão mundial caiu contra uma equipe que foi a única que tentou vencer o jogo desde o início”, publicou o espanhol ‘Diário AS’. Mesmo conquistando uma vitória história sobre a seleção francesa, já que os outros quatro confrontos tinham sido dois empates e dois triunfos da França, a Tunísia não conseguiu se classificar para as oitavas da Copa.

Missão Qatar: por que a bola oficial da Copa precisa ser carregada na tomada

Muita gente não entendeu a foto da Al-Rihla, bola oficial da Copa do Mundo do Qatar, sendo recarregada. De imediato, viralizou nas redes sociais. A justificativa: a bola carrega dentro de si um sensor de alta tecnologia. Por isso, precisa ser carregada antes do início dos jogos. A bateria que sustenta o sensor tem duração máxima de seis horas, quando em uso ativo, e de até 18 dias, caso isso não ocorra.

A Al-Rihla ainda conta com um componente em sua camada externa que ajuda na aerodinâmica, o que faz com que seja mais veloz. Essa carga de tecnologia confere à bola da Copa a condição de mais moderna em uso no futebol mundial hoje.

Brasil pode pegar só campeões do mundo na caminhada até o hexa

A classificação da Argentina em primeiro lugar do Grupo C na Copa do Qatar, garantida na noite desta quarta-feira, 30, pode fazer com que o Brasil tenha pela frente apenas campeões do mundo na rota do hexacampeonato. Se também terminar na primeira colocação do grupo G, a Seleção vai ficar no mesmo chaveamento dos argentinos. Pelo cruzamento, se confirmar o primeiro lugar de seu grupo, com um simples empate com Camarões, na sexta-feira (2), o Brasil enfrenta o segundo colocado do Grupo H. Como Portugal tem tudo para ficar em primeiro, a segunda vaga é disputada por Gana, Coreia do Sul e Uruguai. Se os uruguaios, duas vezes campeões (1930 e 1950), vencerem Gana, e a Coreia não vencer Portugal, a vaga será dos sul-americanos.

Caso avance às quartas de final neste cenário, o Brasil enfrenta quem passar do confronto entre o primeiro colocado do Grupo E, de Espanha e Alemanha, e o segundo do Grupo F, de Croácia e Bélgica. Os espanhóis ganharam a Copa em 2010, enquanto os alemães são tetracampeões. A última rodada do Grupo E será nesta quinta-feira, 01, e a Espanha é favorita ao primeiro lugar. Tem quatro pontos, contra três de Japão e Costa Rica, e um da Alemanha. Se vencer o Japão, deixa o caminho livre para a Alemanha se classificar vencendo a Costa Rica.

O outro quadrante da semifinal já está definido, com equipes dos Grupos de A a D. A Holanda, primeira no grupo A, pega os Estados Unidos, enquanto a Argentina encara a Austrália. Os argentinos venceram a Copa em 1978 e 1986, foram vice em 2014, e têm a última chance de dar a Lionel Messi uma taça. Se tiverem sucesso, seriam os rivais do Brasil na semifinal (caso a Seleção Brasileira também avance). O outro lado da chave já tem dois ex-campeões garantidos. A Inglaterra pega Senegal e, caso passe, enfrenta quem se classificar entre França e Polônia.

Um eventual clássico europeu entre ingleses pode definir um dos semifinalistas. Já o outro quadrante terá as demais equipes a avançarem dos grupos que ainda serão definidos, inclusive com Espanha e Alemanha e, possivelmente, Portugal. Mas é possível que a França, campeã mundial em 1998 e 2018, chegue novamente a uma final de Copa. Com isso, ela poderia completar um caminho — hipotético no momento, mas possível — de apenas seleções campeões mundiais na rota do Brasil em busca do hexa.

A Copa tem mata-matas de oitavas de final em diante desde 1986. O Mundial do Qatar, desta maneira, é o 10º neste sistema de disputa. De todos os campeões desse período, dois tiveram as campanhas com adversários mais tradicionais (“campeões mundiais”). A Argentina, em 1986, encarou Uruguai, Inglaterra e Alemanha. E a seleção alemã, em 2014, deixou pelo caminho franceses, brasileiros e argentinos.

As campanhas das seleções ganhadoras em cada uma das Copas desde 1986, quando foi instituído o atual sistema de disputa:

França, campeã em 20182 campeões no mata-mata (ARG e URU) Argentina (oitavas), Uruguai (quartas), Bélgica (semifinal) e Croácia (final)

Alemanha, campeã em 20143 campeões (FRA, BRA e ARG) Argélia (oitavas), França (quartas), Brasil (semifinal) e Argentina (final)

Espanha, campeã em 20101 campeã (ALE) Portugal (oitavas), Paraguai (quartas), Alemanha (semifinal) e Holanda (final)

Itália, campeã em 20062 campeãs (ALE e FRA) Austrália (oitavas), Ucrânia (quartas), Alemanha (semifinal) e França (final)

Brasil, campeão em 20022 campeãs (ING e ALE) Bélgica (oitavas), Inglaterra (quartas), Turquia (semifinal) e Alemanha (final)

França, campeã em 19982 campeãs (ITA e BRA) Paraguai (oitavas), Itália (quartas), Croácia (semifinal) e Brasil (final)

Brasil, campeão em 1994 1 campeã (ITA) EUA (oitavas), Holanda (quartas), Suécia (semifinal) e Itália (final)

Alemanha, campeã em 19902 campeãs (ING e ALE) Holanda (oitavas), Tchecoslováquia (quartas), Inglaterra (semifinal) e Argentina (final)

Argentina, campeã em 19863 campeãs (URU, ING e ALE) Uruguai (oitavas), Inglaterra (quartas), Bélgica (semifinal) e Alemanha (final).

(Com informações do UOL, Fifa.com)